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#romance de la pena negra
derangedrhythms · 2 months ago
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in the end you'll reach the sea and the waves will swallow you.
Federico García Lorca, Centres of Cataclysm: Celebrating Fifty Years of Modern Poetry in Translation; from ‘Romance de la Pena Negra’, tr. Julith Jedamus
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federicogarcialorca-world · 3 years ago
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Federico García Lorca. Romance de la pena negra. Primer romancero gitano. [04]
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lucianothing1965 · 10 months ago
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Romance de la pena negra
A José Navarro Pardo
Las piquetas de los gallos cavan buscando la aurora, cuando por el monte oscuro baja Soledad Montoya.
Cobre amarillo, su carne, huele a caballo y a sombra. Yunques ahumados sus pechos, gimen canciones redondas. Soledad, ¿por quién preguntas sin compaña y a estas horas? Pregunte por quien pregunte, dime: ¿a ti qué se te importa? Vengo a buscar lo que busco, mi alegría y mi persona. Soledad de mis pesares, caballo que se desboca, al fin encuentra la mar y se lo tragan las olas. No me recuerdes el mar, que la pena negra, brota en las sierras de aceituna bajo el rumor de las hojas. ¡Soledad, qué pena tienes! ¡Qué pena tan lastimosa! Lloras zumo de limón agrio de espera y de boca. ¡Qué pena tan grande! Corro mi casa como una loca, mis dos trenzas por el suelo, de la cocina a la alcoba. ¡Qué pena! Me estoy poniendo de azabache, cama y ropa. ¡Ay mis camisas de hilo! ¡Ay mis muslos de amapola! Soledad: lava tu cuerpo con agua de las alondras, y deja tu corazón en paz, Soledad Montoya. Por abajo canta el río: volante de cielo y hojas. Con flores de calabaza, la nueva luz se corona. ¡Oh pena de los gitanos! Pena limpia y siempre sola. ¡Oh pena de cauce oculto y madrugada remota!
 Federico García Lorca: Romancero gitano (1928)
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babylon-crashing · 4 years ago
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federico garcia lorca’s ‘romance de la pena negra’/ ‘ballad of black dread’
Las piquetas de los gallos
cavan buscando la aurora,
cuando por el monte oscuro
baja Soledad Montoya.
Cobre amarillo, su carne,
huele a caballo y a sombra.
Yunques ahumados sus pechos,
gimen canciones redondas.
Soledad, ¿por quién preguntas
sin compaña y a estas horas?
Pregunte por quien pregunte,
dime: ¿a ti qué se te importa?
Vengo a buscar lo que busco,
mi alegría y mi persona.
Soledad de mis pesares,
caballo que se desboca,
al fin encuentra la mar
y se lo tragan las olas.
No me recuerdes el mar,
que la pena negra, brota
en las tierras de aceituna
bajo el rumor de las hojas.
¡Soledad, qué pena tienes!
¡Qué pena tan lastimosa!
Lloras zumo de limón
agrio de espera y de boca.
¡Qué pena tan grande! Corro
mi casa como una loca,
mis dos trenzas por el suelo,
de la cocina a la alcoba.
¡Qué pena! Me estoy poniendo
de azabache carne y ropa.
¡Ay, mis camisas de hilo!
¡Ay, mis muslos de amapola!
Soledad: lava tu cuerpo
con agua de las alondras,
y deja tu corazón
en paz, Soledad Montoya.
*
Por abajo canta el río:
volante de cielo y hojas.
Con flores de calabaza,
la nueva luz se corona.
¡Oh pena de los gitanos!
Pena limpia y siempre sola.
¡Oh pena de cauce oculto
y madrugada remota!
Frenetic axes of cocks digging in search of the dawn when down from the dark foothills comes Soledad Montoya. Yellow copper of her flesh smelling of horses and murk. Smoky anvils of her breasts, wailing out rounded songs. "Soledad, who are you calling for, all alone, at this hour?" "Do not worry who it is, what is this to you, anyway? I want whatever I want, my body and my joy." "Soledad, dreadful one, the stallion that runs free finds at last the sea only to be swallowed by the waves." "Do not speak to me of the sea, for the black dread surges out from the land of the olive tree, under the rustling of its leaves." "Soledad, what anguish you have what horrendous pain! You wail lemon juice, bitter from the lips with longing." "Ai, what anguish! I drift around my house, from kitchen to bedroom, my braids undone, on the floor. Ai, what terror! My clothes and flesh are fading into black. Ai, my linen nightgowns! Ai, my poppy thighs!" "Soledad, wash your body in skylark water. Let peace into your heart, Soledad Montoya." * Downhill the river sings: mantle of leaves and sky. The new light is crowned in wild pumpkin flowers. Ai, the pain! Pain of the gypsies, clean pain from a hidden stream and from the endless dawn!
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Romance de la pena negra, 1928
Federico García Lorca
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coolgzrl · 9 months ago
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* ⠀ ⠀ 🐝 ⠀ ⠀ / ⠀ ⠀ 𝒆𝒔𝒕𝒉𝒆𝒓  𝒅𝒊𝒆𝒕𝒉𝒆𝒍𝒎  𝒊𝒔  𝒂𝒎𝒚  𝒅𝒖𝒏𝒏𝒆 ⠀ !
cool girls are above all hot . hot and understanding . cool girls never get angry ; they only smile in a chagrined , loving manner and let their men do whatever they want . go ahead , shit on me , i don’t mind , i’m the cool girl . 𝒎𝒆𝒏 𝒂𝒄𝒕𝒖𝒂𝒍𝒍𝒚 𝒕𝒉𝒊𝒏𝒌 𝒕𝒉𝒊𝒔 𝒈𝒊𝒓𝒍 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕𝒔 . maybe they’re fooled because so many women are willing to pretend to be this girl .
                         𝒑𝒊𝒏𝒕𝒆𝒓𝒆𝒔𝒕    .    𝒔𝒑𝒐𝒕𝒊𝒇𝒚    .     𝒎𝒖𝒔𝒊𝒏𝒈 𝒃𝒍𝒐𝒈
gif credits to : @gwennifergifs​​​ ( x )  ;  @cemresbaysel​​ ( x )
𝐀𝐁𝐎𝐔𝐓
ei , parece que esther diethelm renovou a matrícula na université monte carlo !  conhecida pelo campus como amy dunne e com seus vinte e dois anos , parece estar na lista negra do ghostface … o que será que ela fez ? se quer encontrá-la , basta procurá-la na turma de relações internacionais ou na sororidade borealis .
𝐒𝐊𝐄𝐋𝐄𝐓𝐎𝐍
garota de ouro, filha perfeita, aluna exemplar; todas essas características são atribuídas a você sem que precise de muito esforço, como se fosse algo inerente a si. durante toda a sua vida, seus pais a mantiveram num estrelato, como um animal em cativeiro, e você precisava agir de acordo com eles, ou as recompensas eram severas. você sempre sorria e dizia que ser filha única garantia a atenção de todos, mas a verdade é que seu interior ardia por uma irmã, para que outra pessoa pudesse sentir a dor de ser filha de seus pais — só você conhecia o peso de ter uma mãe narcisista e um pai passivo. por isso, talvez, você adquiriu características sombrias escondidas, numa tentativa de esconder-se da própria realidade. seus sorrisos fáceis e atitudes dóceis podiam enganar quem for, mas você nunca me enganou. se você olha muito tempo para o abismo, ele olha de volta para você.
relação com os mortos:  amy é o equivalente de marlee e, portanto, estavam sempre em pé de guerra. muitas vezes, a ouviram falando que mataria “aquela garota e o resto de seus súditos”, mas não passava de uma brincadeira — de acordo com ela, pelo menos.
𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐎𝐍𝐒
há quem diga que perfeição é um conceito irreal e inalcançável , mas os pais de esther parecem acreditar que é apenas o mínimo esperado por ela . a garota de ouro , a filha perfeita , a bailarina prodígio ; ah , as expectativas dos progenitores apenas iam se aumentando com o passar dos anos  —  tudo em prol da ascensão política do pai , que ganhava o público com a imagem da família perfeita  (  bem , isso e as inúmeras ligações dos diethelm acumularam com a política através das gerações ) . 
é um fato que o fruto não cai longe da árvore , e outro é que o jardim dos diethelm é completamente podre . os sorrisos perfeitos e a imagem imaculada , bem como todas as causas sociais e campanhas sobre mudar o mundo que eles defendem com tanto ardor não passam de uma mera ilusão muito bem criada pela mãe de esther . esta , diferente do marido omisso , não teve a sorte de nascer numa família que dispusesse de bilhões para assegurar seu conforto ; ah não . se conseguiu escapar da pobreza e conquistar o topo , foi através de mérito próprio  —  o que poderia ser louvável , quer seus métodos não fossem tão implacáveis ! e entre as paredes de sua nova mansão , suas vontades e manipulações reinam supremas ; todos são meros bonecos em seu jogo de intrigas . isso foi algo que a pequena esther aprendeu muito bem .
aos olhos de todos , a loura é a criatura perfeita . extrovertida e animada , inteligente e dedicada  ( acumulando conquistas e mais conquistas com facilidade )  , a menina de ouro sempre pronta para ajudar os demais  —  uma pena que não conseguem reparar que seu verdadeiro talento é a atuação … ora , quem repara em seus sorrisos doces nem sequer pode imaginar o veneno que corre por suas veias . diethelm , na realidade , é uma criatura ardilosa e vingativa , que por vezes manipula pessoas de acordo com seus objetivos . competitividade é algo para o qual foi praticamente programada ; veja , não tem como evitar , quando se passa a vida toda tendo que ser a melhor , isso se torna tão natural quanto respirar . por conta disso , não admite que nada e ninguém fique em caminho , muito menos mede esforços para conseguir aquilo o que quer  —  nem que para isso tenho que sujar suas próprias mãos.
𝐂𝐔𝐑𝐈𝐎𝐒𝐈𝐓𝐈𝐄𝐒
ela é bissexual
dança ballet desde muito nova : uma das imposições de seus pais que acabou se tornando uma paixão . não se tornou dançarina profissional apenas porque isso vai contra os plano traçados para si , no entanto , é sabido que é uma dançarina brilhante .
————      o que não sabem é que do mesmo jeito que é talentosa , pode ser cruel com suas concorrentes . pequenos acidentes acontecem a sua volta , mas ninguém jamais vai ligá-los a esther . afinal , como alguém tão boa poderia colocar vidro nas sapatilhas alheias ??
também pratica esgrima .
foi sequestrada quando era menor , não mais que dez anos de idade enquanto saia da escola . a notícia se divulgou pelos canais de notícia ; a família do pai utilizou de todas as suas relações com a mídia , de modo que não se falou em outra coisa durante os sete dias que esther ficou desaparecida . outra coisa que contribuiu para a popularidade foi o desfecho : quando sua mãe corajosa , ao ser obrigada a levar o dinheiro do resgate , precisou atirar num dos sequestradores para salvá-la . 
————      como qualquer coisa nessa família , o caso não foi tão simples assim . em realidade o sequestro foi armado pelo amante de helene , que após matar seus comparsas , usaria o dinheiro para sumir no mundo com mãe e filha . só que a mulher não era do tipo que deixava o sentimentalismo vencer ; por mais que pudesse amar o homem , que era um dos funcionários de seu marido , sabia bem que a vida que queria só poderia ter ao lado de daniel diethelm . desse modo , após ele se livras dos capangas que contratou , o matou ela mesmo  —  uma cena presenciada pela própria esther .
𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒
pre estabelecidas :
michael myers  :  michael representa tudo o que amy despreza num homem : carente , inseguro e emocionalmente dependente . ele é apaixonado por ela e não faz questãoo de esconder , dando espaço para que amy faça o que bem entende com as boas intenções masculinas  —  manipulações são seu forte , afinal .
tree gelbman & thomasin  :  as três personalidades fortes poderiam fazer com que elas se odiassem , mas a verdade pe que se adoram . não são exatamente confidentes ou compartilham detalhes de seus passados trágicos , mas é verdade que estão sempre juntas .
louis bloom  :  ninguém sabe ao certo qual a relação entre amy e louis , mas a tensão é palpável . são faíscas , separados , mas tornam-se uma fogueira perigosa quando juntos , e , portanto , seus amigos detestam quando estão na companhia um do outro . é mesmo uma pena que eles tenham se tornado parceiros de festa , incitando a inconsequência um do outro com bebidas .
nellie crain  :  não existe um motivo justificável para que amy deteste nellie com tanto fervor , mas ela não consegue evitar um revirar de olhos constante sempre que nellie está por perto . a bem da verdade , ela acha que a outra é puro vitimismo e não tem muita empatia . isso não a impede , porém , de unir-se à pobre garota quando lhe convém .
combinadas :
danny torrance  :  o nick dunne de sua amy . é um relacionamento extremamente tóxico e complicado , porém nem sempre foi assim . elliot foi seu primeiro amor de verdade , alguém que a fez sentir algo real entre todas as suas encenações . e ajudava também que o namoro era bem visto por seus pais . era um conto de fadas digno de toda a fachada que esther mostra ... contudo a linha que separa o amor do ódio é bem tênue , especialmente com duas pessoas tão problemáticas .  o romance se desgastou em algum momento e o estopim para o término da relação foi a traição dele . atualmente se detestam com tudo o que tem , porém sempre estão circulando a órbita do outro .
𝐈𝐍𝐒𝐏𝐈𝐑𝐀𝐓𝐈𝐎𝐍
amy dunne  ( gone girl ) , alison dilaurentis  ( pll ) ,  blair waldrof  ( gossip girl )
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zorelle · 10 months ago
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Como la cigarra
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Tantas veces me mataron, tantas veces me morí... Sin embargo estoy aquí,
resucitando.
Gracias doy a la desgracia, y a la mano con puñal, porque me mató tan mal...
Y seguí cantando...
Amiguis:
La estoy pasando entre tan mal y tan bien con esta noticia y las cosas que dijo Misha Collins, que no tengo ni espacio mental para traducir al inglés. Quiero llorar a grito herido y quiero reír como alguien en plena traga, siento el pecho inmenso como si me hubiera pasado A MIII. Como si yo fuera la que se enterara de que mi mejor amigo me ama de vuelta y me amó siempre que yo me lo había preguntado y que voy a morir y ya nada importa PERO PASÓ. Me siento como si hubiera estado en un romance de 12 años que termina trágicamente pero que vivimos LOS DOS y al final de todo... supimos los dos que el otro también nos amaba, que nos amamos cada día, todos los días, todo ese tiempo.
!!!???!!!!??????
Y a mi esta serie no me gusta. O sea me parece fastidiosa, repetitiva, racista, fue bajando calidad con los años, me parece directamente mala a veces, quiero reescribirle la mitad, pero los personajes... sí los amo. Full los amo y me importan y esta historia me puede. De verdad. Siento que sí hay algo muy bello ahí y muy maltratado, muy muy mal tratado. Y cosas como estas me llegan, no sé, me hacen llorar porque es como volver a reconocer el maltrato a esa belleza latente, pero también es sanar un poco... Hay algo inmenso en estos momentos de validez y de reconocimiento y de verdad, en cuanto rescatan eso mismo que sigue ahí después de ser pisoteado y creo que le hacen sentir a uno que sí vale la pena... que la tragedia vale la pena, porque lo bello nace y renace y el dolor, el maltrato, por intenso que sea no alcanza a eliminarle, no lo alcanza a borrar. Incluso sin finales felices, incluso si todo acaba mal, no quita lo que sí pasó.
Y eso, entre tanta mierda... es una clara victoria. Es la inmortalidad del amor.
Estoy super emocional de verdad. También es como si me enterara que un amigo que perdí, murió sintiéndose amado? Como no se te rompe el pecho con esa noticia. Con ese pensamiento no más. Que sí que es un personaje imaginario pero literal... estoy sollozando! jaja estoy llorando, en mi cama, por el corazón de alguien que se siente tan real como un amigo del colegio, como un primo... y luego me rio porque qué putas mk estás en pandemiaaa a puertas de una dictaduraaa, por qué lloras por un show? que no te gusta? que ya se acabó? y ni acabó bien? ... Luego me peleó a mi misma porque por lo mismo, como no? si lo terminaron con las patas pero al MENOS. Al menos sí, se amaron. Y supieron que se amaban. Y hay algo ahí que no se muere cuando lo matan y... esa es la clave. Esa es la clave de cualquier lucha, de la resiliencia.
No sé como unir los puntos explícitamente para no sonar loca en este ensayo que concluye uniendo a Castiel con Mercedes Sosa(!!??) pero es así: yo soy ellos y todos soy yo, el paro es la lucha contra el autor déspota, el buen vivir es el amor gay y la experiencia de la diaspora negra es el ángel con la raja en el chasís. Todo se une bajo eso que es bello y lo matan y no lo matan bien y vuelve. Y sigue cantando.
Cantando al sol, como la cigarra... Después de un año bajo la tierra.
Igual que el sobreviviente... Que vuelve de la guerra.
Esto es un posteo de mi lista de Destiel en Español.
Lo traduciré e intentaré hacerlo más coherente en algún momento próximo, en otro post, pero la emoción está ahí, la idea está ahí, ojalá se entienda a lo que voy.
Tag list de latinxhellers, avisan si quieren que los quite: @im-some-lionheart @subbydean @theehunterhusbands @tootiredmotel @theroguetranslator @bi-makes-pie @stressedtaco @sunforgrace @letmebetheonethatshineswithyou @wormstacheangel @deanisbisexual @infernaldyke @8daysuntiltheapocalypseiguess
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tengomilpalabrasparati · 2 years ago
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Hola Rosa 🌹 Me e topado con una curiosidad y es... ¿Tiene algo que ver las flores con la personalidad?... A mí en lo particular me parecen las flores bellas y las rosas son un ejemplo de ellas son hermosas pero el girasol 🌻 me parece de lo más hermoso que he visto, pues cada ves que veo uno es como si me perdiera en un mar de pensamientos y puede que no sean de los bonitos pero me parecen perfectos y que alguien me los regale le da más significado que cualquier otra flor.
Hola 💟
Pues esta curiosidad de las flores tiene un significado cultural.
Desde la Antigüedad, las flores han sido una noble vía para dar a conocer y transmitir sentimientos. El lenguaje de las flores tiene sus orígenes en Oriente y se ha transmitido de generación en generación y de cultura en cultura, pasando por el Antiguo Egipto, la Edad Media, el Renacimiento, hasta llegar al Romanticismo, época de su máximo apogeo. Se cree que el lenguaje de las flores comenzó en Constantinopla en el año 1600 y se introdujo en la cultura occidental en el año 1716.
Todas las flores cuentan con un lenguaje propio, y con cada una de ellas se puede transmitir un mensaje diferente: amistad, respeto, admiración, etc. Cada flor tiene un significado, que va relacionado con su forma, color y nombre.
El lenguaje de las flores, a veces llamada floriografía, fué un medio de comunicación en la época victoriana, en donde variadas flores y arreglos florales se usaban para enviar mensajes codificados, sirviendo así para expresar unos sentimientos que, de otro modo, nunca se podrían exteriorizar.
Acacia: Elegancia.
Acacia amarilla: Amor secreto.
Acedera: Paciencia
Aciano o azulejo: Elegancia
Achicoria (Cichorium Intybus): Frugalidad
Acónito (Aconitum): Caballerosidad
Adelfa: Seducción
Albahaca: Aborrecimiento
Alhelí Amarillo: Fidelidad en la adversidad
Alhelí blanco: Modestia
Alhelí Encarnado o púrpura: Belleza duradera
Almendro: Indiscreción
Altramuz: Veracidad
Amapola: Sueño.
Amapola Roja: Consuelo
Amapola Blanca: Sueño
Amapola Amarilla: Exito
Amarilis: Admiración
Anémona: Abandono
Anémona Silvestre: Hastío
Aster: Paciencia.
Azafrán: Conocimiento del exceso
Azalea: Templanza, Romance
Azucena o lirio: Corazón inocente. Amor puro y delicado.
Begonia: Cordialidad y amabilidad
Belladona: Sinceridad.
Betónica: Sorpresa
Boca de Dragón: Presunción
Brezo blanco: Protección.
Brezo morado: Admiración, belleza, soledad.
Brezo rosado: Buena suerte.
Bromelia: Inspiración, resistencia.
Cacto o Cactus: Según algunas culturas los cactus son símbolo de protección y en otras transmiten la paz y la fortaleza interna. Regalar un cactus a alguien es desearle fortaleza.
Cala: Belleza
Caléndula: Inquietud, calmaré tus penas
Camelia: La camelia significa: "te querré siempre"
Camelia Blanca: Inocencia, Amor puro
Camelia Roja: Admiración
Camelia Rosa: Anhelo
Campanilla de invierno: Esperanza
Campánula: Coquetería
Capuchina: Obediencia
Cardo lanudo: Desquite
Centaurea: Felicidad
Ciclamen: Desconfianza
Cincoenrama: Afecto maternal
Clavel Amarillo: Desdén. Simboliza desprecio, rechazo o decepción.
Clavel Blanco: Inocencia, y amor puro
Clavel Estriado: Rechazo
Clavel Rojo: Corazón que suspira
Clavel púrpura simboliza capricho
Clavel de Poeta: Galantería
Clavel Silvestre: Amor de mujer
Clematide: Belleza de alma
Correhuela: Humildad.
Correhuela mayor: Insinuación
Cosmos (Cosmos Bipinnatus): Gozo del amor y la vida. Es el símbolo de la inocencia
Crisantemo: Significa eternidad. Simboliza fidelidad, optimismo, alegría y larga vida. El significado de los crisantemos puede variar según su color:
Crisantemo Amarillo: Amor desdeñado, amor desairado. Significa desprecio.
Crisantemo Azul: El amor se acabó, no me costó mucho superarlo
Crisantemo Blanco: Sinceridad, verdad y amor leal
Crisantemo Naranja: Amor frágil
Crisantemo Rojo: Amor, Te quiero
Crisantemo Rosa: Expresión de un amor frágil
Crisantemo Violeta: no soporto la idea de perder tu amor
El crisantemo chino simboliza la alegría.
Dalia: Inestabilidad.
Dalia blanca: permite expresar los sentimientos de seducción a la persona amada
Dalia amarilla: te soy fiel
Dalia naranja: Perfecta para una declaración de amor un poco extravagante
Dalia rosa: Voy a intentar hacerte siempre feliz
Dalia roja: Te querré siempre.
Dalia violeta: Mi amor por tí es fuerte y crece cada día
Dalia malva: Agradecimiento
Dondiego: Esperanzas perdidas
Ebano falso: Abandonado
Eglantina: Quien te quiere te hará llorar
Eléboro: Escándalo
Enebro: Afecto duradero
Espliego: Fervor
Escabiosa: Viudez
Eupatorio: Gratitud
Farolillo: Agradecimiento
Flor de Azahar: Castidad
Flor de Ciruelo: Mantén tu promesa
Flor de Cuclillo: Ingenio
Flor de Lis: Llama, Pasión ardiente
Flor de Manzano: Preferencia
Fresia o fresilla: Inocencia y reflexión
Fritillaria: Majestad
Fucsia: Gusto
Gardenia: Amor secreto. Gardenia simboliza la pureza y la dulzura.
Genciana: Eres injusta
Geranio: En general el significado del geranio es cariño y armonía.
Geranio Escarlata: Consuelo
Farfara: Ha de hacerse justicia
Galanto o Campanilla de Invierno: Consuelo y esperanza
Geranio Oscuro: Melancolía
Geranio Trepador: Favor de la novia
Geranio Rosa: Preferencia
Gerbera: Inocencia, pureza.
Girasol: Adoración. Significa alegría y espontaneidad.
Girasol amarillo: Eres mi sol. Sólo tengo ojos para tí, y como el girasol, yo me giraré siempre hacia tí.
Girasol naranja: Fidelidad en el amor. Admiración.
Gladiolo: De genio vivo, cita amorosa.
Gladiolo multicolor: Amor fuerte con un toque de locura.
Gladiolo amarillo: Invitación amorosa.
Gladiolo naranja: Amor fuerte y sensual
Gladiolo rojo: Expresa la parte erótica del amor.
Gladiolo rosa: El éxito y las citas.
Glicinia: Me aferro a tí
Guisante de Olor: Partida
Genciana: Eres injusta
Helenio: Lágrimas
Heliotropo: Devoción, deseo de amistad
Hibisco: Belleza delicada
Hierba Centella: Deseo de riqueza
Hierba de San Antonio: Pretensión
Hiedra: Fidelidad matrimonio
Hinojo: Fuerza
Hipérico: Animosidad
Hisopo: Limpieza
Hortensia: Capricho
Impatiens: Impaciencia.
Iris Azul: Noticias placenteras.
Iris Blanco: Esperanza.
Jacinto Azul: Constancia y seguridad
Jacinto Amarillo: Celos
Jacinto Púrpura: Pesar, aflicción, tristeza
Jacinto blanco: Encanto
Jazmín: Belleza y también pureza en el amor.
Jazmín Blanco: Amabilidad, apego
Junquillo Oloroso: Deseo que vuelva el afecto
Laurel flor: Gloria, Ambición, Nobleza
Lavanda: Constancia
Lila: Humildad, Inocencia
Lirio: Saludos.
Lirios amarillos: Amarte me hace feliz
Lirios azules: Amor tierno. Significan buenas noticias
Lirios blancos: Corazón tierno, te quiero y confío en tí
Lirios malvas: Tus ojos me enloquecen. Deseo de seducir a la persona amada.
Lirios naranjas: Ardo de amor por tí
Lirios rojos: Amor ardiente.
Magnolia amarilla: Expresión de la fidelidad.
Magnolia rosa: Expresión de un amor tímido.
Malva Real: Ambición
Malva Silvestre: Apacibilidad
Margarita: Simboliza la inocencia y la pureza.
Margarita azul: Te soy fiel.
Margarita blanca: Se utiliza para seducir a la persona amada
Margarita rosa: Amor tímide o inocente.
Margarita blanca y rosada: Sólo tengo ojos para tí
Membrillo: Tentación
Menta: Virtud
Mimosa: Alegrí juvenil. Gran sensibilidad y alegría
Mirto: Verdadero amor
Muérdago: Supero mis dificultades
Narciso: Egoísmo
Narciso blanco: Deseo de amor puro
Narciso amarillo: Expresa la esperanza y la paciencia.
Neguilla: Gentileza
Nenúfar: Pureza de corazón
Nomeolvides: No me olvides. Fidelidad. Sinceridad en el amor
Olivo: Paz
Orquídea: Una belleza. Seducción y sensualidad. Fecundidad y perfección.
Ortiga: Eres cruel
Pensamiento: Recuerdo, nostalgia.
Pensamiento amarillo: Deseo lleno de poesía
Pensamiento azul: Confío en tu amor
Pensamiento blanco: Amor que comienza, te respeto
Pensamiento malva: Nostalgia del amor perdido
Pensamiento multicolor: Piensa en mí como yo lo hago en tí
Pensamiento naranja: Deseo físico intenso.
Pensamiento negro: Tristeza por el amor sin esperanza
Pensamiento rosa: Yo te soy fiel
Pensamiento rojo: Te amo ardientemente
Peonia: Veracidad, sinceridad. Simboliza prosperidad y buena suerte.
Peonia blanca: Soy afortunado por tenerte.
Peonia malva: Mi amistad por tí es fuerte.
Peonia multicolor: Tu belleza alimenta mi deseo por tí.
Peonia roja: Te deseo de manera ardiente.
Peonia rosa: Te quiero pero soy demasiado tímido para decírtelo.
Petunia: Picardía.
Phlox: Unanimidad
Polyanthus: Confianza
Prímula o primavera: Gracia, juventud.
Prímula blanca: Pureza en el amor
Prímula azul: Amor dulce
Prímula malva: Inocencia
Pulsatila: No puedes pretender nada.
Ranúnculo o francesilla: Ingratitud.
Ranunculo blanco: Seducción
Ranúnculo amarillo: Atracción
Ranúnculo rojo: Amor tímido
Rododendro: Peligro
Romero: Recuerdo
Rosa: Amor.
Rosa Amarilla: Debilitamiento del amor, celos. Envidia.
Rosa azul: Paciencia, espera eterna.
Rosa Blanca: Inocencia. Soy digno de tí.
Rosa Blanca y Roja: Unidad. Mezcla de sentimientos.
Rosa Canina: Gozo y dolor.
Rosa carmesí: Si me quieres, lo descubrirás.
Rosa centifolia: Gratitud.
Rosa lavanda: Flechazo, me he enamorado de tí. Amor a primera vista.
Rosa malva: Tristeza o nostalgia.
Rosa negra: Mi amor perdurará para siempre.
Rosa Roja: Belleza. Pasión.
Rosa rojo intenso: Amor para toda la vida.
Rosa rosada: Felicidad.
Rosa de Navidad: Alivia mi ansiedad.
Rosa de los Alpes: Quiero ser digno de tí.
Rosa de té: Nuestro amor será fértil.
Rosa salvaje: Te seguiré a todas partes.
Rosa sin Espinas: Sin miedo.
Rosa Sola: Inocencia.
Rosa solitaria: Simplicidad.
Capullo de Rosa Blanca: Inocente en amor.
Capullo de Rosa Roja: Pureza.
Sabina: Socorro.
Salvia: Virtud doméstica.
Sauce Rastrero: Amor no correspondido.
Sauce Llorón: Aflicción,
Sauco: Fervor,
Silene gallica: Amor joven
Tamarisco: Crimen.
Tejo: Pesadumbre.
Tomillo: Constancia.
Tragapán: Miramiento, caballerosidad.
Trébol: Venganza.
Trébol Blanco: Piensa en mí.
Trébol de Cuatro Hojas: Sé mío.
Trébol Rojo: Industria.
Trinitaria: Perplejidad.
Tulipán: Amor sincero. Los tulipanes son el símbolo de la oportunidad, del ajuste, del progreso, y de la aspiración. También representa la resurrección y determinación.
Tulipán Amarillo: Amor sin esperanza.
Tulipán blanco: Mi amor por tí es extremo.
Tulipán doble: Tendremos éxito como pareja.
Tulipán jaspeado: Tienes unos ojos preciosos.
Tulipán multicolor: Sueño con un amor loco y extravagante.
Tulipán negro: Estoy sufriendo mucho.
Tulipán rojo: Simboliza el amor eterno. Pasión.
Ulmaria: Inutilidad.
Valeriana: Facilidad de adaptación
Vara de Oro: Animo.
Verbena: Encanto.
Verónica: Fidelidad.
Viborera: Falsedad.
Vincapervinca: Amistad.
Violeta: Simboliza la simplicidad y delicadeza. Sutileza.
Violeta Azul: Confianza y Desvelo.
Violeta doble: Comparto tu amor (o tu amistad).
Violeta de Olor: Modestia.
Violeta de Parma: Déjame amarte.
Zinnia (mezcla): Recuerdo de los amigos ausentes.
Zinnia Roja: Constancia.
Zinnia Blanca: Bondad.
Zinnia Amarilla: Recuerdo.
Clavel: Delicado, duradero y agradable. Una alegoría de Fascinación, Distinción y Amor, simbolizan el orgullo y la belleza.
Girasol
Los girasoles son plantas bastante enigmáticas. Su flor tiene la particularidad de moverse para buscar los rayos del sol, por lo que los girasoles significan felicidad, vivacidad y espiritualidad. Un girasol se regala para desear a la persona buena suerte y abundancia.
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aniram-lynx · a year ago
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Dangerous Secret
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➤ Mafia AU
➤ Ship Principal: Victor x Yuuri.
➤ Ship Secundaria: Otabek x Yuri
➤ Genero: Acción | Romance | Lemon |
➤ Capítulo 38.
Tumblr media
Los sentimientos se mezclan dentro de su mente. Ira, angustia, rabia, miedo, decepción, entre muchas otras más. Siente que el estómago se le saldrá por la boca; la respiración no la logra mantener; su débil cuerpo no puede sostenerse y siente que los ojos comienzan a cerrarse.
—¡Víctor!
La voz que lo llama penetra en su cerebro, como un martillo golpeándolo con fuerza y lo sacude por completo. Ve una vez más el rostro de un joven de ojos caramelo, cabello color ébano, piel blanca como la porcelana, labios rosados acompañado de un líquido color carmín. Los ojos contienen perlas líquidas a punto de abandonar sus cuencas, muestran miedo irracional y preocupación. 
Los labios se mueven en constante movimiento, pronunciando una y otra vez el nombre del aludido. Desea poder salir del lugar, escapar de toda esta confusión provocada por sus pensamientos. El dolor recorre desde la cabeza hasta la punta de sus dedos. Siente su espalda fría y la daga aún permanece dentro de su cuerpo.
—¡Víctor! ¡Escúchame!
El aludido no puede emitir ningún sonido, es como si le destrozaran las cuerdas bucales. En la blanca habitación resuenan los gritos del joven que está frente a él junto con las risas de un hombre y una mujer. 
—¡Qué mueran juntos! —escucha al hombre hablar.
Escucha unos pasos alejarse de esa habitación y la puerta cerrarse. ¿Morir? Eso está dentro de la lista de planes para ese día.
La pesadez en sus párpados logra que estos se cierren lentamente, encerrándose en una plena oscuridad. Cansado y agotado, deja caer su cuerpo sobre el suelo. Su cuerpo está sudando en frío y que más que quisiera tener una manta y dormir hasta que el dolor termine con él.
—¡Víctor! ¡Reacciona! ¡Abre los ojos!
Lucha para hacer caso a esa petición. Los abre lentamente y no puede enfocar bien como quisiera, su visión se ha dañado entre el cansancio, los golpes y el dolor de la daga incrustada.
Se encuentra con unos ojos caramelo una vez más. Ese color se volvió su favorito por un tiempo, les recordaba lo que era la vida y el amor; las fuerzas de tener un romance a lado del dueño de esos orbes tan preciosos. Ahora que los ve sólo le recuerda el dolor, la traición; aquella discusión que tuvieron en París, las veces que el ajeno trató de matarlo.
—¡Víctor! ¡Por favor! Contéstame… —la voz comienza a escucharse cansada de tanto llamarlo, el nudo en la garganta ajena comienza a hacerle estragos
Parpadea, creyendo que eso podría mejorar su visión, pero no es así. Siente un cuerpo caer sobre el suyo, brindándole su calor para mantenerlo en óptimas condiciones. Lo escucha sollozar sobre su oído y llamarlo varias veces. 
Su corazón se rompe al escuchar esa débil voz, desea poder desatarse de su amarre y tener en sus brazos aquel cuerpo frágil.
—Yuuri —masculla el platinado.
El cuerpo se mueve de él para encararse con el ruso. Sus largas pestañas negras están bañadas por las lágrimas y los labios no dejan de temblar. Si su muerte se acerca, desearía poder contemplar todo el tiempo que le queda esos ojos. 
—Aquí estoy, Víctor. ¿Estás bien?
Quisiera poder contestar esa pregunta sin que las náuseas y las ganas de vomitar no interfieran. El nudo en su garganta y la opresión en su pecho no le permiten respirar. Quiere ponerse boca arriba, pero la daga en su espalda no lo dejará hacer nada. 
—Yuuri… la daga… 
El cuerpo ajeno se levanta y siente sus torpes movimientos hasta llegar a la espalda. Las manos ajenas toman el mango de la daga y comienza a jalarla para retirarlo del cuerpo de Víctor. El aludido grita de dolor al sentir la daga deslizarse por el corte. Al sentirla fuera de él, sus ojos se cierran de manera involuntaria.
—¡No! ¡Víctor! ¡Abre los ojos! —escucha a Yuuri llamarlo—. ¡Con un demonio!
La desesperación comienza a invadir al menor. Quiere salvar de alguna manera a su amado, siéndole imposible porque sus manos siguen atadas a su espalda. Tratará de romper la soga con la daga sin volarse la piel o sus dedos. 
La puerta se abre de manera brusca nuevamente. Los pasos se escuchan nuevamente y se aparece un hombre de cabello negro y ojos azules, con una jeringa en mano. La sustancia se ve de color transparente. En seguida Yuuri reconoce el contenido de esa jeringa. Su reacción es proteger el cuerpo de Víctor con el suyo. 
—Ya mi querido Yuuri, esto solo va a ahorrar el sufrimiento de Víctor —comenta  el hombre con una sonrisa en su rostro.
—¡No lo permitiré! ¡La vida de Víctor me pertenece!
El hombre da un chasquido para que separen al nipón del cuerpo de Víctor. Lucha para que no lo alejen, sin obtener su propósito, entre dos hombres lo toman y lo sientan sobre el suelo.
—Presenciaras la caída del gran Nikiforov —dice.
Otro hombre más llega con una cubeta en mano y lanza el contenido líquido sobre el rostro de Víctor. El platinado salta en su lugar al sentir el impacto. 
—Despierta, Víctor —el hombre se acerca a él, arrodillándose de cuclillas—. Ya es la hora de ver cómo la vida abandona tu cuerpo a través de tus ojos. 
Víctor lucha para mantenerse despierto, mira de reojo quién es el que está a su lado. El corazón le late demasiado fuerte en cuanto ve a Georgi Popovich con la jeringa en manos y frente a él encuentra a Yuuri con el rostro lleno de pánico.
—Después de todo… no era mentira —masculla Víctor, aún adormilado—. E-es una pena no poder… disfrutar más de tus dulces labios.
Eso ha dejado helado al nipón. Su adorado ruso está aceptando morir de esa manera frente a él. Comienza a moverse para evitar que esa jeringa entre en el cuerpo de Víctor.
—¡Quieto! —amenaza Georgi acercando la aguja al cuello de Víctor, a la altura de la yugular—. Hagas lo que hagas, él morirá.
El corazón de Yuuri comienza a acelerarse, se siente impotente y desesperado por no poder desatarse con facilidad. Tiene miedo de perder al hombre que más ama ante sus ojos. 
—Este veneno no te matará, pero te causará taquicardias y dificultad para respirar. Deseamos una muerte lenta para ti, querido primo —explica Georgi acariciando la mejilla de Víctor—. Matarte así de fácil es demasiado A-BU-RRI-DO.
El platinado está totalmente aturdido y sin posibilidad de moverse. Sus fuerzas se han disminuido con todo lo que ha pasado. Siente como un objeto delgado y frío comienza a penetrar en la altura de su cuello.
—¡No! —el grito de Yuuri resuena en todas las paredes de la habitación llamando la atención de todos.
El platinado mira hacia su amado y se sorprende por lo que ve. El azabache se ha soltado de sus ataduras gracias a la daga. Con esa misma arma corta las gargantas a los que le tenían sujeto. 
Todo es tan rápido que no comprende todo, admira aquella figura luchando por los dos. La daga sale volando a la mano de Georgi para que suelte la jeringa.
Aún sin un arma, el joven de cabellos ébano se dedica a pelear con los otros hombres, la mayoría yacen en el suelo y otros le temen.
—¡Maldita sea! ¡Operación Z.E.R.O! —exclama Georgi tomando su mano herida con la otra y logra arrancar la daga.
Todos los hombres comienzan a salir, dejando solos a Yuuri y a Víctor en esa habitación. Yuuri roba una de las armas de los hombres que yacen muertos y la coloca en el cinturón. El nipón se arrodilla a lado de Víctor para quitarle la aguja de su cuello y desatarlo.
—Víctor, levántate —Yuuri golpea las mejillas de un ruso débil—. Tenemos que salir de aquí.
Los ojos de Víctor se encuentran con los de Yuuri. Le dedica una sonrisa y vuelve a agachar su mirada.
—¿Ya estoy en el cielo? ¿Me ha recibido el ángel más hermoso?
Yuuri bufa y como puede, lo levanta. Pasa su brazo sobre la cintura del mayor para ser su apoyo. Aún sin poder entender lo que acaba de pasar y con la cabeza a explotar, obedece al menor. Sus piernas se tambalean. 
—Víctor, tienes que moverte por favor. Moriremos aquí si no hacemos nada —súplica Yuuri con desesperación.
Con trabajos, salen de esa sala y caminan de prisa en busca de la salida del lugar. Les han quitado todo, armas, las pequeñas bolsas que Yuuri cargaba en su cinturón y demás cosas. Ojalá encontrara sus armas lo más rápido posible.
No tardaron en descubrirlos y dar el aviso en todo el lugar con una sirena demasiado escandalosa. El corazón del menor bombea con violencia, no puede permitirse vencer por el cansancio. Sus hombros hormiguean y le tiemblan las piernas. Hace un esfuerzo sobrehumano para ir a paso apresurado, arrastrando a Víctor.
El ruso hace lo mejor que puede y trata de no dejarse caer o ser un estorbo para el menor. Mira de reojo para contemplar el hermoso rostro de Yuuri.
“Un ángel ha venido a salvarme”.
Como era de esperarse, los hombres de Leroy comienzan a llegar para bloquearles el acceso. El menor busca un lugar para bloquear las balas mientras piensa una estrategia.
Él podría escapar con facilidad si Víctor no estuviera en esas condiciones. Recarga el cuerpo de Víctor en una pared, antes de que caiga inconsciente. 
—Víctor, te prometo que… —le da un fuerte golpe en el rostro, con la esperanza de despertarlo—. Te prometo que si cooperas, estaré a tu lado por el resto de tu vida.
Aturdido por el golpe, pero despierto, Víctor enfoca sus ojos en los de Yuuri. Esas palabras han animado al platinado, dejando a un lado toda la bomba de sentimientos que nublan sus pensamientos. 
—¿De verdad? —pregunta Víctor.
—De verdad. Solo salgamos de aquí y hablaremos. 
La sonrisa aparece en el rostro de Víctor, mostrando su alegría. Asiente con la cabeza, aguantándose las ganas de robarle un beso. Ya lo hará cuando se encuentren a fuera.
El menor corre hacia donde están los hombres. Lo mira luchar. Además de ser un ángel, es un asesino, no titubea cuando dispara hacia la cabeza o corazón de sus enemigos. Yuuri es el ángel de la muerte. 
Víctor busca con desesperación entre sus ropas si tiene algún arma para poder apoyarlo, sin tener éxito con esa idea. 
Alza la mirada para buscar a Yuuri y lo encuentra escondido detrás de un tanque. Tiene intenciones de acercarse a él para apoyarlo; con trabajos se levanta y da un paso sin tener que irse de cara al suelo. Logra dar dos pasos más y siente que ya domina sus movimientos.
Un gran estruendo alarma a los dos. Una explosión viene desde atrás de ellos, comenzando a consumir todo con sus llamas. Ambos orbes se encuentran y sienten pánico. Corren hacia las escaleras antes de que las llamas lleguen a consumirlas. 
Los cuerpos de ambos duelen como nunca antes, pero no les importa y deben continuar corriendo, la idea de morir en este lugar la descartan. Se puede ver que justo en la salida hay una figura delgada observándolos. En una de sus manos tiene una espada Dadao desenfundada y en la otra una de las katanas del nipón.
—Guang Hong —masculla Yuuri con seriedad.
El aludido sonríe y le lanza una katana a Yuuri. Lo está retando en este escenario.
—Vamos, Yuuri. Esto es por honor a nuestras familias. Uno de los dos no vivirá.
Una sonrisa aparece en Yuuri en cuanto toma la katana. Víctor lo mira confundido y aunque ellos quieran defender su honor, la idea de luchar en un edificio que puede estallar en cualquier momento lo atormenta.
—Sal de aquí Víctor. Te buscaré más tarde —dice Yuuri con seriedad.
—¿Qué? ¡No! ¡No voy a dejarte aquí! —exclama Víctor tomando a Yuuri de los hombros.
—Esto es entre él y yo. Como dice, es por honor a nuestras familias —el rostro de Yuuri se muestra furioso.
—Pero Yuuri…
El aludido quiere salvar al azabache de cualquier locura. No quiere perderlo aquí, no después de todo lo que ha hecho para salvarlo. 
Yuuri coloca una mano sobre su mejilla y la acaricia con ternura. Acerca sus labios a los ajenos para fundirlos con un rápido, apasionado y tierno beso.
—No me va a pasar nada, soy Eros y he escapado de tres familias mafiosas. Un niño y unas llamas locas no me detendrán —esa sonrisa segura de Yuuri aparece en sus labios.
—De acuerdo. Te estaré esperando. 
—Te amo, Víctor.
Esas palabras han dejado emocionado a Víctor y ahora menos quiere dejar a su amante en este lugar, pero es Yuuri quien lo empuja hacia la salida y los deje a solas a él y a Guang Hong.
Como puede, corre por el exterior del lugar. Se da cuenta que los hombres de Leroy y su primo se alejan en carros y camionetas negras a toda velocidad. Al menos puede esperar a su adorado fuera de las instalaciones, esperando que su duelo no sea largo. 
Las palabras que Yuuri le dedicó hace unos momentos le hacen sentir demasiada felicidad. Tanto deseó escucharlas y ahora que sabe que sus sentimientos son correspondidos por Yuuri, siente regocijo en su corazón. 
Aunque le haya mentido con su identidad, no le importa eso ya que los dos amores que siente es para una sola persona, haciendo que el sentimiento sea más grande. 
Se ríe de lo tonto que es; siempre pensó en esas posibilidades, teniendo las suficientes pruebas, pero estaba tan cegado que no creía que Eros es Yuuri. Aún le cuesta trabajo.
Su aliento se detiene al igual que su corazón cuando el edificio explota por completo. El estruendo es demasiado fuerte y la fuerza de la explosión ha lanzado a Víctor a unos cuantos metros de su posición, cayendo sobre unas láminas metálicas. Un fuerte zumbido no deja escuchar cómo el edificio comienza a colapsar sobre el fuego, ni el sonido de las llamas ardiendo en el lugar.
Lo ve y no lo puede creer. El edificio se ha consumido totalmente en llamas. 
—¡YUURI! 
                                    ━━━━━━✧❃✧━━━━━━ 
Continuará.
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literalandia · a year ago
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☕ [RESENHA] (#01) TRONO DE VIDRO, TOG, DE SARAH J. MAAS
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Título: Trono de Vidro Autora: Sarah J. Maas Série: Trono de Vidro (#01) Editora: Galera Record Gênero: Fantasia Páginas: 392 Avaliação: ★★★★★ ❤ Compre: Amazon | Submarino | Americanas Adicione na Estante: Skoob | Goodreads Resenhado Por: Vitória Castelo Branco
☕ SINOPSE: Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, uma jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.
"Todos carregamos cicatrizes. As minhas são apenas mais visíveis do que as maiorias."
“Trono de Vidro” é uma das séries fantásticas da amada autora americana, Sarah J. Maas, e foi o seu romance de estréia, que começou a escrevê-lo quando tinha apenas dezesseis anos e primeiramente publicou seus capítulos no FictionPress, um site destinado aos aspirantes a escritores e seus leitores, onde acabou se tornando uma das histórias mais populares do website, e posteriormente foi publicado oficialmente pela “Bloomsbury Publishing”, nos Estados Unidos. A história da protagonista que conhecemos atualmente nasceu do devaneio de Maas sobre a Cinderela uma vez que a escritora é viciada em contos de fadas e filmes da disney.
❝E se a Cinderela não fosse uma serva e sim uma assassina? E se ela não quisesse ir ao baile para encontrar o príncipe e sim, ao contrário, matá-lo?❞
O universo de alta fantasia conhecido como Erilea era abençoado pelos deuses com todo tipo de magia e habitado por criaturas feéricas, valgs e bruxas. Entretanto, os poderes mágicos adormeceram de maneira misteriosa após haver uma intensa perseguição contra tudo que envolvesse o misticismo sob a ordem do poderoso rei de Adarlan, um homem impiedoso que devastou cortes inteiras e reinos vizinhos que se negaram a serem submissos aos seus desejos nefastos.
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Ilustração: Morgana0anagrom / Salome Totladze
Nesse cenário se encontra a perspicaz e dona do meu coração, Celaena Sardothien, que realizara a proeza de se tornar a maior assassina de Adarlan mesmo tendo apenas dezoito anos, cujas habilidades foram forjadas em seu árduo treinamento com a orientação do rei dos assassinos e pedaço de mau caminho, Arobynn Hamel, que se tornou seu mentor após ela ficar órfã quando ainda era uma criança, em um violento atentado contra sua família e terra natal. 
❝Mas ela ainda se lembrava da beleza do mundo antes que o rei de Adarlan ordenasse que a maior parte dele fosse queimada. Agora não havia mais nada lá para Celaena e jamais haveria.❞
Contudo até mesmo a nossa assassina preferida não é invencível e em uma fatídica noite é traída e capturada em um acesso de fúria contra aqueles que tiraram a vida de seu companheiro de crime e amante, sendo obrigada a cumprir sua pena nas terríveis minas de sal de Endovier, um lugar destinado a escravizar todos aqueles que saíssem da linha ou ousassem não dobrar os joelhos perante um rei cruel. Isso é literalmente uma sentença de morte e Celaena será mais uma na pilha de ossos... até receber uma proposta tentadora em troca de sua liberdade: representar o príncipe herdeiro em uma competição feroz para se tornar a campeã do rei, mesmo que isso significasse servir ao homem que destruiu tudo que a jovem conhecia e amava.
❝Há algum tempo Celaena não sentia medo – não se permitia sentir medo. Todas as manhãs, quando acordava, repetia as mesmas palavras: Eu não terei medo. Durante um ano, essas palavras significaram a diferença entre se partir e ceder; evitaram que Celaena se despedaçasse na escuridão das minas.❞
Mas Sardothien não está sozinha nessa jornada e será guiada por uma rainha semi feérica milenar que vai ajudá-la a descobrir seu propósito em um mundo abandonado pelos deuses e ensiná-la a controlar um poder antigo que nem mesmo o rei de Adarlan é capaz de apagar. E os laços com a princesa de Eyllwe, com o intrigante capitão da guarda real e com o príncipe herdeiro de Adarlan serão cruciais para a sua sobrevivência no perigoso castelo do Trono de Vidro. Nehemia será a melhor amiga que Celaena sempre desejou ter; Chaol será o companheiro que sempre estará ao seu lado; e Dorian será a paixão que fará seus pés saírem do chão. E os dois rapazes juntos vão confundir o coração da assassina e fazê-la questionar suas convicções.
E talvez algum dia, suas profundas cicatrizes, marcadas em sua pele e em sua alma, não latejarão tanto...
A cada virada de página podemos conhecer a fundo toda a dor que há no coração de Celaena e compreender suas razões para tomar determinadas decisões, sendo impossível não se identificar com sua história e torcer por ela. A trama é habilmente tecida por Maas para fazer todas as peças se encaixarem na hora certa, como pode ser notado em menções a pessoas, coisas ou eventos que só iremos nos inteirar apropriadamente nos próximos livros. Já o personagens são muito bem desenvolvidos e não estão lá apenas para serem pano de fundo ou escada para a protagonista.
CONHEÇA OS PERSONAGENS:
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CELAENA SARDOTHIEN
Ilustração: Morgana0anagrom / Salome Totladze
Não espere uma protagonista água com açúcar, pois você não vai encontrar isso por aqui. Celaena faz mais o tipo “fogo e sangue” e eu nunca vou negar meu amor por um bom antagonista. Se você pisar no calo dela, ela vai cortar sua garganta e com toda razão! 
❝Meu nome é Celaena Sardothien - mas não faz diferença se meu nome é Celaena, Lillian ou vadia, porque eu ainda posso acabar com você, independente do que sou chamada.❞
Mas também não pense que a palavra assassina a define. Ela é mais altruísta do que você imagina e isso vai sendo revelado ao decorrer da saga. Se você se permitir ver através das camadas que ela construiu para se preservar, vai acabar se apaixonando irremediavelmente. 
Celaena é mais parecida conosco do que você pensa. É completamente apaixonada por livros e se pudesse teria uma biblioteca própria em seu quarto, mas a do castelo dá pro gasto também haha. É viciada em bolo de chocolate, vive grudadinha com sua nova cachorrinha de estimação, Ligeirinha, e gosta de passar o tempo livre na companhia de seus melhores amigos.
❝Bibliotecas estão cheias de ideias, talvez seja a mais poderosa e perigosa de todas as armas❞
Sardothien é uma mulher de muitas nuances; é destemida, esforçada, resiliente e genuína. É dona de uma personalidade marcante e de um humor travesso, e não tenta parecer quem não é para agradar os outros. E mesmo após passar por tantas tragédias, ainda tenta abrir o coração para viver novas amizades e amores.
E sim, eu vou pendurar um poster dela na parede do meu quarto! haha
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CHAOL WESTFALL
Ilustração: Merwild
O capitão da guarda real me deixa com o coração super quentinho. Ele não parece ser muito legal nas primeiras páginas, mas não deixe seu temperamento forte te enganar. Chaol se revela um homem de coração altruísta e de caráter nobre, sendo um dos melhores personagens da série. Ele preza a lealdade, a honra e o companheirismo. E quando ele se apega a alguém, se mostra fiel até o fim, ás vezes até se sacrificando em nome do outro. E com Celaena não será diferente...
❝A cada dia, sentia as barreiras derretendo. Ele as deixava derreter. Por causa da risada sincera de Celaena, porque ele um dia a surpreendera dormindo com o rosto em cima de um livro, porque sabia que ela venceria.❞
Que partidão, hein!
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DORIAN HAVILLIARD
Ilustração: Morgana0anagrom / Salome Totladze
O príncipe herdeiro de Adarlan é exatamente o oposto de seu impiedoso pai e nem ao menos parecem compartilhar os mesmos genes. É um homem bem intencionado, carismático e apaixonante, que exala uma confiança natural e um senso de humor único. É uma ótima companhia e pode vir a ser a salvação de uma Adarlan na escuridão.  
❝Dorian via o rosto dela sempre que fechava os olhos. Ela assombrava seus pensamentos, fazia-o desejar fazer coisas grandiosas e maravilhosas em seu nome, fazia-o desejar ser um homem que merecia usar uma coroa.❞
Até onde ele iria por um amor? E qual seria sua escolha, o amor ou a coroa?
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NEHEMIA YTGER
Ilustração: Morgana0anagrom / Salome Totladze
A princesa de Eyllwe é uma das melhores personagens da saga de “Trono de Vidro” e é outra que deixa meu coração bem quentinho. Ela não precisa manejar espadas para demonstrar sua grande força e influência, preferindo mostrar seu talento no campo político e diplomata. Nehemia é uma mulher corajosa, inteligente e comprometida com a causa de salvar seu povo da fúria do rei de Adarlan. Seu coração benevolente nos cativa e nos faz torcer para que consiga realizar suas idealizações de um mundo melhor. E isso me faz pensar até que ponto ela se arriscaria para conseguir isso...
❝ – Você possui muitos nomes, então também vou nomeá-la. – A mão de Nehemia se ergueu à testa de Celaena, e a princesa desenhou uma marca invisível. – Eu a nomeio Elentiya. – Nehemia beijou a sobrancelha da assassina. – Eu lhe atribuo este nome para usá-lo com honra, para usá-lo quando o fardo dos outros nomes se tornarem muito pesados. Eu a nomeio Elentiya, “Espírito Que Não Pôde Ser Quebrado”.❞
Ela também significa muito para a população negra que carece de representatividade tanto no meio literário quanto no cinematográfico.
E aí, está esperando o que para devorar os livros de Sarah J. Maas?! Corra e adquira já a sua coleção! 🔥
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olivaduo · a year ago
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ATENÇÃO TODAS AS PESSOAS QUE JÁ ME OUVIRAM FALAR MAL DO MEU VIZINHO E SUA ACADEMIA NA FRENTE DA MINHA JANELA: ESSE É UM TEXTO SOBRE RAIVA E CULPA, MAS TAMBÉM UM DESFECHO SOBRE ESSA COISA TODA
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Esses dias, eu reclamei com um dos instrutores da academia que tem na frente da janela do meu quarto. Ele fez um joinha com cada mão e foi bem mais respeitoso desde então.
Mas ele não é o meu vizinho!  
Aquele vizinho, o que xinga todo mundo nos áudios de briga que eu certamente já mandei pra vocês, que fica AAAAAAARRR ERRRRRRRRR UUUUUURRR enquanto levanta peso. O que eu achava tão bonito, com seus olhos azuis, mas desde que fez um acordo com meu pai me ignorando completamente e cortou fora o abacateiro que eu implorei pra mamãe não derrubar, desde que fez um muro na frente da janela da minha sala (onde ele também tem um terreno), eu comecei a achar repulsivo com seus catarros e grosserias com pedreiros.
Esse, ah, esse, seguia sendo inconveniente!
No dia que eu reclamei com o instrutor (que, aliás, é xará desse meu vizinho), quando fechei a janela, ouvi uma moça da academia dizer: “Poxa, mas ela esperou um mês pra falar?”. Isso não me saiu da cabeça. Também não saiu da minha cabeça o que disse o meu vizinho, alguns dias depois, quando pelas 23hrs bati as janelas cheia de ódio daquela barulhada e gritaria. Alguém, que tava com ele, baixou o rádio, mas eu o ouvi dizer: “Bate a cabeça!” e considerei abrir a janela e reclamar (pouco depois, abri mesmo, mas ele já tava saindo e eu não vivi o deboche como achei que me satisfaria).
No começo, me senti estranha sobre essas falas da moça e dele, e não conseguia parar de pensar nelas. Mas ao longo dos dias, entendi: eu esperei demais e só conseguia falar com ódio porque fui acumulando ódio. Eu falei no meu tempo, bati a minha janela, eles não tinham o direito de me censurar por isso... mas eu poderia não ter segurado por tanto tempo, justamente porque eles estavam errados e, como consequência, não teria sido grossa e me sentido desconfortável por mais de um mês (ainda mais durante a pandemia, em que eu passo a maior parte do tempo em casa, e morando com o meu pai, com quem não falo, o que me resume ao meu quarto).
Foram semanas complexas essas, em que tive – depois de um período legal de convivência – um conflito com a minha tia que me deixou muito magoada. Mas fui me sentindo melhor conforme ia tendo conversas ótimas, que giravam em torno de assuntos que, migs e eu, falamos sempre e pensamos bastante: relações intra/interpessoais.
Um dia desses, disse a um amigo que, por algum motivo, eu me sentia muito atraída por pessoas indignadas com o mundo. Disse que, pra mim, faz sentido estar indignado, talvez seja a sensação mais explicável que há, fora que – fui desvendando – eu mesma me sinto muito mais eu quando tô com raiva. Então, sabe, é como se eu admirasse aquela pessoa também por algo que admiro em mim, que sinto que engulo sapos desde criança: uma outra forma de existir, que enfrente os desconfortos que essas relações me causam ao invés de ignorá-los.
Mas sempre que sinto essa raiva, que me faz sentir tão eu, sinto culpa.
Em algum momento entre esses eventos dos meus vizinhos e a academia, me dei conta de que todas as vezes que eu falava com meu pai era com raiva. E todas as vezes que pensava nele também. E todas as vezes em que ele se aproximava de mim, idem. Eu sei bastante sobre motivos dessa raiva – um deles o barulho também, o que dá um peso maior ao incômodo com a academia, e só com muito desgaste consigo ser um pouco mais respeitada com relação a isso. Mas não tinha me dado conta do impacto dessa raiva pra mim até associá-la (com a ajuda da terapia, sempre) à culpa. Porque conforme entendo de onde vem minha raiva pelo meu pai, entendo-o e sinto pena dele – mesmo considerando o homem enquanto pai e esposo muito ruins.
Faz sentido? Eu me sinto culpada por ter raiva, mas não só porque aprendi a conviver com os meus parentes sempre em silêncio (principalmente quanto às minhas angústias e desconfortos), e é difícil quebrar essas doutrinas dentro de nós; mas porque sinto pena da figura do meu pai. Pena, aliás, é algo que morro de medo de que sintam por mim, porque associo sempre à pessoas incapazes de lidarem com suas questões (faz sentido, né, considerando como me sinto propositiva quando sinto raiva, e tudo o que falei sobre lidar com a vida como se fosse algo a resolver).
O pensar constantemente sobre o “Ela esperou um mês” e o “Bate a cabeça” foram lados da mesma moeda: eu espero demais e fico com raiva, reajo raivosamente e recebo raiva de volta, o que não é bom nunca, mas especialmente ruim quando você teve mais contato com rompantes de raiva que com falas de amor e carinho no seu contexto doméstico (e, sim, eu considero a questão da negritude e até o estereótipo da negra barraqueira aqui, que também afetam tudo isso!).
Mas quando o instrutor reagiu educadamente diante da minha reclamação, eu me senti desarmada. Quando baixaram o rádio depois de eu bater as janelas, também me senti desarmada: não foi raiva que recebi de volta, foi respeito ao meu desconforto. Assim como não é raiva que recebo do meu pai constantemente: a maioria das vezes ele literalmente só tá ali, existindo no único lugar onde pode existir um homem desempregado – talvez deprimido – no meio de uma pandeia, que também é o lugar onde mais existo porque não preciso sair e porque eu e minha tia nos distanciamos de novo. Por isso a pena dele. E da pena, tanto quanto ou mais que a criação submissa, a minha culpa.
Um dia, lendo um texto que outro amigo mandou sobre como uma certa obra que eu gosto rompe com os padrões de masculinidade (tóxica) hollywoodiana, me dei conta de que o que era descrito como padrão de masculinidade é o que eu, há muito, percebi e anotei como “meu tipo”. E entrei em parafuso tentando pensar como é que algo que eu reconhecia não ser bom pra mim era o que mais me atraía (porque, sabe, dentre outras coisas, esses homens são omissos, especialmente sobre sentimentos).  
Quando comentei, nessas conversas das últimas semanas, sobre me sentir atraída por pessoas indignadas, foi muito importante pra mim garantir que não estava falando de pessoas raivosas, porque pensava que se a pessoa fosse raivosa comigo, eu ficaria ou triste ou brava. Mas quase todo mundo entendia que eu estava falando de pessoas raivosas, já que os meus exemplos envolviam situações de indignação em que geralmente reagimos de forma semelhante à quando sentimos raiva. Enfim, o esforço era grande pra entender do que eu tava falando.
O primeiro amigo que mencionei disse que eu precisava pensar o motivo de essa atração acontecer e, diante de tudo isso (e dos gatilhos de assistir Yu Yu Hakushô e sentir igualzinho na infância, quando o Hiei – que respira na força do ódio – era o meu favorito a tal ponto de notar recentemente que gostei de um garotinho da minha sala na primeira série só porque me lembrava ele), percebi que poderia me perguntar novamente: como é que algo que eu reconheço não ser bom pra mim – que sinto culpa junto com a raiva e que sinto raiva especialmente porque fico em silêncio sobre os desconfortos – é o que mais me atrai?
(isso não apenas com homens, embora a raiva das mulheres me deixe mais tímida por um motivo que logo se explica)
A resposta veio considerando justamente o que comentei sobre como me sinto mais eu quando libero a raiva.  
O que é ser mais eu? Quando percebi que sou raivosa diante do meu pai, me dei conta de que agia muito como es parentes que mais afetaram negativamente minha existência: passar do desconforto à raiva (o que tem tudo a ver com meu conflito recente com a minha tia). Ser mais eu é ser mais parecida com os exemplos que eu tive, porque o que me atrai é a sensação de pertencer, assemelhar-me ao outro de alguma forma.
E, nisso, entra a questão com a raiva feminina: meus exemplos são especialmente de mulheres assim, o que explica também, talvez, lidar melhor com a raiva masculina, até porque, o feminismo me faz sentir mais segura diante dela, separá-la da violência.
Das duas últimas vezes que disse a rapazes que gostava deles, entrei em contato com homens que não tinham tanto medo de DR quanto os anteriores, o que me esforcei por observar especialmente depois de perceber o padrão omisso e como não é bom. Um desses dois rapazes me ajudou a ter contato com a minha tristeza, algo que me fazia sentir muito mal principalmente depois do meu relacionamento anterior, em que eu sentia afastar o outro por não estar bem.  
Mas o outro, percebo agora, colocou em cheque precisamente essa minha questão com ser atraída pela raiva (inclusive, falamos bastante sobre isso e fez muito sentido quando ele me explicou que Marte em Áries, meu caso, se atrai por características de Áries: a raiva é uma delas; nós dóis somos arianos): eu adorava quando ele reclamava das coisas, nas nossas conversas. Mas, como não queria verdadeiramente viver aquela relação como algo romântico, porque ainda não sabia de muita coisa desses desconfortos, me sentia sempre esquisita quando ele era só carinhoso comigo. Era como se faltasse alguma coisa pra ativar em mim a conexão romântica com ele.  
Essa outra questão, justificar viver o romance (abordada também nessas semanas, especialmente com o pessoal do Telegram ihihi) me fez pensar não só em como as reações ~indignadas me faziam falta pra ter certeza de que gostava dele, mas em como – conforme mencionei – essas pessoas que me atraem tendem a ser mais propositivas e eu, que tendo a ceder, poderia acabar repetindo padrões de silenciamento nas relações românticas (mesmo vivendo a não-monogamia e sempre pensando sobre essas questões), porque não tinha ainda dimensionado que o que me atrai não é o que me faz bem.
Quando me dei conta disso, tive uma saudável crise de choro no banho, que é um lugar ótimo pra chorar dramaticamente! Saí de lá limpinha e revigorada, entendendo que, muitas vezes, sentir necessidade de justificar viver relações românticas significa que eu não quero vivê-las daquela forma e/ou naquele momento e/ou com aquela(s) pessoa(s).
E, dito isso (obrigada mesmo pra quem chegou até aqui), cabe o desfecho, o que motivou esse texto. Acabou de acontecer (inclusive, comecei a escrever pra lidar com os tremores do momento): meu vizinho estava limpando a esteira ergométrica enquanto eu punha roupas no varal. Pensei em falar com ele, mas fiquei nervosa. Ele sumiu de vista. Eu terminei de estender roupas e desci as escadas da laje, pensando que se ele aparecesse, falaria com ele naquele momento. Não apareceu.  
Mas quando cheguei no meu quarto, que deixei com as janelas abertas porque sábado e domingo não tem cliente na academia, lá tava ele perto da esteira de novo, cantando enquanto levantava peso. E aí eu falei! Falei como o barulho me incomodava (sexta, eles me acordaram antes de 7:30!), como eu ainda estudava e trabalhava e todo o som vem direto pra cá (sério, o rádio é virado pra cá, foi ver o rádio, lá da laje, que me deu esse gatilho!), etc.
O meu vizinho é o exemplo do homem hollywoodiano (viu, não foi à toa que falei que ele é bonito!). Ele é o exemplo, também, do que eu observo com mais interesse nas pessoas, essa ~indignação que me atrai (ainda que não vá me atrair sempre e em todo mundo, como deixou de ser engraçado sobre ele quando comecei a me irritar). Ele sou eu com meu pai e tive o mesmo nervoso de falar com ele como o que tenho quando preciso dizer à minha tia que algo me incomoda.
E o meu vizinho disse: “Tranquilo. Vou falar pro pessoal pra maneirar aqui”.
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injertosyesquejes · 2 years ago
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Romance de la pena negra, García Lorca
[ En junio recogeremos flores para trenzarlas en nuestros cabellos. Soñaremos con nuestros amantes. Haremos coronas que duren has ta di ciem bre / o  haremos con ellas una ofrenda para el agua del río. ]
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dianasanmiguel · 2 years ago
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Barquitos de papel
"La verdad, yo lo que quiero es ser escritora”. Le dije apurando la cuarta cerveza que nos tomábamos esa noche. A él lo había conocido dos semanas antes, una noche de lluvia en que los dos decidimos resguardarnos bajo el mismo techo en una de las calles más transitadas de la ciudad. Él llevaba una chaqueta de cuero que combinaba con su pelo largo y negro; yo no pude evitar mirarlo con disimulo y fue así como descubrí que en realidad ya lo había visto antes. Los dos estudiábamos en la misma universidad, pero mientras él quería ser músico, yo estudiaba para ser abogada. Esa noche terminamos refugiándonos de la lluvia en un bar chiquito y oscuro que yo no conocía.
En las siguientes semanas hubo un par de encuentros casuales en la universidad en los que sólo atinábamos a levantar las cejas y sonreír tímidamente. Finalmente, una noche llegó a mi Facebook un mensaje de un desconocido. En la foto del remitente pude identificar la misma chaqueta negra. El mensaje era corto “oye, estaría bueno volver al bar de la otra vez ¿no?” a lo que yo respondí “sí, sólo espero que esta vez llueva más fuerte”
Siempre amé la lluvia. De niña, cuando llovía y la miserable casa donde vivíamos parecía venirse abajo y el agua se colaba por cada una de las más de cien goteras, mi papá solía consolarme haciendo barquitos de papel para ponerlos a navegar por los arroyos que se formaban en la calle. De esta forma me entretenía y calmaba mi miedo a que la lluvia tumbara la casa y matara a todos dentro. Desde el primer día en que nuestra flota de barquitos empezó a navegar, la lluvia se convirtió en una excusa para poner en marcha nuevos barcos y eso me hacía feliz.
La noche que acordamos para vernos no llovió. Calmé mi decepción comiendo un mango con sal mientras esperaba a mi chico de la chaqueta de cuero. Cuando al fin llegó, la ausencia de la chaqueta se convirtió en la segunda decepción de la noche. Traté de pasar por alto cualquier alusión a la anhelada prenda y pronto nos dirigimos al bar.
La segunda vez que estuve allí pude apreciar mucho mejor aquel lugar; las paredes negras, los cuadritos viejos de bandas sólo conocidas por los visitantes que se refugiaban en los rincones más oscuros, el olor a cigarrillo y las manchas en el piso. Mi chico y yo escogimos una de las pocas mesas iluminadas por una vela dentro de un vaso, allí comenzamos a charlar de la universidad y del clima, de las futuras elecciones presidenciales y de lo malo que nos parecía la tala de los pocos árboles que daban sombra en la ciudad. La conversación fluía y pronto hablamos de nuestras carreras. A él la música lo apasionaba. Con frecuencia estrellaba sus dedos contra la mesa imitando el ritmo de la batería o el teclado de la canción de turno. Tenía unos ojos bonitos que se iluminaban cuando hablaba de sus bandas favoritas. Yo estaba tan entretenida con su relato, que su pregunta me tomó totalmente por su sorpresa “¿y a ti de verdad te gusta lo que estudias?”
Fueron 30 segundos de un silencio incómodo. Al final la respuesta fue tajante y seca “La verdad, yo lo que quiero es ser escritora”. Lo dije fuerte, claro, con decisión, como si con esto buscara eludir cualquier crítica, cualquier burla. Él me miró un momento y sonrió.
Mi primer cuento lo escribí siendo niña, se trataba de un niño de nombre extranjero que tenía curiosas aventuras con un extraterrestre. Duré varias semanas escribiendo unas cuantas páginas y cuando al fin lo hube terminado, pedí a mi abuela que escribiera ella el título con su hermosa letra cursiva. El cuento desapareció junto con la mayoría de mis recuerdos y posesiones de aquella época. La escritura continuó durante algún tiempo, pero poco a poco fue desplazada por otras actividades hasta terminar reducida a algo menos que un simple pasatiempo. Sin embargo, había algo en escribir que me fascinaba, que me envolvía, que me conectaba con una parte de mí misma que permanecía en la penumbra y que sólo así emergía. Nunca le había mostrado mis escritos a nadie, tampoco había hablado de ellos y no sólo porque consideraba que eran malos y me dieran vergüenza, sino porque además pensaba que en cada uno de ellos había una parte de mí misma que me rehusaba a exponer.
“¿puedo leer algo de lo que has escrito?” me preguntó. “No” les respondí. “no, no valen la pena y además me hacen sentir expuesta, vulnerable, es casi como si un desconocido me viera desnuda”. De hecho, así era. En ese momento vino a mi mente la tarde en que uno de mis primos descubrió en una caja algunos cuadernos con cuentos míos. La vergüenza fue tal que después de arrebatárselos de las manos salí corriendo y llorando en un acto de desesperación inusitado. Ese mismo día los quemé todos.
“Pues a mí me gustaría verte desnuda”.  Esas palabras interrumpieron mi recuerdo y me trajeron de nuevo a la realidad. El bar, las cervezas en la mesa, la vela que se iba agotando, la música. Lo vi a los ojos y encontré en ellos cuanto le había costado decir aquellas palabras. A pesar de la evidente torpeza con que fueron dichas, fue la timidez que en ellas descubrí, lo que me hizo sentirlo más cercano y lo que me recordó que yo también quería verlo desnudo. Esa noche terminamos teniendo sexo en un motel barato del centro y empezamos a hacer más frecuentes nuestros encuentros, explorando cada noche un bar diferente y terminando siempre teniendo sexo en cualquier lugar, siendo afortunadas las pocas noches en que podíamos pagarnos una cama y un techo para juntar nuestros cuerpos.
Después de cada noche, al regresar a casa, y mientras me quitaba la ropa, me obligaba a mí misma a repasar en estricto orden cronológico cada uno de los momentos vividos a su lado durante el último encuentro que acababa de terminar. A veces incluso, hacía mosaicos de recuerdos que reunían los mejores momentos de las últimas citas. Así, en medio de imágenes de besos, abrazos, gemidos y sonrisas me quedaba dormida anhelando que no pasara mucho tiempo para un próximo encuentro.
Lo ocurrido y lo que estaba por ocurrir se entremezclaban en mis pensamientos como una única fantasía. De tal manera que a veces era imposible determinar lo que había ocurrido en realidad y aquello que solo había deseado. Eso era él, una mezcla de anhelos y recuerdos. Algunas veces, cuando me dirigía ansiosa a su encuentro, cierta sombra de tristeza se asomaba en mi rostro, era la proximidad de la inminente despedida, la devastadora certeza de que al final de aquella noche, de nuevo solo existiría en mi cabeza y que poco a poco, a través de los días, su rostro se iría diluyendo en medio de cada vez más borrosas evocaciones.
Empecé a pensar con cierto temor en que tal vez algún día dejaría de verlo y su recuerdo desaparecería para siempre. Al fin y al cabo, lo nuestro no era nada formal, no sabía si tenía novia y tal vez en algún momento él o yo (o ambos) terminaríamos por cansarnos. Fue así como empecé a escribir en una libreta las fechas en que nos encontrábamos y las cosas que habíamos hecho, de esta forma dejaba pistas para mi memoria en el futuro. Mientras escribía esas notas pensé que quizá en unos años, ellas no traerían buenos recuerdos a mi mente, sino que provocarían una risita de vergüenza y pesar en mi rostro de cuarentona, pensé en ella con lástima, con la misma lástima con la que ella pensaría en mí, años después.  
El romance duró un año. Un año de notas y de encuentros a veces casuales, a veces planeados meticulosamente. Un año de oler y sentir su pelo en mi cara mientras teníamos sexo en rincones públicos que convertimos en propios. Al final y tal como lo había previsto, los dos nos aburrimos y sin despedirnos, un buen día dejamos de vernos. No hubo llamadas ni reclamos, no hubo llanto, para cuando ocurrió el distanciamiento ya los dos estábamos preparados y de cierta manera lo ansiábamos.
Después de mi chico de la chaqueta de cuero vinieron algunos más, y aunque abandoné la práctica de registrar en notas los acontecimientos vividos, con ellos viví hechos tan memorables que hubiesen ocupado varias páginas. No fueron muchos, pero su paso por mi vida me hizo comprender las múltiples posibilidades que tenían los seres humanos para relacionarse y significó el inicio de mi negativa a tener alguna relación “formal” que me impidiera de algún modo continuar conociendo tantas personas como quisiera. Cada relación emergía, alcanzaba su esplendor y vivía su declive de diferente manera, dejando a su paso un hilo de recuerdos que para mi pesar, terminaban casi siempre empapados de nostalgia e insatisfacción. En ese cúmulo de recuerdos borrosos terminaron también sumergidos los momentos registrados en las notas, perdiendo su singularidad, y con ella su importancia.
Esa sensación de finitud empezó a empañar todas las esferas de mi vida a partir de entonces. Cada relación, cada viaje, cada evento, se esperaban y se vivían con la misma certeza de que al terminar serían devorados o deformados por el cruel binomio de la memoria y el olvido. Nada sería recordado en su esplendor. Los sabores, olores y sensaciones terminarían reducidos a tibias elucubraciones que nunca se acercarían a lo que fueron en realidad. ¿Valía entonces la pena vivirlos?, ¿y si la vida era entonces una colección de vagos recuerdos que finalmente terminarían consumidos por la muerte? ¿Cómo lograr la trascendencia? ¿Cómo vencer el olvido? ¿Cómo lograr la permanencia en el tiempo? Esas preguntas vinieron a mi mente una mañana mientras caminaba rápido por la calle tratando de conseguir una pastilla para el dolor. ¿Qué hacer entonces? Mientras pagaba las pastillas y pedía un vaso de agua en la farmacia para tomarlas allí mismo, decidí que viviría lo mejor que pudiera, trataría de no hacer daño a nadie y empezaría a escribir de una vez por todas, porque era lo único que podría hacer para permanecer en el tiempo. Comenzaría con la historia del tío abuelo que se suicidó.  
“El día que Eugenio decidió matarse, desayunó caldo con arepa y le regalo a su hermana un pedazo riel como recuerdo de su trabajo como ferrocarrilero” Así comenzaba el cuento. No escribí mucho más que eso. Mi carrera universitaria se encontraba en su fase final y la tesis me estaba demandando mucho tiempo. El día que pregunté a mi abuela por la historia de su hermano, se rehusó a hablarme de ello solo argumentando “ese fue un pecado muy grande y es mejor ni siquiera acordarse de eso”. Me regaló sin embargo la única foto que se conservaba de él “guárdela bien” me dijo, y entendí ese gesto como agradecimiento por atreverme a pensar de nuevo en alguien que todos creían olvidado.
¿Recuerdas la noche que me contaste que te daba miedo el silencio? él y yo permanecíamos sentados en la banca de un parque solitario, tomando unas latas de cerveza tibia que había robado de la tienda de su mamá. Tenía mi edad, también estudiante de la universidad, también conocido por casualidad. Sí, le respondí. Recuerdo también que mi mamá contaba que de niña le pedía hacer silencio para escuchar mejor a mis amigos imaginarios y que ella pensaba que en realidad yo estaba poseída por los viejos espíritus que habitaban la casa. La casa, la vieja casa de las goteras, donde las ratas salían de los caños y había un loro en el patio. La del grafitti en la fachada que nunca se pudo borrar y cuyo autor anónimo fue insultado durante dos generaciones.
Alguna vez pensé que envejecería en esa casa ¿sabes? ¿En cuál casa? En la casa de mi infancia, era una casa fea pero cuando uno es niño se aferra a lo que tiene y cree que es lo único que va a tener siempre.
El día que terminé mi carrera decidí que nunca la ejercería. El título de abogada fue colgado en la sala de mi casa como un regalo para mis padres que me costó seis años conseguir. Tres fotos con un feo vestido negro escogido por mi madre adornaron la mesa de la sala hasta que fueron reemplazadas por fotos de bebés y nuevas mascotas. El mismo día que decidí negarme a ser abogada, decidí que tampoco iba a ser escritora.
¿Qué vas a hacer entonces? Me preguntó el chico de las cervezas tibias, que siempre robaba de la tienda y escondía durante horas en el bolso hasta que nos encontrábamos.  No sé, le respondí. Para ser escritora se necesita talento y sé que no lo tengo. ¿Entonces te vas a ir de mochilera vendiendo manillas de ciudad en ciudad? No, para hacer manillas y venderlas también se necesita talento y yo lo único que se hacer son barquitos de papel para las tardes de lluvia. En ese preciso instante volví a pensar en mí como la mujer cuarentona y triste, la imaginé con su pelo largo y un cigarrillo en la mano, sola en un cuarto que pagaba por días, mirando por una ventana la lluvia mientras hacía barquitos de papel. Esa imagen bastó para deprimirme durante varias semanas.
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reshiiii · 2 years ago
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Helloo!!! Beatrix Potter, Edna St. Vincent Millay, John William Polidori? Have a nice day!!! 🌸🌼💐🏵️💐🌸🏵️💐🌸
Beatrix Potter: do you like reading inside or outside?
If the weather is good, I like to read in our garden (and the outdoor cats will almost always come to cuddle :3:3), but I usually fall asleep if I'm laying on the sun 😅
John William Polidori: What was the last book you finished?
It was either Fahrenheit 451 or Jozova Hanule and I can't say which one for sure. I think it was Jozova Hanule. (pls go read it it's so good. And if you're there, go read Smrť sa volá Engelchen. It's 👌🏻👌🏻)
Edna St. Vincent Millay: Do you have a favorite poem or one you can recite?
You're in for an answer way longer than you wanted. So. Žltá Ľalia, Mor ho (+ sprostonárodné verzie, ofc), I think everyone knows there. Oh, and Marína. But!
Je miesto, tam, kde chodník končí sa,
a skôr ako sa začne ulica,
kde rastie tráva, bielučká a mäkká,
a prúdi slnka šarlátová rieka,
kde mesačný vták po ďalekom lete
si odpočinie vo vánku a mäte.
- Shel Silverstein
It was featured in one of my favorite books (Inkheart) and I just hold it dear even if I've grown out of the book.... I should reread it...
I love Mr. Koza's translation of To his mistress going to bed (John Donne). He recited it on Zabudnuté remeslá (medieval craft festival, last summer) and it was beautiful. The original is way too.... rough? The translation was just better imo, sorry
Then ofc there's Jorge Manrique and Coplas a la muerte de su padre (so good), Mientras po competir by Góngora, GUSTAVO ADOLFO BÉCQUER so good. LXVI is a must. Bujías and Para vivir no quiero by Pedro Salinas. Federico García Lorca!!!!! Romance de la pena negra, Verde que te quiero verde! El Romancero gitano!!! Si mi voz muriera en tierra and Los ángeles muertos by Rafael Alberti. Luis Cernuda! Si el hombre pudiera decir lo que ama! Donde habite el olvido! (that's.... Bécquer and Carnuda, 2in1) I like these and many, many more.
And the soliloquio de Segismundo from La vide es sueño. That one I know from memory.
I live and breathe for some of the slam poems and the works of my friends (so!!!! Good!!!! Unbelievable!!!! Just. So good. Much wow.)
I can recite only a hanful, like those I've already said, Mrcina and maybe some of my own works, but we're not going to talk about those👌🏻
THANK YOU for asking and hope you have a nice day! 🍃
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claudiaphuego · 2 years ago
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1.
Estoy en la casa en la que me crié y pasé los primeros dieciocho años de mi vida. Hay algo en el oxígeno pampeano que me sobresalta y hace cosquillas ahí donde me duele. 
Me gusta, me hace gracia y me pregunto
¿Será el recuerdo intenso de la soledad de sentirme la única rara en todo el pueblo, mejor dicho en el mundo y no exagero, porque así se sentía cada vez que los activistas de lo normal mutilaban las ideas que querían viajar más allá de mi pensamiento, lejos de la depresión geográfica o pozo de tristeza en el que se emplaza esta comarca de la desesperanza? 
¿Será la noticia fresca de que mi padre abusó sexualmente, en esta misma casa, de mi mejor amiga, mientras compartíamos cama después de una pijamada, cuando teníamos trece años?
Tal vez los recuerdos de la adolescencia. Caminar las calles del pueblo esquivando las esquinas en donde ranchaban esos adolescentes malos que cuando me veían tenían la obligación moral de decirme o hacer algo para no ser maricones, porque yo era un maricón. Esquivar las piedras. Esquivar las palabras que eran como piedras. Tardar media hora más en llegar a mis clases de inglés o a lo de una amiga porque el camino se transformaba en un laberinto lleno de trampas. Esquivar las trampas. Sudar frío. Caer en la trampa. Llorar a escondidas. Sentir la soledad, otra vez.
Me encuentro sentada en el comedor, por la ventana se ve el río, que está justo al frente, cruzando la calle. Río Colorado, dicen que se llama así porque antes era de ese color, tenía mucha arcilla dicen, pero cuando construyeron no se qué represa río arriba eso se esfumó, y ahora el agua que a veces parece negra, tal vez por las manchas de hidrocarburos, perdió todo el color que solía tener. Me gusta pensar que la naturaleza se acopla al entorno que la habita, la acromatopsia del agua no es más que un reflejo de la humanidad que habita a su alrededor: insípida, desteñida, triste, añeja, contaminada y podrida. Sí, soy una resentida.
Ahora tengo casi veintitrés y la capacidad de no solo recordar con rencor las heridas del pasado, cicatrices que entiendo también son parte de mi y las acepto, sino también de visualizar aquellos refugios en los que me pude resguardar, pequeños oasis que supe construir para sobrevivir, para incubar y no dejar morir a esa que era yo, que estaba en mi interior, pero durante dieciocho años no tuvo permiso de salir, lo eligió, no existir, esperando el momento adecuado para (re)nacer.
Esas reminiscencias que diluyen lo amargo de la memoria y suavizan la pena. Poder razonar que lo que pasó también fue el pie para lo que sucede ahora, que aunque tenga sus defectos, me agrada bastante. Pisar este territorio me llena angustia pero también me reconforta, me fortalece y me pregunto:
¿Será el recuerdo nítido de esos mediodías de verano en los que me quedaba sola? Mamá y papá trabajaban. Yo de vacaciones. En la habitación de mi madre había encontrado un par de stilettos negros y viejos que me recordaban a los que usaban los bailarines del videoclip de Alejandro. Abría de par en par las ventanas que dan al río, lleno de gente metida en el agua. The Fame Monster a todo volumen. El comedor tomaba forma de escenario y pasarela. El techo de chapa, que hervía calentando toda la casa, se transformaba en el fervor del estadio, los reflectores que me apuntaban hacían brillar las gotas de sudor en mi rostro, y me seguían, mientras bailaba recorriendo el espacio como entrando en un trance, sin dudar un movimiento de cada sonido en Bad Romance al mismo tiempo que saltaba, giraba, caía al suelo, I want your love and I want your revenge, I want your love, I don’t wanna be friends y Lady Gaga era yo y los turros, sentados en la vereda, que después de darle un trago a la caja de vino hacían algún comentario sobre mi performance lo sabían muy bien. Mis little monsters. 
Serán las noches de la infancia en la que dormía en casa de mi tía, familia matriarcal llena de primas, con las que inventábamos juegos de roles. La oficinita o la familia, o jugábamos al elástico, o nos contabamos chismes, o las más grandes nos daban una clase de gimnasia en las que hacíamos sentadillas para poner dura la cola, tan alejada de los varones que me golpeaban con puños y puteadas cuando obligada a jugar al fútbol no podía nunca atinarle a las pelotas, que siempre terminaban golpeándome la cara y hasta el día de hoy me dan fobia, a menos que me golpeen el culo, o bueno, la cara también. 
Tal vez las amigas, cada una de ellas, porque todas fueron las mejores, con las que compartía los dolores y secretos de ser adolescentes, a pesar de la brecha que generaba nuestras diferencias de género y los prejuicios que eso acarreaba en un pueblo. Mariliendras de fuego, que incineraban a cualquier chongo que se pasara de vivo conmigo y cuando salí del closet no reaccionaron de ninguna manera , y esa fue la mejor reacción. El cariño después era el mismo, siempre me habían querido entera, toda, el pack completo de maricón patagónico. 
Tal vez las noches de cinefilia y melomanía, tres o cuatro películas por noche que ordenaba en una carpeta por año desde 1900 hasta el 2014. Discos completos de los más variados géneros que me inducían a viajes introspectivos en los que encontraba un alivio para el estado constante de ansiedad que genera vivir en una jaula. Arte e internet. Un video de susy shock, recitando una poesía que meses después me llevaría a hacer mi primer viaje de verano, a un lugar en el que finalmente me di cuenta de que no estaba sola en el mundo, y el pueblo no era una jaula, sino una instancia burocrática, que tenía que tramitar para poder dejarlo atrás. 
Seguro el amor de una madre que me espera siempre con los brazos abiertos, probablemente la única de todas las razones que me hace volver, que a pesar de no entender muchas de mis ideas que le parecen de un exotismo incomprensible, hace fuerza por aprender. Bichos raros nos dice a mi y a mi novia mientras nos ve sentadas en la mesa charlando sobre temas que le parecen tan ajenos. Pero me gustan estos bichos raros nos dice y nos abraza como tratando de ponerle límites a nuestro dolor. Tal vez porque sabe lo que es el dolor, habiendo vivido ella desde temprana edad tantos sufrimientos que la marcaron, lesiones llevadas a cabo por lo general por hombres malos o por otras personas que también sufren, y tienen su génesis en los horrores sistemáticos de la humanidad. Capaz otro día tenga la oportunidad de contárselos. Tal vez porque aunque nos separen un océano de diferencias irreconciliables, y cuando era adolescente nos hayamos matado tanto porque ella no entendía que yo estaba lastimada y yo no entendía que ella tambien, y ahora tengamos concepciones de la vida totalmente opuestas, nos une algo tan fuerte como compartir el haber vivido durante mucho tiempo de nuestra existencia, una gran represión.
Estoy acostada en la cama de la que fue mi habitación, los primeros dieciocho años de mi vida. A un lado mi novia, princesa que siempre me acompaña, al otro lado, mi primer peluche, que mi mamá hace unos días sacó de uno de sus armarios y no lo puedo dejar de abrazar, cada vez que le miro a los ojos, encuentro en sus tremendas pupilas de plástico dilatadas, un poquito de paz. 
Cada viaje es un reencuentro
un enfrentamiento
a veces, un crecimiento
revisar dónde quedó la herida abierta
para suturar.
Mi nombre es Claudia Phuego
y un Phuego, no es cualquier fuego.
Esto no es una autopsia 
Es una cirugía, a corazón abierto.
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madneocity-universe · 3 years ago
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The Heart Break Hotel: Palm Dreams, by (npc) Theodora “Theo” Water. Earth four, college line. 
Song: Palm Dreams, Hayley Kiyoko. 
Quando se mora no berço oficial onde histórias icônicas e clichês nascem e são criados todos os dias, é impossível não acabar se encontrando vivendo um deles. E, não muito diferente da maior parte das pessoas que nasceram e moram em Los Angeles, a minha vida também parecia ser algum tipo de roteiro de filme barato que ia acabar sendo aclamado pela mídia depois de uns anos, tipo Crepúsculo ou Um Sonho de Liberdade. Eu sou fruto de um clássico, daqueles que sempre enche a sala de cinema numa terça a noite com adolescentes histéricas e mães que curtem um romance meio dramático. Garoto conhece garota no ensino médio, garoto se torna aquilo que os pais querem, se casa com a garota contra a vontade deles, garoto ajuda garota a realizar os sonhos dela, o casal jovem então tem uma filha - eu, eu, eu! -, casal amadurece e alcança coisas, constroem uma casa, garoto começa a se perder nele mesmo, garota acha melhor que ele vá embora pra proteger o que ainda restou do amor dela e a pequena eu, garoto some e começa a enviar um cartão de aniversário e uma nota de cem dólares todos os anos com um único endereço, garota começa a se perder nas contas e não consegue lidar sozinha, garota conhece o bad boy e ele parecia ser a solução de tudo, mas só por uns dez anos. Foi quando o meu pesadelo começou e quando, provavelmente, o publico começou a deixar a sala de cinema aos prantos, chocados com a reviravolta ou o quanto a protagonista estava prestes a se quebrar e soluçar de medo e dor a cada dois segundos de tela com o rosto de boneca dela. É claro que, talvez por estarmos em Los Angeles, eu talvez esteja soando um pouco dramática, talvez melindrosa, mas posso afirmar com todas as minhas forças e partes do meu corpo que o dia que ele chegou, foi como se a peste negra tivesse se alastrado na nossa casa e na única fonte de renda que a minha mãe tinha.
Meus irmãos caçulas... Eram um alivio, tipo um brinde de um Mc Lanche Feliz cheio de radiação e mofo. O brinquedinho novo, colorido e inofensivo que não tinha culpa de absolutamente nada, principalmente se o que tinha gerado eles era podre e ruim. Eles me inspiravam a continuar. E a não acertar uma pá de jardim na cabeça do pai deles. E... Então, quando eu me formar, vou ser boa e capaz o suficiente pra projetar as casas mais caras e bonitas dessa cidade, e depois do país e depois do mundo. - Eu precisava ser paciente, as vezes me fingir de surda e sonsa, mas eles valiam a pena. Tanto a pena. - Mas, antes, vou construir um castelo para você e um forte para o George. - Eles eram únicos, preciosos, um milagre no meio de um apocalipse pessoal e que só se tornava meu e real quando eu entrava do portão pra dentro de casa. - E não vai existir nada que possa alcançar ou ferir vocês, porque eu sou esperta, e vou inventar portões mágicos e super altos onde os monstros nem vão tentar passar, porque sabem que é um trabalho meu e ninguém pode comigo. - E não existia nada que eu não pudesse fazer por eles. Nada que eu não pudesse esperar por eles. E quanto a nossa casa dos sonhos? - Observei a menor se encolher nos cobertores, podia sentir a cabeça do outro surgindo na beliche de cima e nem precisei me voltar a ele pra saber que nos olhava agora um tanto curioso e esperando uma resposta pela mesma pergunta, apesar de não tê-la feito. É a minha promessa pra mamãe. - Respondi como se fosse óbvio, dando de ombros, ignorando as vozes começando a ficar mais altas no andar de baixo. - Ela ainda vai ter janelas altas e um jardim maravilhoso, vou me certificar de ter um campo enorme por perto, porque nós sabemos que ela ama flores e... Ah, é, precisa ser enorme, pra ela poder encher de bichinhos, como se fosse a Branca de Neve. - Pontuei, gesticulando com as mãos como se analisasse um projeto, um tanto séria, mas só pra eles terem alguma certeza que estávamos falando de um negócio real ali, e eu tinha certeza que eles nem tinha notado o som do vidro quebrar, só alguns degraus nos separando daquilo. - Um dia vou conseguir construir ela e tirar todos nós daqui e eu prometo que não vou deixar o bicho papão entrar.
E, como todo drama digno de pelo menos 80% de crítica positiva, tinha um vilão. O Bicho Papão. O cara pai dos gêmeos, o cara que prometeu um mundo pra minha mãe, mesmo que eu estivesse sempre lá e fosse filha de outra pessoa, o cara que espancava ela todas as noites sob as luzes de neon do nosso café e se certificava que nenhum de nós três teria coragem o suficiente pra mudar isso, só medo de ser o próximo. E, aqui, começa o meu filme de verdade, a porra da minha vida horrível e com mais problemas do que uma universitária da UCLA poderia dizer. Aqui, um chá verde com doze gotas de adoçante e leite desnatado, acompanhado do pedaço mais bonito de bolo de nozes sem lactose e sem gordura, porque foi o que o médico receitou e a senhora não tem mais idade pra brincar fora da linha. - Garçonete gentil e a melhor barista da região durante a maior parte do dia, mas eu nunca reclamei. Afinal, todo mundo começa de algum lugar, eu meio que sentia orgulho de sair dali. Nem todo mundo começa a porra da história ganhando uma herança milionária ou o coração do crush, meus caros. - E cuidado pra não se queimar, não consertaram a maquina das bebidas quentes e parece que o próprio satã tem fervido a água. E um simples obrigada e um sorriso eram o suficiente pra suportar a maneira suspeita e nojenta que ele me olhava do outro lado do salão atrás do caixa, fingindo, como sempre, ser o cara legal, mas, eu tenho certeza que vocês espectadores, sabem bem que tipo de pessoa ele é. E eu sei que estão muito decididos a deixar a sala também, mas eu prometo, a minha vida é melhor do que vocês podem imaginar.
Pelo menos na parte em que sou a melhor aluna na UCLA, no curso de arquitetura, em cima de uma bolsa. E ninguém nunca desconfiou que meus projetos com caixas de leite e coisas do lixo não eram bem atividade limpa, mas porque eu não tenho e nunca vou ter, até me formar, condições de bancar as coisas certas. Eu tenho amigos legais e que me levam pra todos os lugares; sejam festas, dias na praia, universos paralelos dentro de conversas complexas onde eu não sou eu e não faço as coisas como eu faço e pra longe de toda a tortura que é ser eu, as vezes. Se eles sabem...? Acredito que eles tem certeza que nem o mais persistente dos bandidos atormentaria a mesma pobre alma e deixaria hematomas nela tantas vezes, mas nunca perguntaram, eu também nunca comentei. Deixar eles saberem significa problemas pra eles também e não sei se posso ser um escudo desse tamanho, uma vez que aquilo era só o resultado de proteger os gêmeos e, quando eu conseguia, a minha mãe.
Quase no meio da nossa história, eu preciso informar, pra que continuem interessados. Eu sou uma garota boa. Legal, sim, mas sou uma pessoa boa. Minha mãe me ensinou isso. A ser gentil, boa, nunca abaixar a minha cabeça e ser uma mulher direita e dona de mim mesma. Era isso que ela sempre me dizia, quando o leite acabava ou ela tinha que fazer outras coisas pra pagar a escola do outro lado da cidade porque não queria que eu ficasse na infernal nos arredores do nosso subúrbio. A minha vida toda, fui uma pessoa boa, e ela sempre garantiu que eu continuasse sendo uma; me escondendo dele, tomando a minha frente, fingindo que ela não se importava, e continuando com aquilo, porque precisava me criar, e agora aos gêmeos, e garantir que eles não ficariam com tanto medo e sozinhos como eu tinha ficado milhares de vezes quando tinha a idade deles. Eu sou uma pessoa boa, mesmo que pense em matar aquele cara todo santo dia e fugir com o que restou da minha família. Eu sou uma pessoa boa, mesmo que as vezes me envolva em um trabalho ou outro de entregar drogas ilícitas dentro da faculdade porque minha irmanzinha precisa de um tênis novo. Eu sou uma pessoa boa, mesmo que pense que não sou o suficiente e que as coisas ruins só estejam acontecendo porque eu não sou tão boa assim. Eu sou uma pessoa boa, e gostaria que não desistisse de mim agora, quando estamos prestes a terminar o filme. Não a minha vida, mas essa pequena introdução dela. Quando eu não sou nenhuma das garotas que eu citei lá em cima e ninguém me acha muito especial, mas a coisa que deixa ele com mais raiva, sempre. Eu tinha meus fones nos meus ouvidos, repetindo todo o último álbum do HAIM no meu celular enquanto ele não me abandonava, e a minha vontade era de abandonar aquele projeto também, mas tinha finalmente conseguido fazer com que meu Empire State de caixa de pasta de dente se firmasse na maquete e o corredor do nosso prédio tinha se esvaziado com o passar do tempo, e eu não tinha tido o suficiente. Sabia que o Bicho Papão provavelmente estava jogado em sua poltrona amaldiçoada, com muitas latas de cerveja em volta dele, como um círculo divino, e ele não me incomodaria e nem mais ninguém. Até ele surgir, uma figura quase diabólica, na porta aberta no final do corredor. Só existia uma escuridão atrás dele, uns flashes de luz da TV pra deixar tudo mais um terror indie, enquanto ele saia daquele ponto lentamente, se arrastando como um zumbi, um dedo apontado na minha direção, a boca entre derramar saliva e gritar alguma coisa que eu não conseguia ouvir, graças ao último volume no pre chorus de Falling. E mesmo com ele pairando sobre mim, destruindo meu Empire State debaixo de seus pés mais rápido do que o King Kong conseguiu, eu ainda não tinha coragem de tirar a música e ouvir todas as atrocidades e porcarias que ele estava dizendo enquanto destruía três meses do meu melhor trabalho da faculdade com todo o seu ódio, fúria e raiva. Vaca, vaca, vaca, vaca. Uma vadia como a sua mãe. Uma drogada como o seu pai. Se acha melhor por andar com as pessoas do outro lado da cidade e ir pra faculdade? Se acha melhor por fazer essas merdas? Gostaria de não ter aprendido a ler os lábios dele, mas era o meu mecanismo de defesa. Uma palavra após a outra, sempre na mesma sequência e tempo, e ele pausava quando ia terminando o discurso, até chutar a maquete para longe, se calar, ficar imóvel por alguns segundos, e era o meu estopim para correr para qualquer lado e lugar, ou então seria o meu fim ou teria mais uma costela quebrada. Eu vou pegar você, eu vou pegar você, eu vou pegar você. Eu vejo tudo. E bam. Sinopse de Theo and The Palm Dreams Part 2: Na segunda-feira, eu vou dizer que meu resto de Ipod foi roubado e o cara queria muito a minha playlist, por isso... O estrago todo.
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aniram-lynx · a year ago
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Raining In My Heart
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☂ Yuri on ice
☂ Yuuri x Víctor | Secundaria: JJBek - YuBek
☂ Género: Omegaverse | Drama | Romance | Escolar.
☂ Capítulo 31.
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A mediados del mes de noviembre, los exámenes nos amenazan. Menos mal que estuve estudiando como nunca antes en mi vida y no me siento inseguro de lo que contesté. Incluso el profesor de biología me felicita por haberme esforzado como debe de ser. 
En el examen de geometría, soy el primero en salir. Me siento orgulloso por mi maravilloso desempeño. Camino con alegría para reunirme con Yurio en la biblioteca, pero parece que al destino le gusta jugar conmigo. 
Lo encuentro recargado sobre la pared a un lado de la biblioteca, con esa pose demasiado sensual que me hace suspirar. Su perfecto cabello peinado hacia atrás para lucir su frente y ojos color caramelo. Trae puesta la bufanda azul que le regalé hace meses y su chaqueta de cuero negra, abierta para mostrar la playera blanca totalmente lisa para mostrar su bello pecho. De pantalón trae unos de mezclilla, ligeramente rotos de las rodillas y sus botas negras de cuero. Sus manos yacen dentro de los bolsillos de la chaqueta y sobre el hombro izquierdo se ve la correa de su morral. 
Al verme cerca de él, sus ojos se alumbran como si fuera lo más preciado y valioso de su vida. Se acerca lentamente a mí sin sacar las manos de sus bolsillos. Mi corazón comienza a latir frenéticamente viéndolo con el rostro serio y dolido, arrepintiéndose de todos sus errores que ha cometido en nuestra relación.
—Hola, Víctor —hace días que no escuchaba su voz.
No quiero doblegarme frente a él, sé que soy fuerte y que sea lo que me pida, debo negarme.
—Hola, Yuuri —contesto con frialdad.
—Por fin que te encuentro separado de Yurio —dice con una pequeña sonrisa.
—Al menos ya no estas ebrio para venir a buscarme. 
Frunce el ceño como si lo hubiera ofendido, a veces olvido que él no se acuerda de nada bajo los efectos del alcohol.
—Como sea, quiero hablar contigo.
Por más que trate de arreglar las cosas, el daño ya está causado y no hay manera de borrarlo y volver a comenzar las cosas.
—Yuuri, lo que me tengas que decir ya no es válido. Cualquier argumento que quieras decirme, no me hará cambiar de decisión.
—Sí, pero Victor, tienes que escucharme. Te lo pido por favor —suena más a una súplica que a una petición.
—Lo siento Yuuri. Ya no hay marcha atrás.
Una lágrima amenaza en salir de sus ojos, no, no puedo doblegarme. No ahora. Aprieto los puños y oculto mi corazón para que no pueda sentir la necesidad de abrazarlo y perdonarlo.
—Por favor, Víctor.
Un poco más y él se inclina frente a mí, trato de quitármelo de encima, pero sus brazos me atrapan impidiendo que me separe de él. Yuuri comienza a sollozar en mi oído. Me muerdo el labio para no llorar frente a él. 
—Víctor… Te… te necesito, perdóname por haberte causado tanto daño… yo… no quiero separarme de ti.
Si sigue así me va a convencer por completo y caeré en sus redes nuevamente. No Vitya, ya no puedo hacer esto. Mi corazón está completamente roto y no hay quien lo pueda sanar, ni siquiera yo mismo. Tomo valor para tomarlo de los hombros y separarlo de mí de inmediato.
—Lo nuestro se terminó, entiende. Tú la escogiste sobre mí y es ahora con quien debes de estar. ¿No es así?
—No Víctor. Yo te amo. 
Me levanto del suelo, sacudiendo mi pantalón. Yuuri permanece arrodillado frente a mí y enseguida toma una de mis manos. 
—Por favor.
—Levántate Yuuri, ten un poco de dignidad. 
—Si Yuuri, levántate. No vale la pena rogarle a un tonto omega común y corriente —dice una tercera voz.
Buscamos al aludido, un chico de espaldas anchas y con aspecto de buscapleito. Tiene mejillas regordetas y las cejas muy pronunciadas. En cuanto Yuuri lo ve, se levanta del suelo y cambia su semblante a seriedad. 
—No es de tu incumbencia, Nishigori —gruñe Yuuri.
—Tranquilo, solo vengo a decirte que tu novia te busca —sonríe el aludido.
Pongo los ojos en blanco y decido separarme de la escena. Yuuri me mira, queriendo decirme algo con la mirada, niego con la cabeza y entro a la biblioteca.  
Busco un rincón en el que me pueda esconder y llorar en silencio, al fin que la biblioteca está totalmente vacía, como de costumbre. Al encontrar el lugar perfecto, me recargo sobre la pared, resbalandome para poder abrazar mis piernas y comienzo a sollozar. 
Me duele muchísimo. Negarme a Yuuri es lo más difícil que he hecho, ni siquiera entiendo porque tiene que ser así, si él me ama y yo lo amo ¿Por qué debemos sufrir de esta manera? ¿Qué hicimos en nuestras antiguas vidas para merecer esto?
Prometí no llorar más por él, juré que escondería mis sentimientos y no dejaría que provoquen estragos en mi ser, pero he fallado una vez más. Verlo así me doblega y mi lado omega pide a gritos consolarlo y perdonarlo, puesto que lo amo con locura y también lo necesito. 
Se siente como si te faltara el aire y no pudieras respirar, algo te oprime en el pecho y sientes que todas tus fuerzas se van de tu cuerpo. 
Siento una mano colocarse sobre mi hombro y enseguida alzo el rostro para encontrarme con el de un Yurio preocupado.
—¿Qué ha pasado?  
Mis ojos brotan más lágrimas y lo abrazo con fuerza, aferrándome a sus brazos para que consuele mi estúpido corazón. 
—Ya no puedo Yurio, ya no puedo estar como si nada y verlo ahí, acercándose a mí y pedirme perdón. Ya no puedo ser fuerte, me duele mucho. 
—Víctor…
—Te extraño Yuuri, te extraño —comienzo a llorar a mares.
Las manos delgadas de Yurio alzan mi rostro, haciendo que mi corazón dé un vuelco. Se muestra totalmente serio y parece que está decidido a algo.
—¿Y no puedo reemplazarlo? —susurra con suavidad.
Eso no lo esperaba, me deja totalmente helado, sin posibilidad de poderle decir algo. 
—Déjame reemplazarlo.
Por más que parezca un rayo de luz para mí, no puedo aceptarlo. Él está enlazado con su omega destinado, sería traicionar a mi mejor amigo y eso no está bien.
—Te agradezco tu propuesta, pero… no puedo aceptarte… yo…
Una pequeña risa escapa de sus labios, consternándome más de lo que estoy. 
—Sólo era una tonta idea… hay alguien más en mi corazón. Por más que me haga daño… no podré hacer lo mismo. 
Se refiere a Otabek. Escuchar eso me alegra por completo, al menos ya está enfocado en él y no en mí.
—Gracias por entenderme, Yurio.
Besa mi frente y me ayuda a levantarme del suelo. En seguida vuelve a abrazarme con fuerza. No sé cuánto tiempo pasa, pero rompemos el abrazo cuando suena la campana, anunciando la hora de salida. 
Caminamos por los pasillos en silencio, Yurio me acompaña al salón de música antes de ir a nadar. Hacemos una escala al pasar a la cafetería y comprar una botella de agua para cada quien, pero es un gran error hacer esto. Cierta asquerosa zorra está con Yuuri, colgada en él del cuello, al verme, trata de llamar mi atención.
—Esa maldita —gruño.
—No le hagas caso, lo hace para hacerte enojar.
Nos damos la vuelta y esperamos a que nos atiendan. En seguida alguien ajena toma mi mano.
—Víctor. ¡Qué bueno que estás aquí! —exclama Yuko arrastrándome hacia la mesa de personas que no son nuestros amigos, incluyendo al tipo de hace un momento. 
—¡Suéltame! —la empujo.
—¡Hey! ¡Cuidado Nikiforov! —salta una de las porristas.
—Si, no toques a Yuko —dice en forma burlona Lindsey. 
Ruedo los ojos y me separo de todos ellos, en busca de Yurio. De nuevo me arrastran hacia esa mesa.
—¿Qué mierda quieres? —exclamo molesto.
—Tranquilo, sólo quería agradecerte por dejarme estar con Yuuri por fin —dice Yuko con una malévola sonrisa.
—Disfrútalo, no tienes nada que agradecer. Te has ganado el premio de ser la mujer más patética que he conocido —frunzo el ceño.
—¿Qué has dicho? —se hace la ofendida.
—Lo que escuchaste, zorra. 
—Me lastimas, Víctor. ¡Yuuri! ¡Haz algo! 
Busco al mencionado con la mirada y lo encuentro parado cerca de nosotros. Clava sus ojos a los míos, la misma mirada que me dio hace unos momentos. Mi corazón comienza a latir aceleradamente, quisiera brincar a sus brazos y decirle que todo está bien, las cosas mejorarán y saldremos adelante. 
Pero es demasiado tarde.
—Víctor, vámonos —me toma de la mano Yurio.
En seguida los ojos de Yuuri muestran lo dolido que está. 
—No estoy aquí para escuchar tus estupideces —le doy la espalda.
Salgo antes de que la muy imbécil me vuelva a arrastrar con toda la bola de sus retrasados amigos. 
Son tantas emociones para mi estómago que comienza a dolerme demasiado, incluso le digo a Lilia que me deje ir antes de terminar la práctica. Llegando a casa, Masumi me da un calmante para mi pobre estómago junto con un té. Al menos eso calma el dolor y pueda descansar. A Otabek también le dan uno para el estrés, entre trabajo y estudios lo mantienen en constante estrés. 
El transcurso de esta semana fluye demasiado lento que incluso comienzo a desesperarme por completo. No hay día en que comience a molestarme Yuko y Yuuri solo la ignora cuándo trata de molestarme. Un día, para callarla, Yurio me toma de la cintura y deja caer su cabello sobre mi rostro para fingir que nos dimos un beso.
Solo veo como su corazón se rompe a través de sus ojos, mientras que la otra loca comenzaba a gritar junto con los demás por el beso fingido. Por suerte Otabek no está en este lugar.
                           ⊹⊱•••━━━━━━《 ✮ 》━━━━━━•••⊰⊹
El jueves de la penúltima semana de noviembre, Otabek y yo nos quedamos solos para cenar y vemos una película de Marvel, a mi amigo le gusta mucho Iron Man y Thor.
—Mañana no iré a la escuela —dice el aludido.
—¿Por qué me vas a abandonar? —hago un puchero.
—Porque tengo cita en el doctor para pedir más supresores —comenta.
—Eso me recuerda que debo recordarle a papá que debe de llevarme con su colega a pedir más.
El viernes me voy solo a la escuela, estando con Seung Gil en clases y cuando me dirijo a guardar mis libros, aparece una nota en mi casillero pidiendo que vea a la persona en el gimnasio de la escuela al terminar mi práctica. Parece muy sospechoso, Seung Gil cree que puede ser una trampa e incluso Yurio dice que nos acompañará por cualquier cosa.
Me dirijo al salón de música, donde Lilia ya me espera para regañarme por llegar tarde.
—Empieza desde cero Víctor, necesitamos pulir esa técnica —esa mujer sin expresión me va a volver loco.
La canción suena diferente a cuando se la mostré, le dio algunos arreglos y cambio algunas notas, respetando lo más esencial: representa el amor que siento por Yuuri. Si, por más estupido que sea, amo con locura a Yuuri.
Repito la canción un par de veces más y Lilia me deja ir temprano porque se irá con el entrenador de natación. 
Encuentro a Yurio y a Seung Gil para acudir a la cita fuera del salón de música y nos encaminamos.
—¿Estás seguro de que es buena idea? —pregunta Seung Gil.
—Venimos los tres juntos. Nadie te puede hacer algo porque eres el novio del chico periódico y Yurio tiene el mismo título que Yuuri en la escuela —contesto.
Llegamos al lugar citado y no encontramos a nadie. ¿Debía haber estado solo? No, no creo que eso sea necesario. 
—Víctor Nikiforov —escucho una voz ajena en el lugar.
Buscamos por todo el gimnasio y encontramos a una chica sentada en las gradas. Si mal recuerdo, es una porrista y se llama Isabella. Ella se levanta y camina hacia nosotros.
—Trajiste guardaespaldas. Tú muy bien —dice Isabella con una sonrisa.
Nos causa algo de desconfianza, pero verla completamente sola nos deja mucho que pensar.
—¿Por qué me has llamado? —pregunto con seriedad.
—Tengo algo que decirte y es de suma importancia. Me da gusto que Yurio y Seung Gil vengan acompañándote —dice la chica con tanta seguridad que me hace recordar a JJ—. Pero antes, quiero presentarte a un amigo.
De la puerta que da hacia el jardín, se abre y se acerca el chico que molestaba a Yuuri la otra vez. Esto no me gusta nada de nada, pareciera que nos han tendido una trampa.
—Tranquilos, yo los apoyo. No les haré daño —anuncia el que acaba de llegar, incorporándose al lado de la joven porrista—- Me llamo Takeshi Nishigori.
—En realidad nos agradan y hacemos esto por un bien —anuncia Isabella.
Ambos sacan sus celulares y parece que buscan algo en él. Yurio se cruza de brazos impacientemente mientras que Seung Gil mueve un pie.
—Yuko les ha engañado, a todos —dice Isabella sin apartar la vista de su celular—. Yuuri y ella no se han acostado.
Muestra unos mensajes de una conversación, parece el grupo de las porristas donde solo están las tres odiosas, Yuko e Isabella. Yuko habla, dos días antes de que planea tender una trampa para apartarnos de nosotros y que sabe que no me quedaría con Yuuri esa noche.
“… no me acostaré con él, solo le dejaré la fotografía en su celular fingiendo que si lo hicimos. Así El Niño tonto de Víctor lo dejara y será para mi…” 
Entre otras más, diciendo que será el mejor plan que jamás habían elaborado. Después de esas conversaciones, aparece una foto de Yuko tomándose una selfie y Yuuri atrás totalmente dormido y desnudo del torso. Luego aparece otra foto donde ella está dentro de la cama y sonríe malévolamente con el texto abajo “duerme como una gran roca, no puedo moverlo para tomarle una foto desnudo”
—Esa noche, Yuko y yo estuvimos juntos —agrega Takeshi con una pequeña mueca—. Víctor, Yuuri y Yuko jamás estuvieron juntos.
—Entonces… ¿Por qué ese día tú me insultaste? —aún recuerdo su ofensa.
—Para guardar apariencias. Lo siento si te herí —el chico cachetón hace una reverencia.
La disculpa es sincera e incluso me sube un poco los ánimos. No entiendo aún a dónde quieren llegar y cuál es el truco para revelarnos todo esto.
—¿Qué es lo que quieren a cambio? —dice Seung Gil con seriedad—. Porque para revelar esta información seguro querrán algo de nosotros tres. 
Isabella y Takeshi intercambian miradas y sonríen. Algo en manos deben de traer.
—En realidad, queremos pertenecer en su grupo de amistades —dice la chica con una sonrisa—. Ser porrista es una etiqueta que siempre cargare por estar con Yuko.
—Debiste acercarte con Sara, ella es nuestra amiga y pertenece a las porristas —dice Yurio.
—Lo se, pero necesitaba algo para acercarme a ustedes. Y Takeshi… —mira al chico.
—Por desgracia, estoy enamorado de Yuko y he caído en sus redes con trampas y engaños —explica el chico.
Eso sí que es demasiado cruel. Parece que me han quitado una venda en los ojos y puedo ver con más claridad las cosas. Estoy totalmente agradecido por lo que ha hecho por nosotros, mi alma puede descansar tranquilamente.
—Oye, ¿Yuuri lo sabe? —pregunto.
—No, esa parte te la dejo a ti.
Ya veo, esto se pondrá interesante, solo debemos idear un plan. Miro al coreano, quien tiene la mirada siniestra. Algo le pasó por la mente y está a punto de compartirlo.
—Bien, tengo una idea y necesito que ustedes dos cooperen. También necesitaremos ayuda de Phichit y Otabek —concluye Seung Gil.
                        ⊹⊱•••━━━━━━《 ✮ 》━━━━━━•••⊰⊹
Continuará.
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fede-g-l · a year ago
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Romance de la pena negra
A José Navarro Pardo
Las piquetas de los gallos
cavan buscando la aurora,
cuando por el monte oscuro
baja Soledad Montoya.
Cobre amarillo, su carne,
huele a caballo y a sombra.
Yunques ahumados sus pechos,
gimen canciones redondas.
Soledad, ¿por quién preguntas
sin compaña y a estas horas?
Pregunte por quien pregunte,
dime: ¿a ti qué se te importa?
Vengo a buscar lo que busco,
mi alegría y mi persona.
Soledad de mis pesares,
caballo que se desboca,
al fin encuentra la mar
y se lo tragan las olas.
No me recuerdes el mar,
que la pena negra, brota
en las tierras de aceituna
bajo el rumor de las hojas.
¡Soledad, qué pena tienes!
¡Qué pena tan lastimosa!
Lloras zumo de limón
agrio de espera y de boca.
¡Qué pena tan grande! Corro
mi casa como una loca,
mis dos trenzas por el suelo,
de la cocina a la alcoba.
¡Qué pena! Me estoy poniendo
de azabache, carne y ropa.
¡Ay mis camisas de hilo!
¡Ay mis muslos de amapola!
Soledad: lava tu cuerpo
con agua de las alondras,
y deja tu corazón
en paz, Soledad Montoya.
   Por abajo canta el río:
volante de cielo y hojas.
Con flores de calabaza,
la nueva luz se corona.
¡Oh pena de los gitanos!
Pena limpia y siempre sola.
¡Oh pena de cauce oculto
y madrugada remota!
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loffibob · 5 months ago
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FEDERICO GARCÍA LORCA LEGACY CHALLENGE
I made a 9 generation legacy based in this spanish poet. Lorca is very important to me and i thought it would be fun to share it with you!
Generation I: Romance de la luna, luna
You are a vampire who has spend centuries in their mansion alone, hiding from the sun. But you get tired of that and decide to recover your humanity.
Rules:
Your sim must be a vampire with the weakness Thin Skinned at the max level.
You have to make The Ultimate Vampire Cure —at a bar— and drank it, in order to became human again.
You can't marry or do any romantic interactions until you recover your humanity. However, you can adopt your kids.
You must have two kids at least.
Your first born will die before they become a young adult.
Generation II: Preciosa y el aire
You always thought that your oldest sibling will be the one carrying the family legacy, but when they die you suddenly have a responsability that you didn't want.
Rules:
Your sim must have the noncomittal and hates children traits.
You will only have one child. You can adopt him.
You must leave your spouse as soon as you have the kid.
You will not take care of the child or speak too much to him (until they are teens).
Generation III: Reyerta
Your parents didn't care about you that much and you were forced to misbehaved to get their attention. As an adult, you are a criminal with a lot of daddy/mommy issues and want the best for your kids.
Rules:
You must reach level 10 of the criminal career.
Generation IV: Romance sonámbulo
You care a lot about your children. Reach level 10 of Parenting skill.
Marry someone older than you.
You are a family-oriented sim that started in the criminal career, but love will change your path...
Rules:
Generation V: La casada infiel
You start the criminal career. At some point, you fall in love with a detective. You change your job for them.
Just before you can marry that person, you are killed by one of you ex coworkers.
You didn't want to marry because the tragic story that your alive parent told to you. But because of *whatever* you have to.
Rules:
Marry very soon.
Cheat your spouse multiple times but never divorce.
Have the noncomittal trait.
Complete the serial romantic aspiration.
Generation VI: Romance de la pena negra
No matter how hard you try, yo can find your charming prince/princess/monarch. Will happiness ever appear in your life?
Rules:
Never date anyone or marry.
You have the gloomy trait.
Generation VII: La casa de Bernarda Alba
You didn't receive much love as a child, because your parent was very busy finding their true love. You care a lot about tradition.
Rules:
Have the evil trait.
Marry one time, have a kid. Then your spouse dies. Marry a second time, have four more kids. Then your second spouse dies. You will dress all black and never leave the house.
Your kids will have to return home at a certain hour. If they pass that hour, your heir will find that they scape and they will have a punishment (for example, 1000 simoleons less from the household funds).
Your kids will fight over a sim and one of them will die.
Generation VIII: Bodas de sangre.
Your childhood was a tragedy. You hope find love with your marriage, but when your ex returns home, your heart will be split in two.
Rules:
You will leave your fiancee at the altar and run away with your ex.
Your ex and your exfiancee will be nemesis (In theory they should die, but too much death).
Generation IX: Yerma
You desperetly want to be a parent, but the sim you love can't give you biological kids. That's how the legacy ends, because you are faithful and don't want to leave them.
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megaluzdelabismo · 7 months ago
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Romance de la Pena Negra
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