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#alfred hitchcock
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É curioso o fato do primeiro filme de Hitchcock produzido nos Estados Unidos ter sido o que lhe renderia um Oscar de Melhor Filme. Bom, tecnicamente o prêmio foi para o incisivo produtor David O. Selznick, um dos responsáveis pelo sucesso de “E O Vento Levou”, mas é impossível se separar o nome de um diretor de peso de um grande diretor com um filme tão magistralmente executado. Enquanto Selznick conseguiu um grande orçamento para a adaptação de um controverso romance gótico, além de suas tentativas de interferir em alguns aspectos visuais com o intuito de dramatizar ainda mais sua narrativa, Hitchcock nos presenteia com aquilo que faz melhor, nos entreter com sua mise-en-scène que explora todas as nuances de uma trama repleta de suspense do inicio ao fim.

Presa em um trabalho enfadonho, uma jovem acompanhante (Joan Fontaine) cruza seu caminho com o recém viúvo Maxim de Winter (Laurence Olivier). A atração é mutua e ambos vivem um namoro relâmpago na Riviera Francesa que logo culmina em um casamento. Tudo parece perfeito e promissor para a nova vida da jovem, ate que eles retornam à mansão a beira mar de Manderley e ela se vê atormentada pelo fantasma da primeira sra. de Winter, Rebecca que se faz presente a cada minuto, a cada recordação de Maxim e seus criados, em especial a intimidadora Sra. Denvers (Judith Anderson).

Hitchcock fez bem em deixar de lado certas noções de leveza que outros de seus filmes possuíam. Pelo contrario, aqui nos sentimos na pele da personagem de Joan Fontaine, ingênua e perdida em um mundo do qual não conhece nada, mas que se afunda cada vez mais ate quase enlouquecer. Seria tudo fruto de sua imaginação? um forte sentimento de desvalia perante à imponente imagem de Rebecca, perpetuada pelas maldosas insinuações da Sra. Denvers e explosões de humor de seu marido, ou haveria de fato um mistério a ser desvendado? Certamente os segredos que envolvem Rebecca devem se manter ocultos para garantir a todos a excitante experiência de descobri-los de acordo com o desenrolar da trama, cuja tensão cresce a cada minuto enquanto nos sentimos lado a lado de Fontaine.

As atuações são um dos pontos principais do filme, merecendo suas indicações ao Oscar. Laurence Olivier dispensa elogios por sempre entregar o que lhe é proposto. O que realmente nos prende no filme são suas atrizes. Joan Fontaine encarna perfeitamente a trágica heroína sem nome - referida apenas como ‘a segunda Sra. de Winter’, reforçando a ideia de que é uma intrusa aos domínios de Rebecca - que luta para se fazer ser ouvida, em um papel que espelha sua própria experiência pessoal de finalmente sair das sombras de sua irmã, a atriz Olivia de Havilland enquanto Judith Anderson nos amedronta com a imponente e ameaçadora governanta repleta de intenções duvidosas e obsessão quase sexual por sua antiga senhora.

Muitos críticos agregam o sucesso de Rebecca com a sabia decisão de Selznick e Hitchcock de utilizarem um roteiro muito fiel à obra literária da inglesa Daphne du Maurier, ainda que essa seja tenha sido alvo de um escândalo. É decepcionante pensar que uma celebre autora de romances que renderiam incríveis adaptações cinematográficas como “Minha Prima Rachel”, “A Pousada da Jamaica” e “Not After Midnight” tenha plagiado o romance da brasileira Carolina Nabuco, “A Sucessora” para produzir Rebecca. Diversos críticos literários na época do lançamento do filme e hoje em dia apontam como absurdo que Victor Gollancz tenha traído a confiança de Nabuco, que tinha esperança de ter seu trabalho traduzido e publicado em língua inglesa ter sido plagiada por uma autora mais conhecida e ter visto sua obra atingir grande reconhecimento nos cinemas enquanto suas frustradas tentativas de clamar por seus direitos tenham lhe dado apenas uma fama de aproveitadora.

Infelizmente, pouco se pode fazer em nome de Nabuco e o devido reconhecimento que deveria ter, ainda que se aceitássemos que seu livro foi uma ‘inspiração’ para o livro de du Maurier. Nos resta reconhecer que seja qual for a origem dessa historia sobre o poder de uma presença e os mistérios que o rodeiam, Hitchcock nos deu um excelente suspense que merece estar imortalizado como um dos melhores exemplos do gênero.

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The next film for review on the AFI top 100 is the fourth and final Alfred Hitchcock movie on the list, North by Northwest (1959). It is a thriller involving mistaken identity (one of Hitchcock’s favorite subjects) and stars Cary Grant, Eva Marie Saint, and James Mason. The film actually garnered 3 nominations at the Academy Awards, but this movie came out the same year as the overrated hype train that was Ben-Hur, meaning the Hitchcock film came away with nothing. Time reveals all, however, and North by Northwest is now considered the superior movie, partially due to the iconic biplane attack scene. Before I get hit with charges of spoiling, this scene was redone on the Simpson’s so it is fair game at this point. It is a fantastic movie: a whole a lot of fun with a couple of truly tense moments, a couple of iconic set pieces, and a couple laugh out loud gags. Join me this week and let’s enjoy another one of Hitchcock’s masterworks. 

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