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#artistis on tumblr

O espelho que me vê
Enxerga-me seu reflexo
Como algo que resulta decoro
Que provoca e intimida a sacra imagem

Há um banquete sob a mesa
Estou indefeso e meu corpo é a janta
Anéis em meus pulsos e vertigem nos olhos
Empunham em seus dedos cordões vermelhos

Beba o leite de rosas e assim senhoras:
O começo da simpatia estará ao teu alcance
Somente faltará um corpo vivo para devotar-se
Entretanto, eu ingira mais do que três colheradas

Magistrados e sua togas, o feitiço da realeza
Andam perambulando por uma formalidade
Andam decretando fantasmas e fantasias
Performando um deus egocêntrico

A carne macia do amor lascivo  
Esse era um de meus muitos nomes
O perfume vadio e provocativo
Era o que procuravam de mim

Agora eu sou a força da caçada
Ártemis disseca-me a carne
E faça tua veste de ampulheta
E já saiba que sou aquilo que lhe assombra

A minha promessa é um adeus
A tua matéria era disfarce
Para algo inválido e insosso
Regurgitado pro todos como sobra

O meu pecado é arma contra meu peito
O meu pecado é o desafogo do meu ego
A minha crise anistia o sal da ferida
E tudo que teme a fere, nascera do fogo

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Eu arrasto teus lábios
Na forma de beijos prontos
E os distribuo em noites frias
Para a torcida de frestas de portas

Assuma seu papel como engrenagem
Assumo meu papel como rosto esotérico
Expondo o já exposto fenômeno da espontaneidade
Interessa a corporações que comprimem teu ser

Configuração centrífuga:
O looping simbólico
Tomando apêndices em textos
Descritos para outros tempos vãos

A vitrine exibindo um crimes sem vitimas
Julgando um álibi sem suspeitos
Reinterpretando frases alheias
E costurando seus discursos antíteses

Tomei teu corpo e tuas vontades
Tomei do teu sexo ainda pleno
Tomei da tua estética como minha
Sou eu a industria ínfima da exibição

A inocência do presente participativo
Pedante vitória que baila com estatuetas
Inaugurando o balcão de negócio escusos
Em um ponto onde o corpo está acima de tudo

A vitrine e a romantização do ícone
Aromatizado em sprays de baunilha
Ambientes para as três fases do herói:
Fetiches, alimentícios e ególatras

E provavelmente nossa juventude
Já fora leiloada à ideologia do conforto
Estamos tão próximos das outras gerações
E provavelmente seremos os primeiros a falecer…

1 notes · See All

Tua aparição angelical
Entretenho entre opostos
A virtude dos olhos de deus
A virilidade afrodisíaca do pecado

Torso esculpido, o chão de mármore
Espelho da modernidade
Inútil como sempre, filo desserviço
Entretanto, o fanatismo o ama

Doutor, o meus olhos de cores púrpuras
São restos das intervenções cirúrgicas
Tentaram estabelecer-me como portal
E ao mesmo tempo prazer em martírio, a carne sofrera

A ciência defendida como ela é
Até o exoterismo entrar em voga
Delegando outros ditados
As práticas analistas do outro

Um círculo em soluções salinas
O jaleco corrompido, a veste de ceifador
Destituem-no de seus orgulhos ouros
Destituem-no de suas veias tom de euro

Cortem seu cabelo, sua prática subversiva
Não está condizente com nossa instituição
Militarizado é claro, obediência a hierarquia
Tons monocromáticos por nobre valor familiar

Os nós e máscaras na garganta
Sufocando qualquer grito surgido
Enxertem-no músculos e algodão
Enxertem-no violência e complexo de vendas

Batizem-no com cinzas de cigarro
Diluídas em matérias idílicas
Afoguem-no nos mares de água parada
E obriguem-no a contempla-las como vala

1 notes · See All

Me descarta, como uma rosa velha
Pétala por pétala, me desmascare
No mal me quer que concebera
No cerrar dos teus pulsos

A flor do mal desaba em minha carne
Antes de me mastigar me revira o estômago
Me deixa avesso aos sentimentos densos
E tortura-me com a prévia do deleite

Para qualquer viúva que me cubra:
Hei de beijar teus pés e incendiar vossa carne
Prometo de alimentar na míngua do bem-estar
E juro que para que possa clamar-me como um Augusto

Espero todos corazones cálidos
Vea el dolor pagano en el sangrado latinoamericano
Y entiendo que todos somos una boca hambrienta
Marginado a lo largo de las edades.

No óleo dos teus ossos
Eu sou a autonomia
Óbvia que lhe faz chaga
Iniciando a revolta

Eu miro a deus em todas as ocasiões
E encontro mais próximo dentro do teu ser
As piscinas tingidas do azul sangue
Escurecem minha agonia diurna

Se disfarce no meu toque
Se esconda no meu toque
Se perceba nos meus lábios
Tal qual eu nos teus

Eu me ato no meu veneno
Eu me corto naquilo que eu sou
Eu me firo na primavera da minha pele
Que promete trazer-me a idade mais leve

3 notes · See All

Me descarta, como uma rosa velha
Pétala por pétala, me desmascare
No mal me quer que concebera
No cerrar dos teus pulsos

A flor do mal desaba em minha carne
Antes de me mastigar me revira o estômago
Me deixa avesso aos sentimentos densos
E tortura-me com a prévia do deleite

Para qualquer viúva que me cubra:
Hei de beijar teus pés e incendiar vossa carne
Prometo de alimentar na míngua do bem-estar
E juro que para que possa clamar-me como um Augusto

Espero todos corazones cálidos
Vea el dolor pagano en el sangrado latinoamericano
Y entiendo que todos somos una boca hambrienta
Marginado a lo largo de las edades.

No óleo dos teus ossos
Eu sou a autonomia
Óbvia que lhe faz chaga
Iniciando a revolta

Eu miro a deus em todas as ocasiões
E encontro mais próximo dentro do teu ser
As piscinas tingidas do azul sangue
Escurecem minha agonia diurna

Se disfarce no meu toque
Se esconda no meu toque
Se perceba nos meus lábios
Tal qual eu nos teus

Eu me ato no meu veneno
Eu me corto naquilo que eu sou
Eu me firo na primavera da minha pele
Que promete trazer-me a idade mais leve

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Meu sangue consente com a sintaxe da coisas
O epitáfio do teu beijo degustado por inteiro
Juro sob as flores brancas deixadas em desleixo
O gesto mais puro e amargo eram reticências

E te quero com todo o desprezo que tens
Eu te quero com todo a vulgaridade que eu sou
Eu te quero com toda a vaidade  que és
Eu te quero para a minha própria vaidade

Densa como o céu de concreto
Soletrando mantras do concretismo
Acredite no que se tange material
Cale toda a possibilidade etérea do ser

Apressado por uma luz qualquer
Me jogo aos perigos do fósforo
Danço entre as lanternas do abismo
Orbito ao redor da morte cortejando-a

O silêncio encara a caridade
Sobrevive aos protestos de castidade
Violenta-se ao assumir o caos
Como seu primogênito de conflito

Há carne e osso, sem costelas
A ganância que chamam de paraíso
Embaixo da fornalha as migalhas
Entre o ódio impuro e o desejo impune

O herói de vida longa
Morre tragicamente
Em algum ringue de bondade
Dissecado e mastigado no auge do progresso

Hei de me bronzear em teu céu de sorrisos
Período do peróxido sol de inglês
Mapeia erros, afoga-os em corretivos
Em cúpulas de fumaça, tempera o verão…

5 notes · See All

Ao longe, o que se escuta
São os rugidos dos leões
Você esconde e rasteja-se no teu tapete persa
Cuspido espantalhos na fresta de tuas portas

A cigarra fantasia-se de formiga
Prega a redenção pelo trabalho
Enquanto saqueia e desvia
Os frutos do trabalho de outrem

A margem da moeda
O bem e o mal a espreita da conveniência
O ato infame permitido na maneira
E corpo sagrado do meu aliado  

A obsessão de Julio Cesar com o estado
O cortejando como o amor de primavera
O cobiçando com o querer destes tempos
Cuidado com as dúzias de Brutus que carrega na cintura

Afiam cutelos e adagas
Marcham com deus embaixo da língua
Treinam os cortes findos de sua armas brancas
Na simbolia centrífuga da laranja

Batinas penduradas
Carreira política no horizonte
Tutela eterna: Bispo!
Palestras sob o mal do sangue

O Pai dançando ao pé de covas
Com o fantasma de sua credibilidade
Seus filhos bebem de seu sangue
Enquanto são os reflexos da morte do pai

Acredite no que te digo,
Me consultei com um futurologista
E além além de ler o que ainda não acontecera
Apresentou-se como filósofo e matemático…

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Eu me sufoco nas tuas construções de mármore
Eu me intoxico com teus olhos nebulosos
Eu me embrigado na carne dos teus lábios
Eu me farto todo desejo nas tuas virilhas

O coração na boca, os olhos na ponta dos dedos
O segredo tapado entre nós de lençóis
E pernas espaçadas, se sufocam em agonia
Convém morrer sob o cadáver do outro

Primeiro conheceste minha carcaça
Segundo a tua fantasia em mim
Terceiro os meus medos e demônios
Entretanto, ainda não toca minha alma

Decape a besta material
A única matéria, é o corpo
Que com ternura respira no teu ritmo
Sente teus calafrios e pulsa como tuas entranhas

O sufoco, era o presente adocicado
O imposto, eram tríplices fantasias de ouroboros
O ar quente, era a benção derradeira
O deleite e sujo, não combina com tua máscara diária

A tire, dissipa-se de teus escombros
Não esconda marcas ou cicatrizes
Todos os suspiros e gemidos roucos
São ditos como ritos e orações tribais

Eu não hei de me perder nas voltas
Ou nos labirintos dos sentidos anti horário
Sou sempre guiado pelo fio de prata
Entrelaçado em meus dedos

A carne pungente, afrouxa-se
O pulmão queima e o corpo pesa
O licor da boca da amante não é mais tão atraente
Esse é o sinal, exaurido e abandonado sob o leito

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A beleza servil de tuas flechas
Espetadas contra meu peito
Pleiteiam a despedida bi partida
Entre o véu que cobre minha face e meus lábios

O meu corpo no teu,
A intimidade de nossos sexos
Queimando um no outro
Coagulados procuram aconchego

Gosto de dançar com os dedos entre tuas vértebras
No que tange o intervalo de um tentação ou outra
Macabro, soturno, mortífero são alguns de meus nomes
Entretanto, podes me chamar de teu amor prático

Pulso aos golpes lentos que apostam junto a mesa
Recriando as razões do pertencimento e enxerto
Acumulo Hera em minha garganta
E enfeitiço todos os dispostos a barganha do bordel

A carne elétrica testando meus limites
A carne elétrica explodindo em minhas entranhas
A carne elétrica farta em meus algorítimos
A carne farta se deleita em minha agonia ao futuro

Eu sinto com os músculos e o toque
Eu sinto com toda minha intuição
O que escorre e eu interpreto como minha dor
Adormece e falece como a redenção do meu íntimo

Minha mortalidade se esgota
Entre todas as todas as tuas bocas
Eu juro que o revirar das pálpebras
É mais sincero do que qualquer reza que eu faça

E enfim sem medo, esgotado em teu braços
Eu ainda posso derramar toda a minha mágoa
Não temendo que possa fazer guerras
Dando-me a oportunidade de encerrar meu parágrafo

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E nada é o que parece
Essas ausências foram tomadas
Suas vitimas foram mortas
Testemunhas corrompidas

Entre rosas e estômagos
A barbárie institucionalizada
A farda que cumpre a previsão:
Carrasco faça teu dever!

Marcha soldado, cabeça de papel
Indiferente e pronta ao enxerto
Símbolos, oráculos e tradições
Platonismo disforme ao passado

Mães não enterram seu filhos
Pois seus corpos marcados de bala
Ainda estão embargados
No estômago da farda

Mães e viúvas dançam juntas
Ao lado de caixões fechados
Costuram luto entre lágrimas
Tornam-se o murmúrio melancólico

O teu perfume de carnificina
Faz-me dar-te o filo além da morte
A banalização do mal causador de morte
A banalização do espírito vingativo cristão

Os olhos de luxúria se escondem
Entre as frases ditas de guerra
Entre o revisionismo e a soberba
Cria-se a idealização da masculinidade

Reivindica a juventude para si
Mas somente a que seja fiel
Quem não fores pelo rei está fadado a morte
Seja pelas garras do mal ou força da farda…

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