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somicchamelluar10 · 4 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 43  :
 ARTHUR
 — Precisamos conversar.
— O que foi agora? — bufei levantando-me e fui para a sala.
— O Congresso vai lançar seu nome para a Presidência do Senado.  Você precisa estar lá — bufei, jogando-me no sofá com um copo de whisky nas mãos.
— Quando precisarem de mim eu estarei lá.
— Nada disso. Você está passando dos limites.
Sempre foi um político responsável e por isso chegou onde está.
Se é Lua Maria que lhe aflige, pare de beber e use essa mente para funcionar, indo buscar sua mulher — meu pai entrou na sala furioso tirando o copo da minha mão.
— Eu não sei mais onde procurá-la — disse cansado, abaixando minha cabeça entre as mãos.
— Você sabe. E Lua está te esperando.
Fechei meus olhos mais uma vez, tentando encontrar algo que pudesse me fazer lembrar alguma pista e um de nossos banhos me veio à cabeça.
~~--~~~~
— Olhe a boca, primeira dama.
— Me coloca no chão, eu vou morrer afogada aqui de cabeça pra baixo — gargalhei gostoso.
— Escandalosa — dei-lhe um selinho. — Amo você.
— Mais eu não — fez charme, sendo agarrada pela cintura.
— Não minta — foi sua vez de gargalhar.
— Eu amo, seu chato! — enlaçou seus braços em meu pescoço, beijando-me apaixonadamente.
— Amor, quero conhecer Sumas— sorri beijando sua testa.
— Quer conhecer a cidade natal do meu avô?
— Sim. Seria muito bom para as pesquisas do livro conhecer a cidade onde o Clã dos Scott foi  iniciado.
— Seu desejo é uma ordem, princesa, nós vamos à Sumas.
— Obrigada, amor — nos beijamos mais uma vez.
~~--~~~~
— É claro! — sorri orgulhoso da minha descoberta
— Lua está em Sumas.
— Como assim Sumas? — meu pai e Ethan se entreolharam confusos.
— Ela me pediu para conhecer a cidade natal do meu avô para complementar sua pesquisa — sorri, levantando-me.
— Ela só pode estar lá.
— Sumas... Interessante — Ethan sorriu.
— Está esperando o que para ir atrás da sua mulher e trazê-la de volta?
— Nada, pai, já estou indo — saí em direção à porta.
— Ethan, acione o jato e avise Jonathan e Tim — disse empolgado.
— Onde você pensa que vai nesse estado, posso saber? — minha mãe disse voltando da cozinha.
— Mãe, estou indo atrás da minha mulher — a peguei no colo, rodopiando-a pela sala, fazendo com que ela alargasse seu sorriso por me ver feliz novamente.
— Você precisa de um banho antes. Se Lua encontrar você nesse estado não vai reconhecê-lo — Emma disse carinhosamente, enquanto me levava para o segundo andar, mas ainda tive tempo de ouvir Ethan levar uma bronca do meu pai.
— É isso aí, Chefe. Só o senhor para colocar o meninão na linha — George o fuzilou e devolveu.
— Acho que seu patrão lhe mandou organizar uma viagem, McCartney — sorriu secamente.
— O que está esperando?
— É para já, Governador — disse indo direto conversar com Jonathan, que pelo jeito já esperava na sala.
Com tudo devidamente arrumado, pedi que meu Chefe de Segurança fizesse contato com as pousadas de Sumas para saber onde eu poderia encontrar minha princesa.
Depois de alguns telefonemas, já dentro do jato, a caminho da cidade do meu avô, não encontramos nenhum registro com o nome de Lua nesses locais. O que me fez bater forte na mesa improvisada à minha frente.
— Não pode ser. Ela está lá, eu tenho certeza — urrei, levantando-me.
— Senador, não poderia a Senhorita Stevens estar usando um nome falso para não ser reconhecida? — voltei meu olhar para Jonathan tentando entender o que ele dizia.
— O senhor não teria nenhum nome para procurarmos?
Não tinha pensado naquela possibilidade, porém que nome que ela escolheria para ao mesmo tempo não ser reconhecida, querendo que eu a encontrasse?
~~--~~~~
— Mônica Lewis? — perguntei enquanto ela nos levava de volta para a enorme suíte, já conhecida por nós dois.
— Não quero me preocupar com quem vai nos ver saindo daqui amanhã. Apenas me concentrar em lhe proporcionar o máximo de todos os prazeres — empurrou meu corpo para uma poltrona, se dirigindo a um aparador próximo à porta, apertando um controle remoto, ligando o som ambiente do quarto, onde Beyoncé explodiu nas caixas de som.
~~--~~~~
— Lua, Lua... Que quebra cabeça , princesa! — sorri voltando para a mesa.
— Procure por Mônica Lewis.
— Ok, senhor.
Descobrimos que Lua, quer dizer, Mônica, estava hospedada em uma pousada simples no centro da cidade, intitulada Pousada da Ana.
Desembarquei indo direto para o local indicado por Jonathan, que também havia alugado um carro que já estava à nossa espera.
Apesar do pequeno trajeto ainda tive tempo de repensar em tudo que Lua me disse na carta.
Ela estava usando um nome falso, porém o que havia dado no Hilton em um dos mais intensos finais de semana das nossas vidas.
Como escreveu, estava me esperando e mesmo demorando muito para perceber isso, a resposta esteve dentro de mim o tempo inteiro.
E nem os melhores agentes, ou soldados do Pentágono a achariam, somente eu podia fazê-lo.
Cheguei à pousada indicada pelo endereço e entrei, sendo recepcionado por uma senhora aparentando ter seus cinquenta anos.
— Boa tarde!
— Boa... Boa tarde! Senador Scott? — sorri do deslumbramento que Lua dizia que causava às pessoas.
— Sim sou eu e a senhora?
— Ana, a dona da pousada — disse envergonhada, mais um dos meus efeitos.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 55  :
 LUA
 Apenas me acalmei quando ouvi a porta sendo destrancada e ele me chamando.
— Princesa.
O que aconteceu, será que estava sonhando?
 ARTHUR
 Os três dias longe de Lua não estavam sendo fácies.
Mesmo assim, não poderia deixar o trabalho que sempre almejei de lado. Isso não era o que eu queria e muito menos o que minha princesa desejava.
Por isso, ao voltar para Washington me empenhei ao máximo para que todos os planos do alavanque da minha carreira nas próximas semanas estivesse preparado.
Trabalhei duro no Capitólio nos últimos meses para conquistar essa nova marca na minha carreira, a de Presidente do Senado.
Estava praticamente tudo acertado para minha posse.
Em poucos dias subiria mais um degrau na minha jornada política, orgulhando a todos, desde meus familiares, meus eleitores e principalmente minha mulher.
Seria o Presidente do Senado mais novo de toda a história política dos Estados Unidos.
Pois com apenas trinta anos, daria o passo que me deixaria a poucos metros do topo, a Presidência do meu país.
Como sempre, dei meu sangue para que a confiança depositada em mim fosse completamente satisfatória para quem me colocou acima de todos para governar.
E com os ensinamentos de Lua, me mostrando que nós, comandantes de uma nação, precisávamos ter em mente que o maior beneficiário teria que ser sempre o povo mais humilde, chegaríamos juntos à Casa Branca.
Logo depois dos meus compromissos na Capital, ainda tive que passar em Nova York, para uma reunião importante com meu pai e a equipe que está tomando conta do caso de Ryan e Raquel e aquela reunião não foi fácil.
— Não podemos mais esperar, Arthur, o cerco já está fechado, temos tudo para pegá-los — George disse irritado.
— Não posso correr o risco com Lua do outro lado do país sozinha, pai.
— Traga-a de volta, oras — sorri sem humor.
— Como se você não conhecesse sua nora.
— Arthur, esperaremos até sua posse no Capitólio, logo depois entregaremos esse caso às mãos especializadas.
— Tudo bem até lá darei um jeito. E como eles estão, normais?
— Não podemos brincar com bandidos, essa é uma operação muito séria que envolve toda a nossa vida política, eles estão monitorados, mas qualquer deslize, você já sabe, por isso não podemos demorar com isso.
— Vou resolver isso o quanto antes, pode deixar — disse preocupado.
Depois da operação feita, a segurança da nossa família teria que ser redobrada.
Não saberíamos do que Ryan e Raquel seriam capazes e meu medo maior era a ligação do nome de Lua às investigações.
Porém deixaria para pensar nisso mais para frente, pois naquele momento só precisava voltar para Sumas e pegá-la nos braços, não aguentando mais ficar um dia sem minha princesa.
Sim, eu era um dependente da porra.
Embarquei logo depois daquela reunião tendo que suportar Ethan me infernizando até ao aeroporto, dizendo que Lua havia me pego de jeito.
Eu só não o mandei embora, porque ele estava coberto de razão. Minha princesa me tinha em suas mãos e não via a hora de chegar para lhe mostrar sua surpresa.
Porém chegando à cidade, já tarde da noite, foi avisado por Mai na recepção da pousada que Lua havia ido com sua mãe e Dibe para Pismo Beach.
Meu sangue ferveu fazendo com que eu pegasse meu carro e voasse até a aldeia.
Se ela tivesse me ouvido teríamos poupado esse aborrecimento.
Aquele assunto me deixou ainda mais furioso quando cheguei ao local e vi o tal nativo tentando agarrar minha mulher.
Mataria aquele moleque se não fosse por Lua entrar na frente e dizer a ele algumas verdades, o que me fez sentir mais orgulho dela, mas naquele momento minha raiva não deixaria eu demonstrar esse sentimento.
Confiava plenamente na minha mulher e acima de tudo sabia o significado nosso amor, principalmente para ela, porém colocaria Átila em seu lugar ainda aquela noite.
Deixei Lua sozinha na pousada e segui novamente para Pismo Beach sendo recebido por Dibe, assustado.
— Arthur, o que veio fazer aqui?
— Chame o Átila agora, Dibe — disse raivoso no meio da chuva que havia começado a cair.
— Arthur...
— Não vou matá-lo, Dibe, meu sangue é político e não assassino, porém... — sorri sarcasticamente.
— Porém? — deixei o menino apavorado.
— Ele precisa de uma lição.
— Tudo bem, mas ficarei por perto.
— Ok! — dei de ombros. — E, Dibe, por favor, não quero plateia.
Ele saiu e minutos depois Átila voltou ao seu lado cambaleando e assustando-se com minha presença ali.
— O que é isso, um complô? Pensei que fosse meu amigo, Dibe.
— A conversa é comigo, seu moleque — o peguei pela gola da sua camisa.
— Só vim reforçar alguns avisinhos — Átila tinha os olhos arregalados.
— Fique longe da minha mulher. Você não sabe do que posso ser capaz se algo acontecer a ela — ele riu. Bêbado desgraçado.
— Você é muito cheio de si, não é, Senador? — Dibe se colocou atrás de mim.
— Sim, eu sou. Porque sei onde piso, conheço quem está ao meu lado. E você, moleque, nunca vai entender minha história com Lua, mesmo no auge da sua maturidade — fui sarcástico.
— Você não a merece — ele cuspiu.
— Não foi o que ela disse — sorri vitorioso.
— E não vou perder mais meu tempo, pois minha mulher está me esperando. Esse foi apenas um aviso, não me deixe ter que tomar outras precauções — tentou praguejar, porém fui mais rápido metendo um soco em seu nariz.
— Eu avisei — virei para Dibe. — Você organizou as coisas que pedi? Quero levá-la para lá ainda hoje.
— Vou lhe dar as chaves, deixei tudo arrumado.
— O que o dinheiro não faz hein, Dibe? — aquele nativo estava brincando com fogo.
— O dinheiro não me comprou, Átila. Estou apenas do lado da razão. Você mereceu ouvir tudo isso, nós aprendemos a ter índole e caráter e hoje você envergonhou a aldeia inteira — apontou para a fogueira um pouco mais a frente, que lutava para manter acesas suas últimas labaredas. Não tinha mais nada para fazer ali, seu rosto denunciando derrotada e arrependimento já era minha maior vitória. Estava na hora de buscar minha mulher.
— Obrigado, Dibe.
— A gente se vê na pousada, Arthur, e... Peço desculpas em nome da aldeia por todo o acontecido — apenas assenti, dando as costas sem ao menos olhar para o nativo ainda caído no chão.
Chegando à pousada, Ana veio em minha direção preocupada.
— Senador, que bom que o senhor chegou.
— O que aconteceu, Ana?
— Lua ficou muito nervosa depois que o senhor a deixou aqui.
Levei-a para o quarto, ajudando com o banho, porém ela tomou alguns comprimidos para dormir — fiquei desesperado e arrependido. Lua havia entendido tudo errado.
— Eu vou subir e... Obrigado, Ana — disse envergonhado por ter deixado minha menina naquele estado no meio da chuva.
Estava ensopado quando entrei em nosso quarto, mas tinha que ver como minha princesa estava.
E mesmo sem acender a luz, pude ver o vislumbre do seu corpo encolhido na cama, como uma criança com medo da chuva. Me aproximei e a chamei carinhosamente.
— Princesa.
— Arthur... — Lua tentou se levantar, mas por conta dos remédios não conseguiu.
— Me perdoe, amor, eu não... — me aproximei agachando ao seu lado da cama.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 52  :
 LUA
 Não ia atiçar a ira do meu Senador, conhecendo-o tão bem seria melhor evitar mais um confronto entre ele e Mark.
— Onde você foi sem mim?
— Não desconverse, Lua Maria, você está visivelmente irritada.
— Estou mesmo — fui até ele ficando na ponta dos pés para morder seu queixo.
— Você me abandonou. Não me esperou para tomarmos nosso banho e café juntos. Saiu sem mim não sei para onde e agora volta como se nada tivesse acontecido — ele sorriu apertando-me pela cintura enquanto sussurrava no meu ouvido.
— Não podia acordá-la, era uma surpresa.
— Surpresa? — me animei.
— Sim, Lua Maria, uma surpresa — Arthur mordeu o lóbulo da minha orelha. — E surpresas não se contam antes da hora.
— Isso não se faz, amor — disse derretida nos seus braços.
— Me conta, vai — esfreguei-me ainda mais no seu corpo em busca de atrito.
— Não! Está com fome? — o safado me deu um selinho se afastando.
— Fome?
Sim, eu estou com muita fome — o puxei pela nuca atacando sua boca.
E quando nossas línguas se encontraram uma corrente elétrica passou por nossos corpos, deixando com que as mãos falassem por si próprias.
As roupas foram devidamente jogadas no chão e Arthur me pegou no colo, prensando-me contra a parede.
— Eu quero você, Senador — essa frase sempre seria a gota d água.
— Quer? Você quer o que, princesa?  — ele lambeu o vão de meus seios, fazendo-me gemer.
— É isso que você quer? — Arthur envolveu meu seio com uma de suas mãos, deslizando os polegares em meu mamilo duro.
— Sim — toquei meu sexo com seu membro já duro entre minhas pernas. — Me come, amor.
— Pega... Ele é seu, princesa.
Desci minha mão entre nossos corpos agarrando-o e posicionei minha entrada ali movendo o quadril ao seu encontro.
Arthur, por sua vez, afastou meu corpo e apertando minha bunda com um impulso entrou em mim.
— Vou fazer você perder os sentidos, gostosa.
— Eu amo você.
— Não mais que eu — gargalhamos e ele começou a estocar como um louco. Chegamos ao ápice juntos e completamente suados.
— Que tal um banho matinal atrasado?
— Perfeito. Principalmente se aceitar meu convite para um almoço especial em Vancouver depois — sorri beijando sua boca.
— Ótima pedida, Senador — ele gemeu me levando para o banheiro ainda no seu colo, onde me comeu novamente, levando-me as alturas....
— Como pode um paraíso naturalmente preservado como Sumas estar tão perto de uma metrópole? — disse assim que chegamos ao restaurante Absinthe Bistro, especializado em comida francesa, uma das preferidas do meu noivo, depois de uma pequena viagem de uma hora de carro.
— A conservação de Sumas, mesmo depois da explosão urbana é algo louvável. Se bem que Vancouver preza muito seu lado natural, até por conta do turismo principalmente no inverno.
— Você já conhecia a cidade? — lembrei de sua viagem aos Alpes Suíços com Melissa — pelo que me lembro, sua ex-namora gosta muito do inverno — Arthur gargalhou.
— Como poderia esquecer, depois do apelido tão carinhoso que a deu?
— Engraçadinho — fechei a cara.
— Sabe que não precisa se preocupar com isso, — tocou minha mão — já lhe dei provas o suficiente dos lugares de minha preferência, principalmente se for ao seu lado — me derreti.
— Mas respondendo sua pergunta, visitei Vancouver algumas vezes, porém em sua maioria a trabalho e sozinho. Foi Dibe que me ajudou a pesquisar alguns lugares interessantes, mais perto da civilização.
Estava sentindo falta da movimentação da nossa rotina em Nova York e Washington.
— Eu também, amor. — saíamos praticamente todos os fins de semana quando estávamos em casa. E digamos que Sumas não é um lugar muito badalado.
— Até quando pretende ficar em Sumas
— Mais um mês...
Está no contrato — fiz um muxoxo, mas ele sorriu.
— Ótimo.
— Por quê?
— Curiosa — ele brincou novamente.
— Arthur Sebastian, estou ficando nervosa com todo esse mistério — ele sorriu e ali percebi como meu noivo estava leve e tranquilo, sem ter que colocar aquela máscara de homem de ferro.
— Mas sem brincadeiras, por que quer saber quanto tempo ainda temos aqui, está cansado de...
— Nem termine seu raciocínio errôneo, Lua Maria. Estou em uma das melhores fases da minha vida — sorri.
— Só preciso saber quanto tempo ainda tenho para organizar a surpresa — bufei o fazendo gargalhar mais uma vez.
— Se não vai me contar mesmo pelo menos não provoque — ele continuou rindo para mim e a maitre, se aproximou.
— Querem fazer seus pedidos?
— Ela se derreteu ao perceber a presença de Arthur ali, faltando se oferecer junto com o cardápio.
Preparei-me para responder, porém meu Senador foi mais rápido, pegando minha mão por cima da mesa, enquanto passava sua perna na minha por debaixo, mostrando sutilmente a quem ele pertencia.
— Sim, Senhorita. Para entrada duas sopas de cebola e como prato principal, Blanquette de vitela. Obrigado — ele sorriu educado com a vadia retribuindo.
— Mais alguma coisa?
— Nos traga a carta de vinhos também — sorri, beijando a mão de Arthur.
— Escolha o melhor, amor. A ocasião merece — ele tentou disfarçar mais não aguentou sorrindo e beijando também minha mão em cima do anel de noivado.
É isso mesmo, minha querida. Ele é meu noivo.
Parei, respirando fundo e observando a reação de Arthur e dei graças a Deus de não ter pensado alto.
— Pedirei ao sommelier que venha pessoalmente mostrar ao senhor nossa melhor safra. Mais alguma coisa? — ela não tinha coragem de olhar para mim. E o pior, não tirava os olhos do meu homem.
— Faça o que minha noiva pediu, por favor — Arthur Sebastian tinha o dom de inflar meu ego
— Sim, senhor. Trago em um minuto — fuzilei-a com os olhos.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 124  :
 LUA
 — O que foi feito não se pode voltar atrás — sorri para meu marido.
— Não quero mais pensar nisso. Hoje é o seu dia. E nada e nem ninguém estragará isso — ergui  minha taça.
— Um brinde para o homem mais iluminado que vai ser tornar o melhor presidente que esse país já pensou em ter.
— Um brinde a essa mulher forte e determinada que me acompanhará para onde eu for — foi sua vez de erguer a taça.
— Adentraremos a Casa Branca com nossas mãos entrelaçadas e juntos, — enfatizou — vamos governar esse país com muita dedicação e pulso firme — brindamos, tomando o champanhe sem desconectar nossos olhares apaixonados e ali vi o momento ideal para entregar a ele todo o meu amor.
— Quando o vi pela primeira vez — corei, mesmo já tendo conversado sobre isso com ele — eu tentava dali, daquela calçada, entender o que poderia ter de tão enigmático naquele menino de apenas dezoito anos, já tão sério e comprometido por uma causa, mas sem nenhuma expressão de sentimentos em seu rosto — o toquei carinhosamente.
— Mas já a partir daquele momento eu me vi completamente apaixonada e hoje, entendo perfeitamente o que aquele semblante sério me dizia — Arthur estava emocionado e com lágrimas nos olhos.
— Você tinha apenas dezoito anos, meu amor, mas com uma expectativa imensa depositada nos seus ombros, o que o transformou naquele homem frio, duro e implacável, tinha como dever chegar onde seu avô e seu pai chegaram — foi sua vez de tocar meu rosto com amor — e você conseguiu — sorrimos entre lágrimas, dentro daquela bolha só nossa.
— Com um diferencial — continuou acariciando-me — agora eu tenho um coração que ama desesperadamente aquela menininha de doze anos da calçada. E por ela, me tornei um ser humano melhor, um governador melhor — emocionada, imitei seu gesto beijando cada lágrima sua.
— O marido mais apaixonado, o amante mais fiel e o pai mais feliz e babão desse mundo.
— Tenho que concordar com você — sorrimos abraçados.
— Sem você, Lua Maria, nada disso teria feito sentido, porque você era o sentido que minha vida precisava. A luz para iluminar meu caminho e eu agradeço a Deus diariamente por aquela menininha de tranças ainda ter lutado, me esperado e feito de mim o homem mais feliz e completo desse mundo.
E ali eu havia percebido como Deus tinha traçado nossas vidas completamente.
Eu me apaixonei...
Instintivamente o esperei...
Desesperadamente fiquei sem reação quando ele me olhou, por não acreditar que um sonho pudesse se tornar real, mas ele se tornou, me tornando assim a mulher mais feliz desse mundo.
— Eu amo você, Arthur Scott.
— Eu também, Lua Maria, mais que minha própria vida — aproximou nossos rostos e quando os lábios se tocaram aquela famosa corrente elétrica se alastrou pelo corpo dos dois, nos fazendo gemer como adolescentes.
— Hora de irmos para casa — disse mordendo os lábios maliciosamente. A festa para nós precisava continuar, porém na nossa casa, mais precisamente em nossa cama.
— Concordo plenamente, Primeira Dama — sorrimos, saindo à francesa sem ninguém nos ver.
Já dentro da limusine suspirei pesadamente.
— Princesa, — Arthur ergueu meu rosto que estava  encostado em seu peito — me prometa que não se preocupará com Melissa.
— Prometo que vou tentar. Essa será minha primeira meta como Primeira Dama — sorriu em meus cabelos.
— Melissa não costuma perder, Lua. Sempre foi mimada, porém, seus pais não podem pagar por isso — assenti percebendo que ele falava de Jordan ao seu lado na Presidência.
— Eu sei e por isso apoiei sua candidatura lado de Jordan. Mas, ela não tinha o que perder nesse caso, amor, pois ela nunca teve — fui colocada no seu colo.
— Você tem toda a razão, Lua Maria — me puxou para mais perto — ela nunca poderia me ter, pelo único motivo de ter sido completamente seu mesmo antes de te conhecer.
— Exatamente — rebolei no seu colo fazendo-nos  gemer com o contato.
— Eu preciso de você, Senador — provoquei.
— Eu quero fazer amor com você hoje, Lua Maria.
— Eu também, amor — Arthur gargalhou subindo meu vestido até a altura da coxa.
— Em casa, na nossa cama.
— Mas isso não quer dizer que não podemos namorar, certo?
— Usei de toda minha inocência ainda contida dentro do meu corpo. E sem pensar duas vezes Arthur atacou minha boca ferozmente.
— Certíssima, Primeira Dama — disse sem fôlego, atacando minha boca novamente, fazendo com que suas mãos agilmente trabalhassem em todo o meu corpo, enquanto as minhas acariciavam seu coro cabeludo.
Mas antes de nos aprofundarmos sentimos o carro parar e rimos limpando nossas bocas por conta do batom vermelho.
Arthur me arrumou ao seu lado e fez com que descesse primeiro, vindo logo atrás, para disfarçar sua ereção predominante no meio da sua calça.
— Boa noite, Jonathan, até amanhã — sorri para nosso motorista e segurança particular.
— Boa noite, senhores.
— Está dispensado, vá descansar — Arthur disse já na porta do elevador privativo.
— Obrigado.
Entramos no elevador, cada um de um lado, sem tirar nossos sorrisos dos lábios.
— Não morda os lábios, Lua Maria, — foi então que percebi que aquele gesto era inteiramente instintivo para mim — eu quero você lá em cima, me amando devagar, sem receio de sermos pegos — se aproximou me pegando no colo, fazendo com que gritasse com o susto.
— Eu amo você, Senhor Presidente — ele sorriu beijando meu pescoço, arrepiando-me toda, mas naquele momento a porta do elevador se abriu e já estávamos em frente ao nosso quarto.
— Eu também amo você, minha única e mais linda Primeira Dama — Arthur abriu a porta do quarto m depositando em nossa cama, indo até o criado mudo.
Pegando o controle, ligou o som ambiente da suíte com as vozes de Luther Vandross & Beyonce surgindo nos auto- falantes comThe Closer I Get To You . Voltou para a ponta da cama e ficou parado, apenas observando meus pequenos gestos.
— Eu amo olhar você. Tão linda, — foi se aproximando e sentou ao meu lado acariciado meu rosto — gostosa — começou a subir meu vestido, parando quando encontrou minha calcinha vermelha.
— Vermelha, Lua? — ele gemeu fazendo-me rir.
— Tão apetitosa — infiltrou dois dedos dentro da minha intimidade, afastando minha calcinha. — Tão minha.
— Sempre — gemi completamente entregue vendo minha boca sendo atacada novamente pela dele Arthur tirou os dedos de dentro de mim e reclamei pela falta de contato, porém terminou de subir meu vestido e sorriu a me ver completamente exposta para ele.
— Muita roupa, Senador — sorrimos juntos.
— Já ouvi essa frase antes — disse já em cima do meu corpo.
— Eu também. E sabemos perfeitamente como isso termina — ajoelhei na cama, o afastando um pouco e comecei vagarosamente a tirar cada peça das suas roupas, o deixando de boxer.
— Lua, você está me enlouquecendo, princesa —  sorri do seu estado e o joguei de lado na cama.
— Você não viu nada ainda, amor — engatinhei até o meio das suas pernas, abaixando sua boxer e o tomando totalmente para mim.
— Lua — urrou completamente entregue, estimulando-me a continuar. O chupei, saboreando cada pedaço do meu homem, vendo-o se contorcer de desejo embaixo do meu corpo, porém muito antes que pudesse imaginar Arthur me colocou sentada em cima do seu corpo, já encaixada perfeitamente no seu... Pau gostoso.
— Que dom é esse que você tem de me pegar desprevenida, encaixando-me... — gemi — completamente em você?
— Pare de falar, Lua Maria, apenas rebole gostoso — revirei os olhos dando espaço para que ele sentasse na cama e o obedeci. Comecei a rebolar naquele corpo que era a perdição de todas minhas noites, manhãs e às vezes nos meios das tardes também, o vendo me apertar ainda mais. O conhecendo tão bem, vi que tinha chegado a hora. Plantei meus dois pés no colchão, intensificando nosso vai e vem enlouquecedor. Não duramos muito, caindo os dois praticamente juntos nesse abismo de sensações.
— Ai, como eu amo você — me joguei em seu peito assim que Arthur nos deitou novamente.
— Também amo você, princesa, mais que tudo — estávamos completamente sem fôlego.
— Senti tanta saudade — olhei para seus olhos, perdendo-me naquela imensidão verde, iguais os de Sophie.
— Nem me fale — ele me apertou ainda mais a seu corpo.
— Pensei que fosse enlouquecer nesses quarenta dias.
— Eu também — beijei seus lábios levemente.
— Que tal um banho, Senhora Scott?
— Com direito a sais e óleos aromatizantes? — pisquei preguiçosa.
— Não. Com direito a uma bela chupada e minha língua trabalhando dentro de você — gemi entregando-me a seus braços já expostos para me pegar.
— Esses são sempre os melhores — sorrimos maliciosamente.
E como em todos os nossos banhos, aquele não poderia ter sido diferente. Arthur me colocou na borda da banheira, sentada estrategicamente de pernas abertas e se deliciou, dando-me dois orgasmos consecutivos.
Logo depois do banho, enquanto nos enxugávamos escutamos o barulhinho conhecido vindo da babá eletrônica.
— Eu fiz uma promessa hoje antes de sairmos para a festa e tenho que cumprir — sorri lembrando o que se tratava.
— Pois como o melhor político que esse mundo já  viu, nunca quebrou nenhuma promessa, — Arthur sorriu orgulhoso — principalmente para sua filha.
— Com certeza.
— Coloque o roupão, — o desgraçado gargalhou — espero vocês na cama — lhe dei um selinho, batendo em sua bunda.
— Devassa.
— Sua devassa — disse antes de vê-lo colocar o roupão e sair em direção ao quarto da nossa filha.
Ali eu era a mulher mais feliz do mundo.
A mais completa e amada.
A Futura Primeira Dama dos EUA.
A Senhora do meu homem de Ferro.
Aquele por quem me apaixonei ainda criança, com doze anos de idade e que inconscientemente, esperei por mais de dez anos, entregando-me por completo ao único homem que me faria feliz na vida.
Meu sonho havia de concretizado e junto com o amor da minha vida, que havia evoluído de um sonho lindo, para a minha realidade mais plena, adentraríamos a Casa Branca com as mãos entrelaçadas.
Os três...
Eu, meu Presidente e o maior complemento desse  amor, nossa filha, Sophie Marie, que naquele momento entrava no quarto nos braços mais aconchegantes do mundo.
Lua, com os olhos da cor do pai e com meu bico.
Arthur me deu nossa filha nos braços enquanto tirava o roupão e voltou, deitando-se na cama conosco.
Pronto! Ali estávamos completos, eu e meus dois amores.
— Amo vocês — beijei a testa de Sophie, que mordia o pé docemente, dando um selinho casto no meu lindo marido.
— Também amo vocês — Arthur copiou meu gesto, nos aconchegando ainda mais no seu peito.
— Nunca cansarei de repetir, — nossos olhos se encontraram — nada faria sentido sem vocês.
— Tenho que concordar plenamente, Senhor Presidente — sorrimos mais uma vez com ele apagando o abajur, fazendo com que os três juntos caíssem em sono profundo em poucos minutos.
 FIMM.........DA SEGUNDA TEMPORADA.......
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 49  :
 ARTHUR
 — Oi? — ela voltou a gargalhar — sabe, Senador Scott, mesmo que ele fosse o homem mais poderoso e gostoso do mundo, o que não é, — Lua estava me provocando, esfregando seu corpo no meu — eu ainda seria noiva e loucamente apaixonada por meu homem, a ponto de provocá-lo em plena aldeia indígena conservadora — introduzi meus dedos em seus cabelos, puxando-a para um beijo furioso.
— Você é minha, Lua Maria!— mordi seu lábio inferior fazendo-a gemer.
— Só sua, amor... Para sempre!— sorri orgulhoso, a beijando novamente.
— Acho que nossa expedição acabou por hoje — disse enquanto nossas respirações tentavam se normalizar.
— Concordo plenamente, Senador.
Deixamos o restante da nossa visita à aldeia para depois, pois naquele momento precisava estar dentro de minha mulher.
Por isso, instiguei ao máximo o motor da Land Rover, para que chegássemos o quanto antes na pousada.
Mesmo sendo adeptos ao sexo selvagem no meio da rua, precisávamos tomar cuidado por não estarmos em nossas cidades e principalmente pelo horário. Ainda não se passava das onze da manhã.
Passamos por Ana sorrindo como dois adolescentes, porém chegando ao corredor do nosso quarto não aguentamos mais.
Lua me encarou, mordeu os lábios e passou uma perna por trás da minha bunda.
— Me beije, amor — seus dedos infiltraram nos meus cabelos, puxando-os como só ela sabia fazer, os massageando.
Beijei-a com fome, vontade, raiva e desejo. Ela era minha e ninguém encostaria no que sempre foi meu.
Lua devorava meus lábios, enlouquecendo-me e tornando minha ereção ainda mais dolorosa dentro do jeans.
Puxando sua outra perna para que ela subisse em meu colo, ainda nos perdemos entre beijos e amassos contra a parede até conseguir achar a porta do quarto, com a devassa gargalhando, fazendo com que nossas intimidades se chocassem ainda mais.
Joguei-a contra a porta assim que a fechei com o pé.
Nossos lábios nunca se separavam, porém nossas respirações ofegantes diziam a hora de nos afastarmos em busca de ar.
Nesse momento descia beijos por seu pescoço até alcançar seus seios ainda cobertos pelo tecido pesado do casaco.
Nos separamos, tirando cada um sua roupa o mais depressa possível e quando nossos corpos se encontraram novamente nada mais nos impedia de nos amarmos.
— Vem, amor, eu quero você aqui — Lua sussurrou guiando meu membro até sua entrada. Aproveitei e a peguei novamente no colo jogando-a contra a porta. Agi por instinto, invadindo-a sem medo, apenas deixando nossos desejos gritarem juntos.
Estoquei com um louco deixando o corpo de Lua se chocar brutalmente contra a porta. Pensaria depois no que dizer se alguém passasse por ali naquele momento. Chegamos ao orgasmo praticamente juntos e ficamos ali parados, esperando que nossas respirações se normalizassem.
— Amo você! — ela sorriu beijando meu queixo, ainda encaixada em mim.
— Eu também, princesa, amo você! Que tal um banho? — pisquei para ela.
— Um banho com você nunca será apenas um banho, Senador — gargalhamos e a levei no colo até o banheiro.
Depois de mais dois orgasmos no chuveiro, devidamente limpos, precisei me atualizar dos meus negócios e principalmente, sobre o que estava acontecendo no Capitólio através do meu Ipad, enquanto Lua terminava de arrumar o que ainda faltava para me mostrar nosso projeto pessoal.
Estava terminando uma pauta com Ethan através de um email quando ela gritou.
— Pronto! Está preparado? — sorri vendo-a levantar da mesa improvisada perto da janela, vindo na minha direção.
Ela estava linda, vestida apenas com um micro short jeans, regata branca colada ao corpo e descalça, a típica menina em que se transformava para me deixar maluco.
Mas, o que Lua trazia nas mãos era um projeto audacioso, de uma mulher adulta com uma determinação única e, era definitivamente isso que me encantava nela.
Ao mesmo tempo em que aparentava ser uma garota delicada e frágil, mostrava-se forte e inteligente.
— Mais que preparado, deixe-me ver — estiquei a mão puxando-a para meu colo. Fazíamos isso desde a primeira vez em que lemos algo junto, minha exclusiva. E desde então isso se tornou um hábito, deixando-nos ainda mais cúmplices.
— Espero que goste — Lua beijou meu queixo fazendo-me rir e apertá-la ainda mais ao meu corpo.
— É um projeto para colocarmos em prática juntos — ela estava visivelmente nervosa.
— Não tem porque ficar desse jeito — apertei seus ombros, os massageando e percebendo a tensão contida ali.
— Na verdade, o projeto tem tudo a ver com a nossa vida daqui para frente e, terá que ter a sua aprovação... — a cortei pegando o papel da sua mão.
— Vamos acabar logo com isso — ela sorriu fracamente fazendo-me beijar sua testa e começar a ler o conteúdo na minha frente.
 Prólogo...
“Adoro reticências...
Aqueles três pontos intermitentes que insistem em dizer que nada está fechado, que nada acabou, que sempre há algo por vir!
A vida se faz assim!
Nada pronto, nada definido! Tudo sempre em construção. Tudo ainda por se dizer... Nascendo...
Brotando... Sublimando... Vivo assim...
Numa eterna reticência...Para que colocar um ponto final?
O que seria de nós sem a expectativa da continuação?”
Nilson Furtado
Ser uma primeira dama
Uma das primeiras lições para uma primeira dama é nunca parar, sempre estar em busca de algo...
Sempre estar construindo para o bem estar do próximo... Sempre estar à procura do novo...
Sempre ao lado de seu homem, apoiando-o...
Ajudando, mas acima de tudo, do seu lado lutando contra as injustiças e fazendo com que seu poder faça o melhor àquele que o colocou ali através do seu humilde voto...
Humildade... Palavra chave não só para uma primeira dama, mas para a vida... Deus não exalta os prepotentes... Deus exaltará sempre os humildes de alma e coração... É assim que se governa... É assim que se deve guiar uma população...
Eu estava sem palavras para o que tinha acabado de ler.
Um projeto de Lua para ser minha primeira dama.
Nosso projeto pessoal.
Chegaríamos ao topo juntos. E lá, conseguiríamos encontrar a melhor maneira de comandar esse povo que nos escolheu, aos dois.
Ao Presidente que sempre terá o apoio, força, delicadeza, mas acima de tudo a inteligência de sua Lua Primeira Dama.
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somicchamelluar10 · 4 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 40  :
 ARTHUR
 — Pense em Lua. Ela pode ficar mais furiosa ainda
— Jared abriu a boca pela primeira vez.
— Ela falou com Mary hoje? — perguntei mais calmo.
— Não, Arthur, Mary também recebeu um bilhete hoje pela manhã, apenas isso.
— Ela deve saber para onde Lua foi.
— Ela não sabe, tenho certeza disso. Está tão desesperada quanto você.
— Seus pais — disse tirando o celular do bolso.
— Você não está em condições de conversar com Billy ou Cláudia nesse estado. Walker, peça para sua mulher ligar.
— Pode deixar, Governador. Vou ligar agora para Mary — ele saiu para um canto, já com o celular no ouvido.
— E você, mantenha a calma. Não será desse jeito que irá trazer Lua de volta.
— Pai? Me solta, Ethan! — George fez um sinal para ele.
— Mas, sem gracinhas. Você é um Senador da República, haja como tal.
— Nada, Arthur, na casa dos pais ela não está.
— Droga, eu vou até a revista do Adams — tentei sair novamente.
— Vão com ele.
— Eu não preciso de babá, Senhor Scott.
— E levem os seguranças, mas qualquer coisa me liguem — saí de lá bufando ao lado dos meus dois assessores, como se estivesse escoltado.
— E não adianta bufar.
— Eu vou mandar você e Jared para o olho da rua!
— urrei.
— Seu pai nos contrata novamente — balancei a cabeça seguindo para a revista da paquita.
Chegando lá, entrei sem ao menos ser anunciado.
— Mark, eu tentei impedir, mas... — a secretária disse assim que invadi sua sala com meus capangas tentando me segurar.
— Onde ela está? — rosnei, partindo para cima dele.
— Não sei do que está falando! — irado, o peguei pela camisa.
— Eu vou repetir, seu jornalista de merda, onde está minha mulher?
— Eu não sei onde Lua está e mesmo que soubesse não falaria, se você está nesse estado, fez algo muito ruim para ela — meti um soco bem no meio do seu nariz.
— Seu desgraçado eu vou chamar a policia!
— Isso é ridículo! Eu sou Arthur Scott — ironizei.
— Calma, Arthur — Ethan me segurou.
— Você se considera o dono do mundo, mas não teve capacidade para amar e entender a mulher maravilhosa que estava ao seu lado. Com certeza, Senador, hoje eu não queria estar na sua pele — ele tinha razão. Abaixei a cabeça e dando meia volta, saí da sua sala sem dizer mais nenhuma palavra.
— Eu vou processá-lo, ouviu bem? — foi tudo o que consegui ouvir antes de me fechar em copas.
Eu não soube amar Lua como ela merecia.
Não soube entender que era ao meu lado que ela merecia e queria estar, me ajudando em todos os aspectos da minha vida. Por isso a perdi.
Mas precisava encontrá-la para provar que ainda podia ser diferente.
Que estava disposto a mudar, queria Lua comigo para sempre, sozinho eu não ia conseguir nem respirar, quanto mais lutar contra o mundo lá fora.
Fui direto para nosso apartamento, onde me tranquei em nosso refúgio de todos os dias, a biblioteca.
Ali eu ficaria até encontrá-la. Peguei uma das garrafas de uísque do meu bar particular e me joguei no sofá e virando a primeira delas de uma só vez, como se fosse água.
Precisava saber onde ela estava para me encontrar novamente.
Nesse momento eu me odiava por fazê-la sofrer e definitivamente, não sabia mais como viver sem minha princesa.
— Eu preciso encontrá-la, me mostre onde você está e eu vou buscá-la.
 LUA
 Mais um dia de trabalho concluído. Voltei sozinha para a pousada onde estava hospedada, me deitei na pequena cama e novamente me acabei, chorando de saudades.
Estava há uma semana em Sumas e olhando pelo lado profissional, não poderia estar melhor, era uma experiência única.
A receptividade da população, facilitava muito meu trabalho enquanto elaborava a matéria para a revista de Mark e trabalhava montando meu projeto pessoal.
Sem contar que conhecer Sumas mais profundamente, para uma historiadora da vida dos Scott como eu, era um sonho.
Foi incrível conhecer a cidade onde tudo começou, uma volta ao passado literalmente.
Principalmente durante uma visita à casa onde o Presidente Sebastian nasceu e cresceu, ela tinha sido transformada em um museu que contava a história da família e da política da época e era mantido pela Scott's.
Também visitei vários outros pontos da cidade que minha pesquisa indicava.
Estava revivendo todo o começo da vida política dos Scott, era uma experiência fantástica.
Sumas também me proporcionou novas amizades de presente.
Assim que cheguei, me hospedei em uma das únicas pousadas da cidade, muito charmosa e limpa, apesar de simples. Sua proprietária, Ana, junto com seus filhos Dibe e Mai me cativaram desde o começo, com uma receptividade sem igual, tomando conta daquele lugar maravilhoso com muito amor.
Através deles, também conheci um grande e bom amigo da família que se tornou meu guia diário nas visitas pela cidade.
Átila, era um garoto de vinte anos que tinha a mesma alegria e simplicidade de toda população local.
Tão diferente da minha vida em Nova York ao lado dele e mesmo sendo a cidade de seu avô, Arthur já havia nascido em Washington como eu, herdando a sofisticação do poder dos Scott em DC.
Aqui em Sumas, a essência da família e especialmente da cidade, eram completamente opostas.
A simplicidade era o ponto alto e por esse mesmo motivo, fui tão bem acolhida e recepcionada aqui, dando sorte e passando despercebida até então.
Ninguém havia me reconhecido e para todos os efeitos, ali eu era Monica Lewis, uma jornalista ruiva fazendo pesquisas sobre política para uma matéria especial da revista que trabalhava em Nova York.
Claro que ninguém sabia que o motivo real para estar ali, era porque eu estava fugindo.
Mesmo assim, ainda tinha esperança que ele aparecesse dizendo que me entendia e principalmente, ficasse ao meu lado desvendando aquela linda história do seu passado, como eu havia deixado subentendido na minha carta de despedida.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 122  :
 LUA
 — O maior e único sucessor para o trono político dos Scotts.
Um garoto de apenas dezoito anos, mas com o futuro brilhantemente traçado e promissor à sua frente — Billy completou como sempre muito orgulhoso da Família Scott.
~~--~~~~
— Você escolheu jornalismo com ênfase e política por ele?
— Não... Quer dizer, também — levantei— me indo até uma gaveta e tirando dali meu maior tesouro.
— Olhe — mostrei a pasta para minha melhor amiga.
— Sou fascinada por política desde cedo, por influência dos meus pais e por morar na capital do país, na verdade acho que herdei esse fascínio de Billy — dei de ombros sentando-me novamente, — Porém...
— Porém? — Mary não tirava os olhos da minha pasta que continha fotos de Arthur Sebastian Aguiar  Scott desde sempre, principalmente um apanhado geral da sua família contido ali.
— Eles me fascinam, Mary. Quer dizer. A política Scott me fascina e Arthur... — suspirei mais uma vez.
— Ele será a chave principal desse quebra cabeça montado em sua mente e em seu coração — balancei a cabeça.
— Não discuta comigo, você sabe do que eu sou capaz — sorri lembrando-me de quando nos conhecemos. Ela tinha certeza, mesmo antes de colocar os olhos em cima de mim, que seríamos melhores amigas para sempre.
— Mary, sou apenas Lua Maria Blanco Stevens...
~~--~~~~
— ... E ele seu lindo marido gostoso, sem tantos segredos hoje, mas principalmente, loucamente apaixonado por você — percebi que já estava fora do carro ainda com Arthur me puxando pela cintura, quando Mary completou meus pensamentos mais distantes.
— Seja bem vinda, Primeira Dama — ela me abraçou forte.
— Você mais que ninguém merece estar aqui — sorri emocionada.
— Eu estava tão longe — suspirei.
— E eu sei. Te conheço a um bom tempo, amada.
Somos amigas desde sempre, lembra?
— Sim — as lágrimas teimosas apareceram e agradeci mentalmente por Arthur estar cumprimentando algumas pessoas.
— Agora vá e tome o que é seu por direito. O lugar ao lado do seu marido. Entre deslumbrante naquele salão, Lua Maria Scott, você merece isso. Em toda minha vida nunca ouvi falar de um amor mais bonito.
— Obrigada, amiga — a abracei de novo, porém dessa vez não passei despercebida por meu marido.
— Princesa, aconteceu alguma coisa? — Arthur se aproximou preocupado.
— Não, amor, apenas boas recordações e uma emoção única de estar aqui ao seu lado — ele tocou meu rosto carinhosamente e como sempre, beijou todas as lágrimas que teimavam em cair.
— Você merece.
— Foi o que eu disse — sorri para Mary, respirando fundo e senti as mãos de ferros do meu homem apertando minha cintura.
— Vamos? — assenti e adentramos os salões do Hilton sendo ovacionados e aplaudidos de pé por todos.
— Eu amo você — sussurrei no seu ouvido enquanto acenava para todos.
— Eu também amo você, princesa, mais que um dia pudesse imaginar — sorri feliz agradecendo o que o destino havia me reservado, escrevendo página por página dessa linda história de amor.
Sorrimos juntos enquanto ainda éramos aplaudidos por todo o salão e cumprimentados pelos nomes mais importantes.
A sensação de ter Arthur ao meu lado sempre seria única para mim. Seus braços envoltos em minha cintura, o brilho dos seus olhos todas as vezes que encontravam os meus, eram indescritíveis para aquela jornalista que tremeu quando viu seu amor platônico entrar por aquelas mesmas portas quatro anos atrás.
Meu sonho mais lindo...
Minha realidade mais plena...
Meu homem...
Meu Presidente...
Vangloriei-me quando vi de perto o abraço cúmplice entre ele e Obama. Meu marido com certeza seria o nome certo para a sucessão daquele outro grande homem. E os vendo ali, juntos, senti uma alegria imensa e principalmente a vitória muito próxima.
Nada atrapalharia a chegada de Arthur à Presidência.
Os Estados Unidos precisavam de um Scott novamente no comando.
Com suas mãos de ferro, para exterminar a corrupção e quem ameaçasse entrar no caminho do seu governo, mas sempre com os braços abertos para entender a necessidade de seu povo.
Tão claro como a água era a necessidade do país de uma continuidade sem medo e receios, de uma política inteligente e acima de tudo honesta, pois era daqui que também saia o comando mundial.
Arthur guiaria o mundo através das suas mãos e eu ao seu lado, indicaria o melhor caminho a seguir. Esse era o trabalho de uma Primeira Dama, não?
Sempre ao lado do seu homem, instruindo com o coração por onde ir.
Nós sempre estaríamos juntos.
A festa transcorria em sua normalidade habitual com nossas famílias sempre unidas.
Arthur e George dando atenção especial a seus correligionários.
Emma e mamãe recepcionando todos muito bem e Billy, nunca relaxado, sempre de olho em toda a segurança do local.
Minha família estava bem e feliz diante dos meus olhos.
Só faltava saber como estava o bebê mais lindo desse mundo, que havia deixado em casa. Tirei o celular de dentro da minha bolsa, apertando o botão já conhecido.
— Liah — a babá riu do outro lado da linha.
— Senhora Scott, está tudo bem, não precisa se preocupar. Sophie acabou de tomar sua mamadeira e nesse exato momento está praticamente adormecida nos braços da Kátia — sorri involuntariamente sentindo meu corpo também ser envolvidos por braços fortes e conhecidos.
— Ok, Liah! Mas qualquer coisa me ligue.
— Pode deixar, aproveite a festa.
— Obrigada — desliguei o celular sendo beijada delicadamente no pescoço.
— Algum problema?
— Apenas preocupação exagerada de mãe — Arthur sorriu carinhosamente virando-me de frente para ele.
— Sei muito bem como é isso — apertou ainda mais meu corpo ao seu.
— Eu sei que sabe — ele capturou minha boca sem medo de sermos pegos. Mas qual seria o problema, éramos casados e nos amávamos muito, certo? Relaxei enlaçando meus braços no seu pescoço, aproveitando para acariciar sua nuca, o vendo gemer ainda dentro da minha boca.
— Amo você — sorri apaixonada.
— Também amo, Futuro Presidente... Ai, como eu amo — sorrimos como crianças travessas e o puxei para mais perto, voltando para sua boca.
— Temos uma dança agora, Futura Primeira Dama — amava nosso jogo de nomes.
— Então vamos a ela, meu querido marido — Arthur abriu seu maior sorriso nos arrumando descentemente e seguimos com nossas mãos entrelaçadas rumo ao centro do salão.
Aquele que sempre nos traria ótimas recordações.
Sendo ali onde ele me viu pela primeira vez. Onde assumimos nosso amor perante o mundo. Celebrando nosso amor com a mais linda festa de casamento.
E naquela noite, ali juntos novamente, estávamos dando a largada a uma das mais importantes caminhadas das nossas vidas.
E nem nos meus maiores sonhos com Arthur imaginaria chegar tão longe ao seu lado. Mas o destino me provou que todo o sonho pode ser concretizado, desde que esteja escrito.
E o nosso amor seria assim, único, forte e para sempre...
Por toda minha vida esse sempre será meu maior e mais lindo presente, vindo junto, é claro, com nossa Sophie.
— Obrigado por ser minha — Arthur olhou fixamente em meus olhos enquanto dançávamos ao som de You will never Find - Caught in the Act com Michel Buble.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 121  :
 LUA
 — Ok! — ele saiu saltitante, fazendo com que risse ainda mais.
~~--~~~~
— Oh, minha rainha, você está deslumbrante.
— Alex tinha até lágrimas nos olhos ao me ver pronta. Também tinha que admitir, havia superado todas as expectativas.
Para o lançamento da campanha, escolhi um vestido completamente aberto na frente e justíssimo.
Claro, além de ser vermelho, pois aquela era minha marca registrada.
Sempre seria a mais linda dama de vermelho de Arthur Scott.
Só precisaríamos decidir sobre com  administraríamos os cinco ou sete bailes de gala na sua posse à Presidência, sorri.
Não poderei ir de vermelho em todos. Mas resolveríamos isso depois.
Naquele momento estava parada em frente ao espelho, apreciando minha produção.
Minha maquiagem havia sido focada inteiramente no vestido.
Combinando um batom vermelho sangue, que realçava minha boca. Já o cabelo foi preso em um coque solto, por conta dos detalhes de renda das costas que tinham que aparecer.
Tinha voltado praticamente ao me corpo normal antes da gravidez, porém com algumas curvas a mais, acentuando meu quadril já volumoso e aquilo estava deixando meu Senador cada vez mais alucinado.
Para completar a produção não poderiam faltar as joias, que foram escolhidas a dedo por mim dessa vez. Um conjunto de brinco, anel e pulseira de rubi, sem o colar. Pois deixaria meu colo estrategicamente exposto por conta do decote.
Sim, Alex tinha razão. Eu estava deslumbrante.
— Vamos descer — disse decidida virando para meu maquiador.
— E pelo trabalho magnífico está perdoado — ele saltou no meu pescoço.
— Obrigada, minha rainha.
— Vem, vamos descer que ainda quero dar uma olhada em Sophie.
— Vamos — me puxou pela mão. — Você está esplêndida — sorri orgulhosa.
Passamos no quarto da minha filha e fui informada  por Liah, que arrumava uma gaveta da cômoda, que ela estava com o pai na sala. Agradeci vendo seu sorriso se abrir diante do meu visual e fui em direção a escada, descendo-a vagarosamente, chamando a atenção de todos os presentes ali.
— Maravilhosa! — Arthur ficou anestesiado quando me viu. Mas também estava perfeito com um smoking de tirar o fôlego, junto com seu famoso copo de uísque escocês em mãos, companheiro de todas as festas.
— Deslumbrante... — escutei Ethan falar, porém apenas um olhar do meu marido fez com que ele engolisse o restante da frase. Sorri, terminando de descer as escadas, vendo Sophie nos braços da minha mãe.
— Estou pronta, vamos — fui em direção a minha mãe e Emma, que brincavam com minha filha, mas antes cumprimentei Billy e George com um beijo no rosto. Arthur ainda se mantinha inerte perto da janela, com os olhos vidrados em mim.
— Oi, meu bebê, está se divertindo com a vovó? — brinquei com Sophie que se sacudiu no colo de Cláudia.
— Você está linda, meu amor.
— Obrigada, mãe — sorri olhando novamente para meu marido que vinha em minha direção como se fosse me comer. Sorri por causar esse tipo de sentimento intenso em meu Senador.
— Você quer me matar, não é? — sussurrou próximo ao meu ouvido para que apenas eu o escutasse.
— Por que, não gostou? — pisquei inocente olhando de nossa filha para ele.
— Você sabe que sim — agarrou minha cintura colocando nossos corpos para que eu sentisse do que estava falando e sorri da sua animação aparente na calça do smoking...
— Agora eu entendo o ataque no banheiro, tudo premeditado, — sorri olhando para nossa filha um pouco mais afastada brincando com as avós — não daria tempo mesmo — gargalhei o puxando pela mão, indo me despedir de Sophie.
— Meu amorzinho, a mamãe e o papai têm uma festa para ir agora. Se comporte com Liah e Bibi — beijei suas mãozinhas pequenas, dando espaço para Arthur falar com ela também e quando o viu, abriu seu maior sorriso, surpreendendo a todos por seus apenas quarenta dias de idade. Não tinha como não se encantar com Sophie, ela era mesmo uma princesinha.
— Meu amor, nós já estamos indo, se comporte com as titias e quando mamãe e eu voltarmos — piscou para mim — nós vamos dormir os três juntos — fiz uma careta o vendo sorrir malicioso.
Arthur estava me provocando, já havia amamentado um pouco antes de colocar o vestido e deixado leite suficiente para uma noite inteira. Nada estaria fora do controle naquela noite. E ele sabia disso.
— Vamos, princesa? — ele me tirou dos meus devaneios tocando minha cintura.
— Vamos! Bibi, qualquer coisa estaremos com os celulares, entendeu? Por favor, não hesite em nos ligar — disse firme ainda sentindo o cheirinho da nossa filha já no colo da babá.
— Vá tranquila, Senhora Scott, que essa menininha agora vai mamar mais um pouco e dormir — ela sorriu sacudindo um pouco Sophie no colo.
— Boa festa.
— Obrigada — olhei para Arthur e o restante da nossa família, saindo em direção ao elevador e assim que chegamos à garagem nosso motorista já nos esperava com a porta da limusine aberta.
— Boa noite, Jonathan — ele sorriu discretamente.
— Boa noite, Senhora Scott... Senador — cumprimentou Arthur que vinha logo atrás sem tirar as mãos da minha cintura.
— Boa noite! Para o Hilton.
— Ok, Chefe! — assim que entramos no carro ele me aconchegou em seu peito, ouvindo-me suspirar.
— Algum problema, princesa? — levantei um pouco o rosto, sorrindo para ele.
— Não sei se um dia me acostumarei a deixar Sophie em casa sozinha — Arthur sorriu, beijando meu rosto.
— Tenho a mesma impressão, princesa — confessou fazendo-me rir.
— Somos três dependentes agora, então?
— Exatamente — selamos nossos lábios e sentimos o carro começar a andar.
— Você está magnífica, Lua Maria, nunca pensei que ainda me surpreenderia com sua beleza.
— Eu sou mãe agora, estou um pouco diferente, a intenção é surpreender — disse travessa sentindo-o me apertar.
— Seu corpo está cada dia mais gostoso, já disse isso hoje — sussurrou no meu ouvido.
— Não me faça perder a compostura e agarrar você antes de chegarmos à festa, por favor — o desgraçado gargalhou.
— Não faria isso, quero que esteja esplêndida nessa festa — Arthur ainda me deslumbrava mesmo que fosse com palavras.
— Quero que todos vejam a fortaleza da mulher que tenho ao meu lado, a primeira dama ideal e também a mais bonita de todos os tempos — sorriu orgulhosa fazendo com que minha mente vagasse por toda uma vida, chegando onde estava naquele momento.
Ao lado de uma das pessoas mais importantes do mundo, sendo a pessoa mais importante do seu mundo.
E constatando mais uma vez que em meu mundo ele sempre esteve presente, mesmo que inconscientemente.
~~~--~~~~
— Uma linda menina — Cláudia chorou ainda na sala de parto.
— Vinda ao mundo no dia em que nosso Presidente Scott toma posse pela primeira vez — Billy completou emocionado.
— Nossa filha já é abençoada, querido, ela vai ser uma mulher muito importante ainda — beijou o rostinho ainda sujo da única filha que havia acabado de nascer.
~~--~~~~
— Mamãe, quem é aquele garoto? — apontei para sacada onde o nosso novo Governador já fazia seu discurso de posse, tendo toda a família ao seu lado, e tendo a companhia também de um garoto de mais ou menos dezessete, dezoito anos.
Ele tinha a beleza mais perfeita que eu já havia visto, porém com o semblante sério e incógnito. Era perceptível até para uma menina de doze anos, como eu.
— Aquele é Arthur Sebastian Aguiar Scott, meu amor — mamãe como toda americana fascinada por política, e ainda morando na capital disse suspirando e aplaudindo sem parar.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 120  :
 LUA
 Naquela noite havíamos organizado a festa de lançamento da sua campanha à Presidência nos ostentosos salões do Hilton, onde tudo começou... E estava bem saudosa com tudo aquilo.
Repeti seu gesto, infiltrando meus dedos da mão livre em seus cabelos, o escutando gemer. Porém, muito antes do que esperava o clima mudou e vi tensão nos olhos de Arthur.
— O que foi, amor?
— Lua, por que não me contou que já estava passando mal na manhã que Sophie nasceu?
— Alex! — disse certa, balançando a cabeça —  porque achei que era uma indisposição normal.
— Lua Maria, nenhuma indisposição é normal quando se está com nove meses de gravidez — ele suspirou.
— Poderia ter acontecido algo mais grave, princesa — ele tocou meu rosto com um semblante preocupado.
— Mas não aconteceu e nós estamos aqui — olhei para Sophie e novamente para ele.
— Me prometa que não me esconderá mais nada daqui para frente — sorri puxando-o para mais perto.
— Prometo se prometer me esperar para o banho — Arthur gemeu insatisfeito.
— Estou falando sério, Lua.
— Eu também, amor. E não se preocupe. Não esconderei mais nada.
— Acho bom — ele sorriu, me beijando de novo.
E quando nossas línguas de encontravam...
~~--~~~~
— Já deixei Sophie no quarto, alimentada e desmaiada de sono — sorri tirando a camisola fazendo-o gemer com a cena.
— Agora vamos deixá-la nas mãos cuidadosas da Liah, enquanto tomamos nosso banho, o que acha? — virei de frente para ele, que literalmente babava, olhando para meu corpo nu.
— Já disse que seu corpo ficou completamente mais gostoso depois da gravidez? — se aproximou nos juntando apenas com um puxão.
— Gostosa demais, — Arthur capturou minha boca nos fazendo gemer novamente em sincronia — mas...
— O quê? — se afastou deixando-me ali, na vontade
— Arthur Sebastian — ele gargalhou.
— Eu quero fazer amor com você, princesa — tocou meu rosto carinhosamente.
— E desde quando você se preocupa com isso.
Quero que você me coma naquele chuveiro agora — exigi o fazendo me apertar novamente em seu corpo que continha apenas a boxer, pois o roupão já estava no chão.
— E vamos logo que não temos muito tempo — me beijou selvagem.
— Você me enlouquece, Lua Maria — disse com nossas testas coladas.
— Vamos para o banho, Senador — o puxei e assim que chegamos ao banheiro andei sensualmente até o box, podendo sentir os olhos do meu marido queimando nas minhas costas.
— Lua Maria... — sorri do seu desespero. Era assim que o queria... Pronto para mim. Continuei meu trabalho em preparar a água na temperatura certa, quando o senti colar seu corpo ao meu por trás — você sabe que não me controlo nesse banheiro — sussurrou já levando sua mão para minha intimidade molhada.
— É o que mais desejo, Senador, que o Senhor perca o controle — ele infiltrou dois dedos em mim nos fazendo gemer, pois instintivamente, empurrei o quadril na sua ereção pronta para mim.
Arthur afastou os cabelos do meu pescoço, mordendo a pele exposta, enquanto sua mão livre se satisfazia com meus seios fartos e eu? Esfregava-me ainda mais nos seus dedos sentindo sua ereção cada vez maior na minha bunda.
— Oh, meu Deus, amor! Eu preciso de você!
Virei de frente assim que terminei de ligar as torneiras, com ele me jogando contra os azulejos e tomando meus lábios novamente.
Nossas bocas brigavam por mais contato a cada mordida, chupão ou lambida.
A saudade daquele contato mais íntimo já estava nos matando.
E naquele momento, percebi como ele estava se controlando nos últimos quarenta dias para não me agarrar, durante a noite, ou quando ficávamos sozinhos.
Sem contar os banhos, que havia sido quase extinguido por conta do bendito resguardo.
Envolvi seu quadril com minhas pernas, assim que seus dedos saíram de mim, por nosso corpo exigir um contato mais forte.
Arthur apertou minha bunda, erguendo-me um pouco e quando desci já estava completamente encaixada nele.
Ficamos parados, apenas sentindo aquele contato tão íntimo que nos fez tanta falta, mas quando Arthur começou a se mexer, ainda devagar, meu celular começou a tocar como um louco no quarto.
— Droga! Deixe tocar — Arthur sorriu e continuou a estocar dentro de mim. Porém o aparelho não deu sossego.
— Vou jogar essa porcaria fora e deixá-la apenas com o nosso particular — gemeu enquanto me espremia ainda mais contra a parede fria.
— Faça isso, adorarei ser apenas sua — saiu e entrou com mais força, fazendo-me gemer alto.
— Você é só minha — esbravejou, mordendo meu ombro.
— Não me deixe marcas, meu vestido é aberto.
— Você me descontrola e depois pede clemência?
— Não estou pedindo. Nunca faria isso, meu amor.
Mais forte... — o ajudei com um impulso o fazendo urrar de prazer. E para não perder o costume, nos comemos naquele banheiro, perdendo completamente a noção do tempo, barulhos, ou preocupações do lado de fora.
Ali eram apenas nossos corpos unidos em busca de um contato proibido há quase dois meses.
Por uma boa causa, não podemos negar, porém ter o corpo do meu marido dentro do meu novamente era a melhor sensação sentida na minha vida inteira.
— Gostaria de ter feito amor com você — Arthur ensaboou minhas costas fazendo com que um sorriso involuntário saísse da minha boca.
— Não daria tempo. E se não fosse aqui — virei meu corpo novamente de frente para ele, piscando maliciosamente — eu o atacaria no meio da festa. E não seria conveniente o candidato à Presidência ser pego no banheiro da sua própria recepção com sua linda primeira dama no meio das suas pernas — ele gargalhou beijando meu pescoço.
— Vamos colocar fogo na Casa Branca — o acompanhei com outra gargalhada.
— Já pensei em mais brigadas de incêndio para ela
— beijei seus lábios molhados.
— Devassa — me apertou mais a ele.
— Sua devassa.
— Luinha! Posso entrar? — escutei a voz de Alex na porta do nosso quarto, vendo Arthur contorcer a boca em um bico mal humorado.
— Você e essas manias de dar intimidade aos serviçais — ele resmungou ganhando um selinho.
— Sabe quando essa “bicha” entraria aqui comigo no comando?
— Espero que nunca — ataquei sua boca com vontade.
— Agora deixe me ir antes que ele nos pegue de novo no flagra — me desvencilhei dos seus braços já alcançando a toalha.
— Como assim de novo? — Arthur cuspiu irado.
— Sumas, amor, no dia em que Sophie nasceu — disse simplesmente. — Mas depois conto os detalhes.
— Dependendo do que se trata não precisa nem se dar ao trabalho, Lua Maria — gargalhei, saindo do banheiro, não antes de lançar um beijo de longe para meu homem de ferro, que entrou novamente no jato de água.
— Já vou Alex — gritei colocando meu roupão e abrindo a porta.
— Não vai me dizer? — apenas confirmei, rindo — espero na suíte ao lado, minha rainha.
— Alex, — gritei assim que ele se virou — ainda corto sua língua fora seu fofoqueiro de uma figa — ele arregalou seus dois olhos azuis na minha direção.
— Me perdoe, rainha, mas o Senador estava tão nervoso — gargalhei, batendo na sua bunda.
— Conversaremos depois, encontro você lá em cinco minutos.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 119  :
 ARTHUR
Continuei ali apenas curtindo aquela sensação de paz que somente Lua e Sophie me davam, tendo a certeza que com elas ao meu lado tudo daria certo.
Nunca havia me imaginado tão dependente, principalmente na política, de duas mulheres, como me encontrava naquele momento.
Porém depois da construção da minha família nada mais faria sentido.
E meus próximos passos rumo ao topo eu daria com muito prazer, sempre as mantendo por perto, como meu apoio e sustentação únicos.
 LUA
 Acordei mais uma vez ouvindo o barulho de um chorinho fino vindo da babá eletrônica e sentindo também, como em todas as manhãs, alguém se remexer ao meu lado com o colchão se erguendo.
Sem abrir os olhos, sabia do que se tratava aquele movimento, então disse.
— Não me apareça no quarto da nossa filha apenas de boxer — ouvi sua gargalhada — e não ria.
— Não sei por que se preocupa, já que as duas  enfermeiras e a babá que contratou são de meia idade.
— E você acha que correria o risco de ter que conviver com uma ninfeta suspirando por você, ainda por cima cuidando da nossa filha? — abri os olhos, levantando um pouco a cabeça o vendo sorrir lindamente no pé da cama.
— Você não era tão ciumenta — Arthur colocou o roupão fazendo-me morder os lábios. Sim, eu estava pegando fogo.
— Mas você sempre foi muito gostoso — ele se aproximou da cama lentamente, como um leão da montanha pronto para dar o bote, porém, o choro da babá eletrônica se tornou estridente, nos fazendo rir a centímetros da boca do outro.
— Traga nosso relógio britânico antes que ela acorde Manhattan inteiro.
— Sophie tem o seu gênio — Arthur levantou se dirigindo à porta.
— Não tem não, — balancei a cabeça — ela é inteira você — imitando meu gesto saiu do quarto.
Nos últimos quarenta dias nossa vida havia criado uma rotina adorável.
Na verdade quando se tem uma criança em casa, a rotina tem que ser minuciosamente seguida, principalmente quando essa criança se chama Sophie Marie Stevens Scott e a cada três horas acorda aos prantos para mamar, não podendo esperar ao menos o pai sair do quarto para buscá-la, às vezes chegando até a perder o fôlego.
Tão pequena e já tão geniosa.
Inteira o pai, mesmo que ele diga ao contrário.
Voltamos para Nova York um mês após o parto, quando a pediatra autorizou o voo de nossa filha.
Enquanto estivemos lá podemos ter a paz e a tranquilidade de uma vida no campo, mais precisamente de uma cidade pequena, pois nossa volta para casa estava cercada de  especulações e expectativas para a campanha do meu marido, à Presidência.
O mundo inteiro não falava em outra coisa e cada passo nosso, mesmo que fosse algo banal como levar Sophie ao pediatra, virava manchete de primeira página.
Mas aquela seria nossa vida dali para frente e teríamos que nos adaptar.
Ainda em Sumas, recebemos a visita da doutora Charlotte e da pediatra de Sophie, doutora Ava e com as duas devidamente examinadas, Arthur pode respirar aliviado parabenizando o doutor Robert com sua equipe pelo excelente trabalho para a vinda da nossa filha ao mundo.
Meu marido também não só prometeu, como concedeu uma pomposa quantia particular para o hospital, ainda enviando um projeto ao Capitólio para melhorias em todos os setores da cidade, entrando em contato com o Prefeito e os secretários de Sumas.
Sim, Arthur Scott não parou de trabalhar um minuto sequer.
Ele tinha a política no sangue e esse sempre será seu combustível diário para chegar onde tanto almeja.
Não por ser meu homem de ferro, mas Arthur seria o melhor e mais aplicado presidente de todos os tempos.
Porém, nunca deixando de lado seu papel de marido perfeito e agora do pai mais presente de todos.
Ele participava de tudo relacionado à Sophie e mesmo tendo contratado três pessoas para nos ajudar, éramos nós que realizávamos a maior parte das tarefas com nossa filha.
Em Sumas ainda contratamos uma enfermeira, que trouxemos com a gente. Liah nos ajudou muito nos primeiros dias, principalmente quando tive que me ausentar, para o coquetel e noite de autógrafos, que havia sido adiada por conta do nascimento de Sophie.
Muitos nomes importantes voltaram, alguns mandaram cartões e lembranças pelo nascimento da nossa filha.
E o primordial foi saber por Dibe que já havia alguns investidores querendo participar da revitalização turística e histórica da cidade.
Obama também havia mandado um projeto especial para o Capitólio e com certeza seu Presidente o aprovaria sem pensar, sorri lembrando como era apetitoso aquele Presidente do Senado.
No dia do evento Arthur também quis saber o que Átila fazia comigo na sacada do Museu quando comecei a passar mal. Contei todos os detalhes da nossa conversa, dizendo que ele apenas havia vindo me pedir desculpas e falar que naquele momento conseguia ver o amor que meu marido sentia por mim.
Arthur revirou os olhos e não quis mais tocar nesse assunto, que para mim também já estava mais que encerrado, principalmente por acreditar que Átila era apenas mais um garoto querendo se encontrar na vida.
Voltando aos cuidados da nossa princesinha, as outras duas senhoras de meia idade, como Arthur costumava falar, tinham muita experiência com bebês, Guadalupe e Abigail, que carinhosamente chamamos de Lupe e Bibi, foram muito bem indicadas e com a ajuda de Emma e Kátia fizemos a seleção certa.
Perdida em meus pensamentos vi Arthur entrar em nosso quarto com o maior sorriso que já havia visto sair dos seus lábios, pois ele vinha diretamente do coração e a felicidade que ficava quando estava com nossa filha nos braços transparecia por todos os seus poros.
Já Sophie, como acontecia todas as manhãs, estava suada de tanto chorar e morta de fome.
— Olhe quem veio dar bom dia para a mamãe mais linda e ciumenta do mundo — revirei os olhos ajeitando-me melhor na cama e estiquei meus braços em direção a eles.
— Não sou ciumenta. Apenas precavida — recebi Sophie e meu sorriso se abriu involuntariamente também em ver aqueles olhos verdes escuros olhando para mim, com sua boquinha querendo esboçar um sorriso.
— Bom dia, meu amor, dormiu bem? — toquei sua testa molhada.
— Estava quase se jogando do colo da Liah, se não chegasse a tempo.
— Como eu disse, — pausei olhando para ele que tirava o roupão, deixando aquele corpo tentador à mostra
— inteira sua.
— Não morda os lábios, Lua Maria — fui pega no flagra, enquanto minha filha, instintivamente, capturava meu seio.
— Você sabe há quantos dias estou sem seu corpo — suspirei — dentro do meu?
— Exatamente quarentas dias, contados no relógio — Arthur se aproximou sentando ao nosso lado. Sophie continuou a mamar tranquilamente em meus braços, enquanto seu pai me olhava como se fosse, literalmente, me comer.
— Estou com tanta saudade — fiz manha ganhando um selinho provocativo com sua língua sendo passada bem perto do meu lábio inferior.
— Oh, meu Deus! Não faça isso, estou pegando fogo, amor — o desgraçado gargalhou.
— Você ri porque pode se aliviar durante esses dias e eu?
— Você será completamente recompensada hoje depois da festa — fiz um muxoxo.
— O quê? — tocou meus lábios com seus dedos longos para logo depois infiltrá-lo em meus cabelos.
— Pensei que tomaríamos nosso banho juntos, antes de Alex e sua equipe entrarem aqui e me levarem de você.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 118  :
 ARTHUR
 — Obama esteve no hospital — vi a ponta do seu sorriso se abrir.
— E...
— Ele precisa do meu nome até o fim dessa semana, para que o partido aprove minha candidatura a Presidência.
— Isso é maravilhoso! — Sophie resmungou por conta do grito de Lua, o que nos fez contrair o sorriso.
— Meu amor, isso é... — sua voz embargou.
— Esse é seu sonho se realizando — ela entrelaçou nossas mãos — e o que você disse, aceitou, é claro.
— Não — me olhou confusa.
— Como não?
— Eu precisava falar com você primeiro, princesa, sua opinião na minha vida é de inteira importância.
— Já disse o quanto o amo hoje? — ela tocou meu rosto carinhosamente.
— Já estamos prontos para essa nova batalha, mesmo tendo a certeza de que ela já esta ganha — Lua piscou animada.
— Não sei o que faria sem você — me aproximei capturando sua boca.
— Você me dá força e paz na medida certa, confiando em mim acima de qualquer coisa.
— Você é o melhor, amor. Sempre disse isso e vamos adentrar a Casa Branca — olhou para Sophie, que dormia tranquilamente em seu berço — os três, com as mãos entrelaçadas, como sempre.
— Eu amo você, princesa — beijei seus lábios novamente.
— E o que está esperando para ligar para Obama? — disse agitada e batendo palminhas como Mary.
— Amanhecer, querida — apontei para a janela.
— Oh, Deus! Estou completamente desestruturada, será que isso vai melhorar com o tempo? — sorri a abraçando.
— Obrigado por estar ao meu lado, sempre.
— Eu nunca sairia, nem que me mandasse embora — me deu um selinho, porém fomos interrompidos por um chorinho fino.
— Nosso relógio britânico acordou. Pega ela para mim, amor?
— Lua sabia ser manhosa também e minha vontade naquele momento era pegar aquele bico...
— Pego — respirei fundo indo até o berço de Sophie.
— Vou aproveitar que está na hora da mamada e tomar um banho, assim descansaremos os três juntos depois, o que acha?
— Perfeito! — ela sorriu recebendo nossa filha nos braços.
— É só do que preciso para dormir em paz, vocês dois ao meu lado — lhe dei um selinho e saí em direção ao banheiro.
— Qualquer coisa só me chamar.
— Ok, papai, mas vamos ficar bem. Tome seu banho tranquilo, meu amor. O dia foi cheio de emoções para todos nós.
Entrei no banheiro sorrindo e tendo que concordar com Lua.
O dia havia sido um dos mais importantes para todos nós e sabia que ainda viriam mais. Sempre cercados de muito amor e união.
~~--~~~~~~
— E aí falou com ele? — Lua colocou Sophie no berço depois de mais uma mamada.
— Está tudo acertado, — fui até ela lhe dando um selinho — sou oficialmente o candidato dos Democratas para o posto da Presidência da República — minha mulher pulou em meu pescoço, nos jogando na cama.
— Você merece, meu amor. Estou tão feliz, — aproximou nossos rostos, capturando meus lábios com sede — eu amo você.
Havíamos voltado para o rancho depois de dois dias no hospital e a recepção do lado de fora no dia da alta de minhas meninas não poderia ter sido mais calorosa.
Lua fez questão de sairmos pela porta da frente com Sophie nos braços. Claro que preservando o rosto da nossa filha, mas não deixamos de receber o carinho da população, que em peso, nos esperava na porta do único hospital de Sumas. Além de todos os flashes e perguntas sobre o parto e a saúde delas.
Depois do protocolo seguido à risca, fomos direto para o rancho, onde só sairíamos depois que nossa filha estivesse apta a voar e isso nos daria ainda alguns dias na cidade Scott, como Sumas já estava sendo chamada.
Naquele meio tempo também organizaríamos uma tarde de autógrafos, pois o evento teve que ser adiada pelo nascimento precoce de Sophie.
E como sempre Lua Maria tinha razão, se não fosse por sua teimosia deixando um quarto pronto em Sumas também, nossa filha não teria um lugar aconchegante para dormir.
Sorri apertando seu quadril mais largo e a beijei novamente, nos aconchegando ainda mais na nossa cama, enquanto nossa princesinha dormia tranquilamente em um Moises ao lado.
— Você está mais gostosa — ela gemeu se esfregando em mim.
— Seu quadril, — corri as mãos pela lateral do seu corpo — seus seios...
— Oh, meu Deus! — Lua se abanou fazendo-me gargalhar — você ri, mas já estou pegando fogo e ainda temos mais de um mês de resguardo — aproximei nossos corpos novamente.
— Quero deixá-la no ponto para quando eu for pegar você, — gememos mais uma vez com o atrito das nossas intimidades — poder acabar com você — beijei seus lábios novamente com a fome de um bebê faminto.
— Você ainda me mata — toquei seu rosto carinhosamente.
— Eu amo você, Lua Maria Scott — ela sorriu lindamente.
— Também amo você, Senhor Presidente — gemi, balançando a cabeça.
— Você é a minha mais forte cabo eleitoral — ela beijou meu peito.
— Com certeza.
— Esses últimos dias foram de muita importância para mim, — ela parou com a cabeça apoiada no cotovelo, olhando diretamente para meus olhos — posso dizer um dos mais...
Nossa filha veio ao mundo — Lua tocou meu rosto — e fui indicado oficialmente para o cargo político mais importante do mundo.
— Você, no mesmo dia, recebeu nas mãos as duas maiores responsabilidades da sua vida, como homem civil e político. Tendo a criação e construção do caráter de um novo ser humano dependendo inteiramente de você — olhamos para Sophie — junto com a perspectiva de comandar brilhantemente o país que irradia o poder para o resto do mundo, como só um Scott conseguiria fazer.
— Poderes completamente diferentes, porém com um único intuito...
— Fazer de nosso mundo um lugar melhor — Lua completou.
— Exatamente.
— E nos dois casos não conseguiria sem você — beijei a ponta de seu nariz.
— Por isso que além de ser a mãe da sua filha, — se aconchegou mais no meu peito.
—Eu sou sua mais Lua Primeira Dama — parou pensativa.
— Acho que conseguirei conciliar meus dois super poderes — ela sorriu beijando meu peito.
— Eu sei que sim.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 117  :
 ARTHUR
 — Vou levá-la até Lua, logo teremos a primeira mamada e preciso acordá-la. Ela não me perdoaria se deixasse Sophie tomar mamadeira em sua primeira mamada.
— Você tem razão, Senador.
Luinha é mesmo uma fera, — Alex disse temeroso — um pouco teimosa também — revirou os olhos me fazendo parar e olhar diretamente para a “bicha”, quer dizer, o cabeleireiro das mulheres da família.
— O que está me escondendo, Alex? — era engraçado ver como eu impunha respeito.
— Senador, ela vai me matar, mas... — ele pausou.
— Alex, Arthur precisa levar Sophie antes que acorde.
— Oh, Emma, minha querida... — ele respirou falando de uma só vez — Lua estava sentindo dores desde hoje pela manhã.
— E por que não me contou? — Essa... Esse... Alex tinha sorte de estava com minha filha nos braços.
— Você conhece sua mulher mais do eu com certeza, Senador, ela me disse que tinha melhorado, então.
— Também percebi ela tensa hoje quando nos encontramos no museu.
— E gelada... — completei o pensamento de Mary, me dando conta que também fui relapso com Lua.
— Vou vê-la — dei dois passos, mas me virei novamente.
— Me entendo com você depois — Alex ficou mais branco que um papel.
— Não se preocupe, querido, ele só está um nervoso.
— Eu sei, querida Emma, entendo, mas fiquei com tanto medo... — não ouvi mais nada, depois que entrei no quarto.
Lua dormia tranquilamente e até podia ver o vislumbre de um sorriso depositado em seus lábios, porém mais cedo que imaginava ela chamou por mim.
— Arthur — da cama não podia nos ver, então me aproximei com nossa filha nos braços.
— Oi, meu amor, como você está? — Lua abriu os olhos devagar junto com seu sorriso mais lindo, assim que viu nosso presente no meu colo.
— Sophie! — tentou se arrumar um pouco na cama, pedindo-a com os braços — vocês dois são tão lindos juntos. Oh, meu Deus!
Como eu te amo — colocou as mãos na boca.
Aproximei-me colocando nossa filha em seus braços pela primeira vez, lhe beijando castamente nos lábios.
— Ela é tão linda — minha princesa chorava o que me fez aconchegar as duas mulheres da minha vida no peito.
— Sim ela é. E tem a sua boca — a beijei novamente.
— E seus cabelos — tocou a cabecinha da nossa filha carinhosamente.
— Ela é perfeita, olhe o dedinhos — me mostrou as mãozinhas.
— Todos os dez dedinhos, princesa, eu contei — brinquei.
— Ela está prestes a acordar e precisa mamar.
— Ela ainda não comeu?
— Não, claro que não. O primeiro leite tem que ser o da mãe, nós lemos sobre isso, lembra?
— Sim, eu me lembro — Lua sorriu sem tirar os olhos de Sophie e como estivesse adivinhando, nosso bebê começou a resmungar e abrir seus olhinhos devagar, como a mãe, quando acordava.
— Oh, mamãe, estou com fome — sorri da doçura das duas juntas.
— Vamos colocá-la no peito? — senti Lua reticente — vamos — sorri encorajando-a, queria que aquele fosse um momento nosso, sem ninguém ou enfermeiros dando palpites.
— Nós só vamos colocar em prática o que aprendemos durante mais de seis meses — ela respirou fundo abrindo a camisola.
— Você tem razão.
Colocamos os dois nossa filha para mamar e em sua primeira sucção sorrimos mais uma vez com lágrimas nos olhos.
— Tudo bem?
— Sim, isso é...
— Mágico — beijei cada lágrima que teimava em cair.
— Nosso maior presente — sentimos o bebê suspirar entre uma chupada e outra, o que nos fez rir feitos dois pais babões.
— Ela já nos tem nas mãos.
— Então agora você sabe a sensação que me acompanha desde que a conheci — ela sorriu envergonhada.
— Eu amo você, princesa.
— Eu também, meu amor — nos beijando novamente e continuamos como expectadores da primeira mamada da nossa filha.
Ali éramos apenas nós três, sem nenhuma outra preocupação, medos ou receios.
E diante dos amores da minha vida tive a certeza de onde encontraria forças para seguir em frente em qualquer problema que precisasse enfrentar.
Eu tinha minha família completa e ali naquele momento, a paz de vê-las tão próximas, deixava-me radiante.
Depois do que nos pareceu horas, Sophie dormiu ainda sugando o seio vazio de Lua, então fizemos com que arrotasse e juntos a colocamos no berço, ficando em silêncio, velando seu sono profundo com a barriguinha cheia.
~~---~~~~
— Nunca imaginei que poderia ser tão feliz — disse assim que terminei de ajudar Lua a vestir sua camisola de seda azul claro, junto com o robe, depois de um banho merecido.
Também tomaria o meu lá mesmo, já que haviam trazido nossos pertences necessários, dos três.
Claro, que o de Sophie teve que ser feito às pressas, porém nada que dona Emma Cláudia, e Mary não resolvessem.
Nossos pais e amigos já haviam nos visitado, mas com a madrugada se aproximando nos deram merecido descanso.
É claro, sendo interrompidos por um relógio com pontualidade britânica, chamado Sophie Marie, que acordava de três em três horas para mamar.
— Se você não poderia imaginar, imagine eu.
— Ajudei-a se deitar novamente na cama e mais uma vez nossos olhos caíram sobre nossa filha.
— Será que vai ser sempre assim, toda noite — sorri tortamente para ela.
— Eu acho que sim.
— Nós podemos lidar com isso — Lua me beijou e pela primeira vez depois de oficialmente pais, nossas línguas se cruzaram com a mesma descarga elétrica instalando entre nós, fazendo-nos gemer.
— Eu amo você, papai.
— Eu também, mamãe — sorrimos como dois bobos novamente e achei que aquele era o momento de conversarmos.
— Preciso lhe contar algo — Lua, por me conhecer tão bem, encarou-me preocupada.
— O que aconteceu, amor?
— Ela me chamou até a cama e sentei à sua frente, olhando diretamente.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 116  :
 ARTHUR
 — Nada vai se comparar a isso, nunca — disse emocionado e fui cumprimentado pela Primeira Dama.
— E como elas estão?
— Muito bem, Senhora Obama. Lua agora está dormindo e Sophie sendo examinada para ir para o berçário.
— Foi parto natural mesmo? — ela perguntou encantada, fazendo-me sorrir orgulhoso.
— Até o fim, Primeira Dama — Michelle tinha um olhar cúmplice para o marido.
— São eles sem sombra de dúvida, querido — fiquei em choque sem entender.
— Desculpem ? — os dois sorriram e me vi ali como era com Lua, usufruindo da mesma cumplicidade.
— Arthur! Precisamos conversar, meu rapaz — Obama tocou meu ombro.
— Será que temos alguma sala de reuniões aqui no hospital?
Não vou tomar muito do seu tempo, porém quero deixar isso certo antes da nossa volta para Washington.
— Tudo bem! Ainda tenho um tempo antes das minhas meninas voltarem para o quarto.
— Ótimo, chame seu pai e seus assessores também.
— Ok! Com todos presentes na sala de reunião improvisada no hospital, Obama não fez rodeios.
— O nome do meu sucessor precisa ser dado ao partido até o fim de semana e a minha escolha já está feita — respirei fundo vendo meu sonho de governar do topo cada vez mais próximo.
— E então, Presidente, o que decidiu?
— Arthur é o nome, George, sem sombra de dúvida — ele sorriu olhando diretamente para mim.
— Um político sério, com mãos de ferro tendo uma autoridade gritante para comandar esse povo. E ao seu lado a determinação e força em pessoa, chamada Lua Maria Scott — sorri orgulhoso me lembrando da minha mulher, sabendo que ele estava coberto de razão.
— Os Scott precisam voltar ao comando desse país.
— Eu fico muito feliz com o convite, Obama, porém antes de decidir qualquer coisa que envolva tanto minha vida política como pessoal, tenho que conversar com Lua.
— Você está certíssimo, meu caro, — ele mais uma vez bateu no meu ombro — por isso esse convite feito as pressas. O nome tem que ser dado até o fim da semana, mas você terá tempo para conversar com sua esposa sobre todas as decisões a serem tomadas.
— Eu agradeço desde já. E fico muito feliz em ter meu nome para a sua sucessão.
— Você sabia que era meu mais forte candidato, não é?
— Sim, Presidente, e fico lisonjeado com isso, mas preciso voltar ao quarto de Lua antes que ela acorde.
— Arthur, fique à vontade.
Esperarei sua resposta o quanto antes.
Você será de extrema importância para nosso país, é de uma pessoa como você que os Estados Unidos precisa — ele me abraçou novamente.
— E mais uma vez, meus parabéns.
— Obrigado, Presidente. Vocês me dêem licença, preciso cuidar de minha família agora.
— Toda, Arthur — vi o vislumbre do sorriso orgulhoso do meu pai e da minha equipe assim que fechei a porta, lembrando de tudo que havia passado até chegar ali.
Profissional e pessoalmente...
Naquele dia minha vida havia mudado para sempre em todos os sentidos.
Eu havia acabado de ganhar meu maior presente, Sophie.
O complemento do meu amor por Lua, a mulher que nasceu para estar ao meu lado. E havia oficialmente sido convidado para ser o candidato oficial para substituição de Barack Obama na Presidência da República.
Cheguei ao quarto e Lua ainda dormia feito um anjo, então beijei seus lábios castamente e saí em direção ao berçário, já vendo nossa família inteira babando pelo vidro e tive certeza que minha princesinha já estava ali.
— Oh, meu filho, ela é tão linda — minha mãe chorava emocionada.
— Sim, mãe, ela é — me aproximei do vidro sendo chamado pela enfermeira, indicando a porta.
— O senhor pode entrar se quiser. Logo a levaremos até o quarto da sua esposa.
— Eu quero levá-la — estiquei os braços, como por instinto, aconchegando minha filha neles.
— Papai voltou, meu amor, vamos para o quarto acordar a mamãe? — beijei sua mãozinha minúscula. Como se entendesse, Sophie abriu seus olhos verdes escuros me olhando intensamente e lágrimas teimosas voltaram a cair novamente dos meus olhos — papai também ama você, mais que tudo nessa vida.
Levei-a até seus avós que também não seguraram tanta emoção, os durões, Chefe Stevens e o Governador Scott, que já havia voltado de nossa reunião improvisada.
— Ela é toda vocês, a mistura certinha — Cláudia disse em prantos.
— Mais toda criança quando nasce não tem cara de joelho?
— McCartney — o repreendi. — Não minha filha.
— Não mesmo, olhe esse rostinho. O biquinho é inteiro da Lua — Mary tocou sua cabecinha.
— Eu também percebi, querida, e esse cabelo, meu filho, é igual o seu quando nasceu — minha mãe não se conteve beijando a testa da neta no meu colo.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 115  :
 LUA
 — Não! Eu quero ir até o fim... Eu aguento, amor — fiz mais força, com ele beijando novamente minha testa suada.
— Lua Maria, se mudar de ideia a hora é essa, depois não podemos mais parar.
— Eu quero sentir... — AÍIIIIIIIIIIIIIIIIII — empurrei, apertando ainda mais a mão do meu marido.
— Estou aqui, meu amor — Arthur a acariciava enquanto eu praticamente quebrava a dele.
— Eu sei... AÍIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII — senti algo me rasgando inteira. Era uma dor insuportável que foi amenizada por um choro estridente.
Me joguei na maca exausta, mas sentindo-me a mulher mais realizada do mundo.
Eu era mãe... E tudo a partir daquele momento começava a fazer sentido na minha vida.
— Você está bem? — Arthur estava dividido entre se preocupar comigo ou com Sophie que chorava em algum lugar da sala.
Sorri, constatando que sua vida a partir dali seria assim, entre os dois amores da sua vida.
— Estou ótima, — disse fracamente — apenas cansada.
Mas eu quero vê-la, amor — Arthur lançou-me aquele sorriso que me desmontava, ainda mais quando vinha acompanhado de lágrimas.
— Eu vou buscá-la — ele saiu do meu lado ao mesmo tempo em que viraram meu corpo aplicando a anestesiada, para que pudessem fazer a limpeza e dar alguns pontos, se houvesse necessidade.
— Está tudo bem, Lua Maria, sentindo alguma coisa? — sorri para o médico que se aproximou.
— Estou bem, só um pouco cansada — ele sorriu.
— Extremamente normal. Você foi anestesiada para darmos continuidade ao procedimento, mas logo irá para o quarto, onde poderá descansar um pouco.
— E minha filha? — o médico sorriu novamente, olhando em direção a Arthur que voltava com um embrulhinho rosa nos braços.
— Meu Deus! — comecei a soluçar.
— Nossa filha, amor, — ele se aproximou mostrando pela primeira vez nosso bebezinho. Meu coração doía de tanta emoção e não consegui respirar direito — ela é linda, amor — toquei seu rostinho delicado.
— Ela é a sua cara, a mais linda de todas. Nossa princesinha — percebi que Arthur também chorava, beijando nossas mãos unidas, dos três, pois Sophie, mesmo com alguns minutos de vida, já segurava meu dedinho, obstinada, como se aquilo dependesse sua vida.
— Eu amo vocês — sorri quase fechando os olhos.
— Nós também amamos você, mamãe — Arthur abaixou selando nossos lábios e então pude dormir, suspirando satisfeita, deixando-o sentir o que já havia sentido durante nove meses.
O calor e o amor da nossa filha, agora em seus braços.
 ARTHUR
 Ainda tentava entender, meio anestesiado por conta dos últimos acontecimentos, de onde vinha tanto amor.
Estava com Sophie nos braços vendo minha mulher acabar de ser limpa e tratada, depois de, com toda a garra e força, colocar nossa filha ao mundo.
Se eu já admirava Lua Maria, naquele momento, me ajoelharia diante de tanta força e determinação.
Lua quis sentir tudo, desde as dores, até o choro da nossa filha, não se deixando ser anestesiada.
E naquele momento dormia tranquilamente depois de ter concluído seu mais lindo trabalho.
Se existia alguma dúvida que minha mulher seria uma mãe maravilhosa, ela se dissipou ali, quando a vi naquela maca sem medos ou receios trazendo nossa filha ao mundo.
Lua era uma leoa e eu a amava muito mais por isso, como se aquilo fosse possível, um amor ainda maior.
Sophie se remexeu no meu colo, chamando minha atenção.
— A mamãe é linda, não é, meu amor? — beijei seu pequeno rosto.
— Senador. Precisamos levá-la — uma enfermeira se aproximou.
— Por quê? Ela está bem? — ela sorriu complacente.
— O pediatra ainda precisa examiná-la. O senhor pode esperar lá fora — ela apontou para a porta, tirando Sophie do meu colo.
— Tudo bem, mas... — olhei para Lua, que dormia relaxada — e minha mulher?
— Ela estará no quarto em alguns minutos.
— Obrigado — beijei mais uma vez a testa da minha filha.
— O papai já volta — ela se remexeu um pouco, soltando um resmungo e fui em direção ao amor de minha vida.
— Te esperarei no quarto, princesa — beijei seus lábios inertes.
— Obrigado por esse lindo presente.
Saí cambaleando do centro cirúrgico sendo abraçado por minha mãe que veio correndo na minha direção, mas quando ergui os olhos percebi que nossos amigos e familiares também estavam à nossa espera.
— E aí, meu filho? — ela acariciou meu rosto ainda molhado pelas lágrimas.
— Sophie nasceu forte e com os pulmões a toda prova — sorri sendo acompanhado por todos.
— Nós ouvimos, filho. Nossa princesinha já nasceu forte e determinada.
— Veio, pai. Ela é a coisa mais linda — disse orgulhoso sendo abraçado por ele.
— E, Lua, querido? — Cláudia também me abraçou, emocionada.
— A filha de vocês é o meu maior orgulho. Sua determinação para colocar nossa filha ao mundo foi algo louvável.
— Ela é mais forte que imaginamos, filho — Billy me abraçou chorando também.
— Nós que temos a propensão de querê-las sempre em redomas de vidro, ainda mais agora, que seu trabalho será dobrado — ele beijou carinhosamente a testa da esposa, que sorriu.
— Você tem razão, Billy. Lua está dormindo agora e sendo preparada para ir para o quarto, já Sophie... — meu sorriso se abria involuntariamente ao falar da minha filha — também está sendo examinada, mas logo irá para o berçário.
— Parabéns, amigo — Ethan com todo seu jeito atrapalhado veio me abraçar e foi retribuído com muito carinho, afinal aquele era o meu melhor amigo. Logo depois, fui cumprimentado por Lizzy, Jared e Mary que chorava sem parar.
Porém minha surpresa maior foi ver Obama na sala de espera do hospital.
— Presidente! Vocês estão... — olhei para ele e sua esposa, Michelle.
— Arthur! Não poderíamos perder esse momento tão mágico, precisávamos lhe dar os parabéns — ele me abraçou.
— Agora me diga, não é a maior emoção de todas?
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 114  :
 LUA
 — Esse é um dos grandes colaboradores para que esse trabalho fosse concluído, Michele.
— Oh, meu rapaz você está de parabéns.
— Obrigado, Primeira Dama. Não tenho como agradecer o carinho e a presença de vocês aqui hoje.
— Não nos agradeça, caro rapaz, uma visita diplomática se torna importante quando geramos o bem. É essa a função de uma Primeira Dama, guiar os passos do casal para o melhor junto ao seu país. Essa viagem hoje a Sumas só veio reforçar o que já sabíamos — ela sorriu e apertou mais uma vez minha mão.
— Vivemos em um mundo escasso de cultura e história e apoiar um projeto assim nos faz muito felizes, principalmente vindo de pessoas que sabemos ter um futuro ainda brilhante pela frente.
Sim, Michele Obama me queria como sua sucessora.
E mesmo sem palavras diretas, deixou claro que teríamos todo o apoio daquele casal maravilhoso para nossa campanha ao governo dos Estados Unidos.
Deixei-a conversando com Dibe assim que avistei Mary se aproximando com Jared.
— Pensei que não estivessem aqui — a abracei.
— Não os vi hoje no rancho.
— Saímos cedo, meu amor — ela sorria lindamente.
— Uma organização dessas dá trabalho sabia?
— Eu sei, mas sei também que ama esse trabalho mais que tudo.
— Não mais que tudo, não é, amiga? — Mary olhou apaixonada para o “namorido”, como costumava chamá-lo e Jared corou.
— Não precisa ter vergonha, amor, é apenas a Luinha.
— Vocês são tão lindos juntos. Mas, por falar em casais formados na Scotts’s, onde estão Ethan e sua advogada ? — nós três rimos, porém quando olhei para minha frente Arthur ergueu sua taça de champanhe, sorrindo para mim. E isso fez com que minhas pernas bambeassem.
Sim eu era a mulher dele. Casada e grávida. Porém, o Senador Scott sempre causaria um deslumbramento único em mim.
— Lua! — Mary estalou os dedos perto do meu rosto — sei que o amor por seu marido é imenso, — sorri envergonhada — mas estamos conversando. Como ele ainda pode deslumbrar você depois de tanto tempo?
— Me perdoe, amiga, mas não sei — dei de ombros.
— Voltando ao nosso assunto, por onde anda nosso mais novo casal?
— Bom a última vez que os vi estavam recepcionando alguns nomes importantes que haviam chegado. Falando nisso, você viu quantas pessoas famosas estão aqui hoje para prestigiar você — falou orgulhosa.
— Vi sim e vamos conseguir realizar nosso desejo de transformar Sumas em um pólo de turismo histórico — senti uma pontada no fundo da barriga, fazendo com que me contorcesse um pouco.
— Lua! — Mary tocou minhas mãos geladas — está tudo bem?
— Sim, amiga — tentei acalmá-la, mas precisava andar um pouco.
— Vou dar atenção a algumas pessoas antes dos autógrafos.
— Você tem certeza que está tudo bem?
— Está tudo ótimo, amiga. Volto já, me dêem licença.
Saí sorrindo para algumas pessoas, mas ainda sentindo dores em minha barriga.
Porém quando cheguei perto sacada do museu ouvi a voz da última pessoa que esperava encontrar ali naquele tarde.
— Lua!
— Átila? — virei para ele que tinha o semblante completamente envergonhado. — Há quanto tempo.
— Com certeza — ele sorriu pelo canto da boca.
— Eu... Na verdade aceitei o convite do Dibe porque queria me desculpar por tudo que causei a você na época que esteve aqui.
— Não precisa se desculpar, Átila — olhei para os lados rezando para que Arthur não percebesse sua presença ali, pois uma briga naquele momento seria muito constrangedora em frente de todos que vieram nos prestigiar.
— Preciso sim, Lua — ele seguiu meu olhar que estava fixo no meu marido conversando animadamente com Obama.
— Ele a ama de verdade.
— Eu sempre disse isso — confirmei.
— Eu sei, mas não escutei.
— Leve isso como uma grande lição — voltei meu olhar para ele.
— Conheça antes de julgar, não foi o que fez no nosso caso, se colocando em uma situação bem complicada. Pense antes de tomar atitudes que possam atrapalhar sua vida — sorri.
— Você é novo ainda, tem muito que aprender.
— Você está feliz, não é?
— Eu sou a mulher mais feliz do mundo, Átila — senti mais uma pontada forte no pé da minha barriga, porém dessa vez não consegui segurar o grito — Ai!
— Lua? — Átila se aproximou assustado — o quê...
— Lua... O que esse moleque está fazendo aqui?
Chamem os seguranças, tirem-no daqui agora — Arthur se aproximou esbravejando. — Princesa, o que ele fez?
— Amor, olha pra mim, — enquadrei seu rosto com minhas mãos — o Átila — respirei fundo — não fez nada... Mas, Sophie... Ai! Arthur, nossa filha quer nascer.
— Meu Deus! Um médico — ele me pegou nos braços.
— Liguem para a Doutora Charlote, ela tem que vir para cá imediatamente.
— Amor, não vai dar tempo, eu estou... Oh, meu Deus! — mais uma pontada e dessa vez senti que a bolsa havia estourado — a bolsa...
— Um médico, agora — gritou desesperado no meio do museu.
— Senador, sou o Doutor Robert, ginecologista e obstetra, posso ajudar vocês — Arthur olhou desconfiado, porém Ana se aproximou, nos acalmando.
— O Doutor Robert é o melhor da região, ele cuida de todas as mulheres aqui na cidade.
— Ok! Vamos para o hospital — Arthur correu comigo até o carro, tomando ele mesmo a direção, sem perceber mais ninguém ao nosso redor. E em menos de cinco minutos estávamos na porta do único hospital de Sumas.
— Doutor Robert. Estou colocando meus bens mais preciosos em suas mãos — o médico sorriu entrando conosco no hospital.
— Não se preocupe, Senador, nossa equipe fará um ótimo trabalho e sua filha virá ao mundo na cidade onde seu avô e seu pai, nasceram — toquei o rosto desesperado do meu marido.
— Nossa filha vai nascer em Sumas, amor — ele sorriu emocionado, beijando minha mão.
— Sim, princesa. E vai ficar tudo bem.
— Não saia do meu lado — apertei sua mão assim que adentramos uma sala muito clara.
— Nem que você mandasse — me deu um selinho e comecei a ser preparada para o parto.
Tínhamos optado pelo parto natural, seria mais saudável tanto para mim, quanto para Sophie, mas acima de tudo, queria sentir tudo do começo ao fim do nascimento da minha filha. Escutava tudo muito longe, pois me sentia completamente anestesiada pelo fato de que em alguns minutos teria nossa princesinha nos braços. Arthur ainda pediu para alguém avisar nossa médica em Nova York e trazê-la para Sumas o mais rápido possível e alguém o levou para se vestir.
Sorri em meio às lágrimas que já teimavam em cair, imaginando como nossa filha seria terrível.
Sophie não pode esperar até o fim de um dos eventos mais importantes das nossas vidas, querendo participar inteiramente. Essa menina seria inteira o pai.
Já preparada e dentro do centro cirúrgico senti um aperto na minha mão, o que me fez respirar aliviada, pois meu amor estava ao meu lado novamente e já com suas roupas esterilizadas.
— Eu amo você — sorri em meio a contrações e comecei a fazer força por ordens do Doutor Robert.
— Eu também amo você — Arthur beijou minha testa e pude senti-lo completamente tenso.
— Hora de fazer força, Lua Maria, vamos trazer essa princesinha ao mundo.
— AÍIIIIIIIIIIIIIIII! — mais uma contração surgiu porém respirei fundo fazendo toda força que consegui, começando a sentir minha filha nascendo pelo meio das minhas pernas.
— Estou vendo a cabeça, Lua Maria, vamos precisar de mais força.
— AÍIIIIIIIIIIIIIIIII! — mais uma contração e mais força — está doendo — reclamei apertando a mão de um Arthur transtornado ao meu lado — Doutor... Não podemos aplicar a anestesia, eu li sobre...
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 113  :
 LUA
 — Olhe o que essas extravagâncias matinais não fazem — gemi, porém daquela vez de frustração.
— Você ouviu?
— Não tudo, amore, pois coloquei meu fone de ouvido, mais cá para nós. Minha rainha, que fogo foi aquele?
— Cale a boca — mais uma pontada. — Ai — me encostei na parede.
— Oh, meu Deus! Luinha, fale comigo, — Alex se desesperou — vou chamar o Senador.
— Não — segurei seu braço — estou bem — respirei fundo levantando devagar.
— Mas, Luinha, você está prestes a parir e se nossa Sophie Marie quiser chegar mais cedo.
— Nem pense nisso, — comecei a andar em direção ao quarto — estou bem e Sophie — toquei meu ventre — vai esperar mais um pouco para vir ao mundo. Agora venha e me deixe linda — sorri puxando meu cabeleireiro pela mão.
— Sim senhora — Alex bateu continência, fazendo- me rir.
~~--~~~~
Já pronta, sem nenhum vestígio dor, apenas uma indisposição, escutei a porta do quarto se abrir e o perfume que sempre me acalmava infiltrar em minhas narinas.
— Você está deslumbrante — virei me deparando com Arthur lindo em um terno Armani cinza claro.
— Você também, Senador — o beijei apaixonadamente escutando Alex resmungar.
— Não vão começar de novo, não é? — me desvencilhei dos braços do meu marido.
— Alec, você não tem mesmo medo do perigo, não é?
— Senador, medo eu tenho, quer dizer, morro de medo do senhor — gargalhei da sua honestidade.
— Mas sei também que a rainha Lua Maria me protege — se agarrou atrás das minhas costas, como uma criança arteira.
— Já terminou por aqui?
— Arthur, olhe os modos — o repreendi.
— Eu apenas fiz uma pergunta, já estamos no horário, princesa — ele apontou para o relógio.
— Sim, terminei. Luinha, vá lá e arrase tudo — beijou meu rosto e saiu do quarto saltitando.
— Um dia eu pego esse veado.
— Não pega não, eu tenho ciúmes — o abracei.
— Lua Maria, — foi a vez dele repreender-me — vamos parar que essa conversa não nos levará a lugar algum — entrelaçou nossas mãos e percebeu que estava gelada.
— Está tudo bem, Lua?
— Sim — sorri tentando disfarçar o desconforto em meu baixo ventre.
— Vamos?
— Vamos, meu amor — me deu um beijo desconfiado e saímos do quarto.
Chegamos ao museu e como todas às vezes, fomos ovacionados pela população do lado de fora e fotografados por toda a mídia do país.
Tentei dar atenção  ao maior número de pessoas possíveis, porém precisamos entrar, não estava conseguindo ficar muito tempo em pé por conta da gravidez e principalmente depois da indisposição que havia tido há algumas horas, não iria abusar.
Havia escolhido um vestido esvoaçante vinho de um ombro só, onde minha barriga seria a grande estrela da noite.
Sophie viria ao mundo para brilhar, mas não naquele dia.
— Toquei meu ventre. A mamãe tinha muito que fazer antes da sua princesinha nascer.
Adentramos o salão principal de mãos dadas , vendo que alguns dos convidados especiais já haviam chegado, contando principalmente já com a presença do Presidente Obama e sua Primeira Dama Michelle, que logo vieram nos cumprimentar.
— É um prazer, Presidente — Arthur disse lhe estendendo a mão. — Sejam bem vindos.
— O prazer é todo meu, Arthur, esse lugar é mágico.
Sumas com certeza tem que estar no circuito do turismo histórico do nosso país. Na verdade, essa cidade tem o espírito dos Scott.
— Tenho que concordar com você, Obama. A ideia da revitalização da cidade, transformando-a em um dos pontos históricos e turísticos do país, não poderia ter sido mais brilhante — ele sorriu orgulhoso, tocando meu rosto.
— E a mais inteligente, com a junção do livro sobre a história da sua família vindo agora, a cidade vai estar em todas as manchetes de jornais. — sabia aonde Obama chegaria e isso inflava meu ego, ao imaginar o sonho do meu homem de ferro sendo realizado. Arthur chegaria ao topo com o melhor apoio para essa conquista.
— Lua Maria, você está de parabéns, seu trabalho através dessa história tanto pelo livro, como pela cidade foi sensacional.
— E a junção de tudo só poderia vir de uma visionária. Uma primeira dama nata — Michelle veio até mim abraçando-me e é claro, me fazendo chorar com aquela declaração.
— Eu não sei o que dizer. Esses elogios tanto para mim como para Arthur, vindos de pessoas experientes como vocês são muito importantes. Obrigada — tentei conter as lágrimas que ainda caiam em vão.
— Me perdoem, são os hormônios da gravidez que mexeram inteiramente comigo — Michele sorriu apertando minhas mãos gélidas.
— Eu sei muito bem o que é isso, minha querida.
Tive duas experiências incríveis.
— E elas são lindas — sorri de volta.
— Vamos, Arthur, quero lhe apresentar algumas pessoas que vieram especialmente para conhecê-lo.
— Com muito prazer, Presidente — se virou para mim, sussurrando.
— Você ficará bem?
— Claro que sim. Vá e cumpra seu papel. Logo será a sua vez — beijei seu rosto, tirando os resquícios de batom dali, o fazendo rir.
— Sua confiança em mim me dá forças.
— Então se sinta o homem mais forte do mundo, meu amor, essa batalha já está ganha. Você tem o principal aliado ao seu lado — olhei para Obama que já o esperava um pouco mais afastado.
— Agora vá, não deixe o Presidente esperando.
— Estarei sempre de olho em vocês — tocou minha barriga.
— Eu sei que sim — ele saiu e voltei minha atenção a Michelle, que estava encantada com o museu.
— Estou fascinada com seu trabalho aqui, Lua — sorri para ela.
— Mas não o fiz sozinha. O livro sim. Esse faz parte de uma pesquisa desde os tempos da faculdade, porém para a revitalização de Sumas e principalmente dos projetos para o museu, contei com uma equipe maravilhosa — chamei Dibe com um aceno, que prontamente se pôs ao meu lado.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 112  :
 LUA
— Só se me prometer continuar me acordando assim — gemi entregue em seus braços enlaçando minha larga cintura.
— Prometo — ele gargalhou, levando outro tapa.
Descemos as escadas com Arthur ainda fazendo gracinhas e eu preocupada, se alguém tivesse escutado meus gemidos no andar de cima não saberia onde enfiar minha cara e muito menos minha barriga de nove meses.
Mas graças a Deus o clima estava ameno quando chegamos à mesa posta do café da manhã.
— Bom dia — dissemos uníssono para meu pai e George, que tomavam seus cafés, tranquilamente.
— Bom dia! Dormiram bem? — olhei para meu marido, que assentiu ainda rindo.
— Muito bem, George. Pai — beijei a testa de Billy.
— Esse bebê está cada dia maior — ele tocou minha barriga carinhosamente.
— E mais pesado — suspirei sentando assim que meu lindo Senador puxou a cadeira.
— Não consigo parar de me emocionar com esse lugar, ele me traz lindas lembranças.
— George, esse rancho é nosso, da nossa família — disse também emocionada, enquanto nossa empregada servia-me um copo de suco.
— Obrigada, Ethete — ela apenas sorriu.
— Eu sei que sim, minha querida.
— Vocês não imaginam como Ethete cuida desse jardim — Emma entrou esfuziante ao lado da minha mãe.
— Acordaram meus queridos, dormiram bem? — elas vieram me beijar e tocaram minha barriga.
— Muito bem — sorri para as duas.
— Que bom que gostaram. Precisam ir até a clareira também, vocês vão se apaixonar, mesmo sem flores, por estarmos no inverno, ela é encantadora... — olhei para Arthur, que beijou minha mão.
— E especial, em todos os sentidos — Arthur completou olhando intensamente para mim.
— Sim, amor — toquei seu rosto, carinhosamente.
— Tudo pronto para hoje à tarde? — ele se virou para Jonathan, que estava parado na porta da cozinha.
— Todos os seguranças a postos, Senador.
— E alguns homens do Pentágono também — meu pai completou e estremeci, lembrando o lançamento do livro em Nova York.
— Calma, princesa.
Sei que foi traumatizante e ficará gravado para sempre em nossas memórias, mas não temos mais nada a temer.
— Eu sei, amor, ... — minha voz embargou e Arthur beijou meus lábios, castamente.
— Shii! Não vamos falar de coisas tristes, hoje só temos motivos para comemorar.
— Arthur tem razão. Além do mais, o belíssimo trabalho que você e Dibe fizeram vai ser altamente recompensado — George disse animado.
— Ouvi falar de investidores fortes vindo para a reinauguração.
— Isso será muito importante para o sucesso de seus projetos, princesa. Sem contar a presença ilustre do nosso Presidente no evento — sorri nervosa.
— Meu Deus, isso é surpreendente.
— O quê, o Presidente? — ele sorriu, limpando a boca. Arthur estava impossível naquele dia — você mesma disse que dormirá com um daqui a alguns meses — corei fortemente.
— Arthur Sebastian Scott — esbravejei fazendo todos rirem, até os funcionários.
— Temos fé que suas palavras se profetizarão, querida. E, por oito anos.
— George, deixe a menina respirar — Emma falou assim que me viu sem ar.
— Respire, princesa — Arthur beijou meu rosto.
— Oh, Deus! Será que aguento o dia de hoje — suspirei fazendo com meus pulmões doessem.
— Aguenta, princesa, você é forte — o safado piscou, fazendo-me corar ainda mais.
— Minha querida, mudando de assunto, Alex já est preparando a suíte ao lado da de vocês para arrumá-la.
— Ao lado da nossa? — olhei para Arthur, que deu de  ombros.
— Sim, divina Lua, e vamos que já estamos atrasados, preciso deixá-la ainda mais bela — nosso cabeleireiro apareceu na porta como mágica, me assustando
— Isso é quase impossível, a beleza dela é incomparável.
— Eu sei, Senador, ainda mais grávida — eles não iam começar a picuinha de sempre, iam?
— Vamos subir, Alex — levantei puxando-o pela mão.
— E você... — apontei para meu marido, o fuzilei com os olhos.
— Se comporte.
— Sempre, meu amor — bebericou seu café, tranquilamente.
— Vamos, minha rainha.
— Se controle, Alex, se não quiser perder algo que já não usa há muito tempo, apenas para me deixar mais tranquilo.
— Arthur Sebastian Scott — gritei junto com Emma fazendo todos caírem na gargalhada novamente.
Quando comecei a subir as escadas senti uma pontada na barriga e me curvei por conta da dor.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 111  :
 LUA
 Havia também muitas pessoas influentes, que conheceriam aqui um potencial imenso para seu investimento. Tudo arquitetado por meu braço direito.
Como sentia orgulho daquele menino.
Porém, voltando a observar a paisagem ao meu lado, fiquei cheia de segundas intenções.
Já estava na hora de acordar meu Senador em grande estilo.
Engatinhei até o meio das suas pernas e sem nenhum pudor tirei seu lençol, o abocanhando com fome e sorri quando o escutei gemer, ainda inconsciente.
— Porra! Lua... O quê? — com ele ainda em minha boca, o vi acordar perdidamente louco e excitado, levantando um pouco a cabeça. Eu conhecia meu homem como ninguém.
— Bom dia, meu amor — fiz um “ploft”, estalando a língua, o fazendo gemer novamente e jogar a cabeça de volta no travesseiro.
— Você vai me matar desse jeito, Lua Maria — urrou baixo.
— Por que, amor, quer que eu pare? — afastei-me um pouco vendo seus olhos verdes escuros de excitação voar para mim.
— Nem pense nisso — agarrou meus cabelos em um rabo de cavalo e desceu minha boca novamente em seu pau.
— Com fome, princesa? — gemi esfregando uma perna na outra não parando de chupá-lo.
— Muita — levei uma mão as suas bolas e a outra, bem a outra... Eu precisava me descarregar.
— Nem pense nisso também — Arthur agarrou meus braços levantando-me e quando percebi já estava inteiramente encaixada no seu pau gostoso.
— É disso que você precisa, e não de dedos delicados — o desgraçado chupou os dedos que havia tirado de dentro de mim e rebolei ainda mais.
— Eu preciso tanto de você, amor — fiz um biquinho e ele estocou forte.
— Quero você de quatro — parou de se mexer fazendo-me resmungar.
— Prometi que comeria essa bunda gostosa quando sua barriga completasse nove meses e não o fiz ainda — Arthur deu um tapa estalado no meu traseiro.
— Você vai me matar — o safado nos desconectou com cuidado, colocando travesseiros por todos os lados para apoiar, me virou de quatro e abriu a gaveta do criado mudo.
— Oh, meu Deus! — gritei quando senti algo gelado sendo passado na parte de dentro de minha bunda.
— “Ele vai me comer por trás mesmo. E isso está me matando de excitação.”
— Não foi para isso que me acordou com uma chupada, devassa?
— Arthur começou a introduzir devagar e quando estava todo dentro de mim urramos juntos. Essa foi a deixa para ele começar a estocar fundo, enquanto  trabalhava dois dedos na minha entrada da frente junto com o polegar instigando meu clitóris inchado.
— Mais forte, amor... Isso... — gemia desconexa.
— Vai, gostosa, me aperta... Uh, Lua, tão apertada.
Você me mata... Vem, estou quase lá...
— Eu também... — não consegui terminar a frase caindo completamente satisfeita nos travesseiros colocados estrategicamente ali, depois de mais um orgasmo.
— Sensacional!
— Como sempre ! — Arthur gemeu vindo logo em seguida.
— Porra, princesa, mais algumas manhãs assim não sei se sobreviverei para o nascimento da nossa filha — sorri sendo puxada para seu peito, assim que ele se jogou ao meu lado.
— É claro que sobrevive, você é forte, amor — gargalhamos.
— Eu amo você — disse dengosa aconchegando-me mais a ele.
— Também a amo, princesa — trouxe seus lábios delicadamente aos meus, os tocando carinhosamente no começo, porém, nossos beijos nunca foram castos quando se tratavam de manhãs que já começavam quentes.
— Que tal terminarmos isso no chuveiro.
Preciso te comer de frente agora — gemi com o fogo voltando a se instalar no meu corpo, então me agarrei a ele e terminamos o que estávamos fazendo no banheiro. Como?
Elaboramos milagres por conta da minha barriga imensa, descobrindo posições sensacionais, que até o Kama Sutra duvidaria.
~~--~~~~~~
— Como está se sentindo a estrela do dia? — Arthur disse enquanto saímos do banho.
— Completamente nervosa — sorri.
— Mas, inteiramente feliz por um trabalho concluído.
— Você merece, meu amor. O evento de hoje será um marco para a cidade de Sumas e principalmente para a Família Scott — veio até mim beijando-me carinhosamente, enquanto eu terminava de colocar um vestido curto de inverno, com estampa de flores, completando com uma sapatilha.
— O merecimento não é só meu — toquei seu rosto.
— Dibe fez grande parte do trabalho, ele batalhou muito para isso também — Arthur sorriu orgulhoso da nossa escolha.
— Dibe, foi uma ótima descoberta que fizemos juntos.
— Sim — senti nossa cumplicidade através do olhar.
— Vamos tomar o café da manhã, nossos pais nos esperam — estaquei com meu rabo de cabelo nas mãos.
— Arthur! Nossos pais... — sentei cobrindo o rosto com as mãos, completamente envergonhada.
— Nós estávamos urrando de prazer aqui nesse quarto com nossos pais nas suítes ao lado. Oh, meu Deus! Que vergonha — o desgraçado gargalhou agachando na minha frente.
— Acho que é um pouco tarde para se ter vergonha, não é, Lua Maria — retirou minhas mãos do rosto.
— Arthur Sebastian, pare de rir da minha cara.
— Princesa, você é hilária, — gargalhou ainda mais — acorda pegando fogo — balancei a cabeça, não tendo como negar os fatos — me ataca enquanto ainda durmo e agora se sente envergonhada? Só você mesmo, Lua.
— Amor, eu perco os sentidos quando te vejo assim tão...
— Tão...
— Gostoso — gemi em frustração e tapei o rosto novamente.
— Venha, minha gostosa insaciável, ha uma hora dessas todos já estão lá embaixo, por isso ninguém deve ter escutado suas obscenidades aqui — bati em seu braço.
— Isso doe, Lua Maria.
— É para doer mesmo — respirei fundo com Arthur me ajudando a levantar.
— Estou tão pesada — ele sorriu acariciando minha barriga.
— Está linda, isso sim.
— Você não vale — lhe dei um selinho.
— E mais fogosa impossível — bateu na minha bunda.
— Vamos descer, não quero mais falar desse assunto — entrelacei nossas mãos.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 108  :
 ARTHUR
 — Obrigado, Lua Maria Scott, por essa esplendorosa entrevista.
E desejo toda a felicidade à família, principalmente a esse lindo bebê que vem por aí — o apresentador olhou para o ventre da minha mulher, onde Sophie descansava sem nenhuma preocupação.
— Eu que agradeço o espaço para divulgação desse, que será mais que um livro, se tornando sim, uma enciclopédia da história de nosso país. Obrigada.
A entrevista foi encerrada e a observei ainda de longe dando atenção a alguns fotógrafos e para a plateia, que a aplaudia em pé.
E quando a vi indo para os bastidores ao lado de Mary, escoltadas por Jonathan resolvi que era a hora de entrar em cena.
— Entrevista espetacular, Senhora Scott — Lua virou em minha direção, lançando-me o sorriso que iluminava meus dias a quase três anos.
— Amor! O que está fazendo aqui? — me aproximei enlaçando sua cintura. — e o Capitólio?
— Não se preocupe, todo bom trabalhador tem por direito uma hora de almoço — brinquei — então resolvi aproveitar esse momento de folga convidando minha adorável esposa para almoçar.
— Amei a surpresa e ainda mais o convite — lhe dei um selinho.
— E eu a entrevista — ela corou e olhei para Mary que também sorria orgulhosa.
— Você consegue com esse seu jeitinho meigo deixar todos em sua mão, Lua Maria — sorrimos abraçados das palavras da sua assessora.
— Eles pedem por isso. Querem a audiência a qualquer preço — deu de ombros — então tem que saber lidar com as respostas verdadeiras e inteligentes.
— Já disse que a amo hoje?
— Já, mas é sempre bom reforçar — rimos, mas fomos interrompidos por Daves Muphis, o apresentador do Talk Show mais famoso da capital dos Estados Unidos.
— Senador Scott, que prazer — sorriu esticando a mão em minha direção.
— Bom dia, Muphis! Como vai? — nos cumprimentamos.
— Muito bem, vejo que já está recuperado. Fico muito feliz.
— Obrigado. E sim, estou muito bem — retribui a gentileza.
— Temos que marcar uma entrevista para falar dos caminhos que sua carreira está tomando. Fiquei sabendo que já começaram a cogitar seu nome para a sucessão de Obama.
— São muitas especulações ainda, Muphis, mas quando tivermos algo mais concreto em mãos, com certeza voltaremos a nos falar. Hoje estou aqui apenas como o marido e expectador de Lua Maria Scott — ela sorriu, acariciando meu rosto.
— Que não é menos talentosa — o apresentador sacudiu o livro de Lua em suas mãos.
— Esse livro está mudando a visão dos Estados Unidos para o mundo.
— Foi essa a intenção, Daves — ela disse carinhosa.
— Você nos dá licença? Esta barriga está cada vez mais pesada — Lua tocou carinhosamente seu ventre.
— Preciso descansar um pouco.
— Claro, minha querida. Senador, — ele voltou sua atenção para mim — foi um prazer revê-lo.
— O prazer foi todo meu, Muphis — apertamos nossas mãos novamente e saímos em direção ao lado de fora dos estúdios.
— Ele é um bom profissional.
— Escolhemos a dedo, amor. Não falarei com qualquer um apenas para vendermos mais nosso livro — Lua disse firme.
— Você sempre fazendo as escolhas certas — lhe dei um selinho.
— Vamos escolher o restaurante? Você vem conosco, Mary?
— Não, Arthur. Vou aproveitar e preparar nossa agenda para a semana que vem em Nova York.
— Ok, amiga, — Lua a abraçou — não sei o que seria de mim sem você.
— E eu sem você. Agora vão e se divirtam. Estão precisando — piscou para minha mulher.
— Pode deixar, vamos? — ela estendeu a mão que tratei logo de pegar.
— Até logo, Mary.
— Até, Arthur. Cuide bem dessas garotas — assenti, sorrindo.
Já dentro da limusine, Lua suspirou cansada e apertei seu pescoço tenso.
— Preciso de uma massagem mais tarde, amor — pediu dengosa.
— Farei quantas precisar.
— Já estou me sentindo pesada — ela riu.
— Quer ir para a casa?
— Não — virou para mim — quero passear um pouco, faz tempo que não almoçamos fora.
— Então o que sugere, princesa — aconcheguei-a no meu peito.
— Vamos ver... — fomos interrompidos por meu celular tocando. Olhei para o visor e vi que se tratava de Billy, atendi no segundo toque, pois meu sogro não me ligaria à toa.
—Billy.
— Meu pai? — Lua sussurrou ao meu lado, fazendo-me balançar a cabeça, assentindo.
— Achamos eles, Arthur.
— Como? Onde? — perguntei nervoso.
— Ryan e Raquel estão em Washington — senti meu corpo tencionar e Lua percebeu.
— Eles vieram atrás de nós.
— Foi o que pensamos também.
Viram que estão bem protegidos e resolveram fugir novamente, os dois estão indo para o aeroporto.
— Estou indo para lá agora mesmo, vou apenas deixar Lua em casa — percebi que ela franziu as sobrancelhas.
— Já avisaram meu pai?
— Ele está indo para lá também, nos encontramos em breve. Arthur... Não deixe, em hipótese nenhuma Lua ir.
— Não deixarei, Billy — desliguei o telefone.
— Jonathan, para casa — apertei o botão do comunicador.
— Ok!
— O que está acontecendo, Arthur? Eu não vou para casa sozinha — ela disse teimosa.
— Lua, Ryan e Raquel estão na cidade...
— Vieram atrás de nós suponho.
— Sim, porém nos viram cercados de seguranças, principalmente do Galpão 77 e resolveram fugir novamente. Mas já estão todos em seu encalce.
— Para onde estão indo?
— Para o aeroporto.
— Eu vou com vocês — ela abriu o microfone novamente.
— Jonathan, mudanças de planos. Nós vamos para o aeroporto.
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somicchamelluar10 · 3 months ago
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O Senador 2ª temporada
Capítulo 107  :
 ARTHUR
 — Sim, provas que nem se deram ao trabalho de certificar a veracidade — minha excelentíssima esposa entrou em ação.
— Esse jornal já foi mais cuidadoso, chefinho — ironizou olhando diretamente para Victor.
— Ou será que estão sendo comprados por qualquer um? — virou para o presidente daquela espelunca — o que é uma pena, pois se aliaram as pessoas erradas, caindo junto com elas.
— Não pode falar conosco nesse tom, Lua Maria.
— Senhora Scott, caro colega. Para vocês eu sou Lua Maria Scott — ela bateu na mesa.
— E vamos acabar logo com isso. Arthur — concedeu-me a vez que abracei honrado.
— Com muito prazer, querida — sorri para ela.
— Viemos aqui pessoalmente apenas para avisar que esse jornalzinho está sendo processado e correndo sérios riscos de fechar as portas. Vocês mexeram com as pessoas erradas, caro jornalista. Já especialmente para você, Parker, a polícia está chegando a qualquer momento e espero do fundo do meu coração que eles lhe mantenham recluso por um bom tempo, assim não correrá o risco de me encontrar e se isso acontecer... — balancei a cabeça, sarcasticamente.
— Era isso então. E para o senhor, — Lua dirigiu sua atenção novamente ao presidente do jornal — tenha um pouco de decência e demita esse canalha amador antes que ele os leve inteiramente para o buraco.
Vamos, Arthur, não temos mais nada a fazer aqui. É uma pena levar em meu currículo o nome de um lixo chamado New York Times — virou as costas fazendo com que me orgulhasse da leoa que se transformava quando o assunto era defender nossa família.
Os dois ratos não tiveram a capacidade de abrir a boca para retrucar as palavras da minha esposa.
E alguns minutos depois, Victor Parker foi preso, levando o jornal em que trabalhava totalmente para o buraco.
O New York Times perdeu totalmente sua credibilidade.
O restante da mídia pensaria duas vezes antes de baterem de frente com os Scott, principalmente envolvendo mentiras e armações no meio disso.
E mesmo tentando manter Lua Maria afastada de todo esse stress, reconheci que minha mulher lutava como ninguém. E grávida ainda se tornava muito mais furiosa.
Sentia dentro do meu peito um orgulho imenso da minha princesa que aos poucos vinha se transformando em uma linda e poderosa rainha, que não saiu do meu lado um único instante dando-me a força que eu necessitava.
E quando adentramos ao amplo salão do Capitólio, despediu-se assim que fui chamado para o Plenário, onde daria início a uma sessão depois de mais de um mês afastado.
E lá de cima observei Lua sair do local ao lado de Jonathan e Mary. Sorri tranquilo por estar bem acompanhada. Mary havia se tornado sua assessora particular, nos dando uma segurança maior, já que naquele momento Lua estava voltando com tudo a sua divulgação do livro sobre nossa família.
Ela havia vindo apenas para me acompanhar, pois teria uma entrevista em um Talk Show logo em seguida.
Dei continuidade à sessão, tranquilo por ela estar acompanhada além de dois seguranças particulares, mais dois carros de apoio com homens do Galpão 77, não poderia correr nenhum tipo de riscos se tratando da segurança da minha família.
Depois de algumas horas, dando por encerrado os trabalhos daquela manhã no gabinete, tive uma ideia por estarmos perto do meio dia. Iria fazer uma surpresa para minha princesa durante seu programa de TV.
Quem sabe Lua aceitaria um almoço em um dos restaurantes aconchegantes e sofisticados da Capital.
— Arthur por hora terminou. Mas a semana será puxada por conta daquelas votações importantes adiadas pelo atentado.
— Ok, Ethan! Vou aproveitar esse intervalo para buscar minha mulher e almoçarmos juntos — vi o vislumbre do seu sorriso que logo foi engolido.
— Uma gracinha fora de hora e vai ter que procurar emprego em outro gabinete — ele gargalhou me abraçando.
— Você não teria coragem.
— Experimente — sorri sarcasticamente.
— Estou indo me encontrar com Lua. Jared, alguma pendência?
— Não, Arthur, tudo em ordem.
— Nos vemos depois então. Tim, prepare o carro e os homens, nós vamos para CBS.
— Ok, Chefe!
Cheguei à emissora sendo avisado que Lua ainda estava dando sua entrevista. Pedi para ser levado até o estúdio, porém, não quis aparecer.
Fiquei atrás das câmeras e pude vê-la radiante pela tela, iluminando tudo com seu sorriso.
Mas quando perguntada sobre o motivo da exclusiva ter sido dada a uma revista de pequeno porte, minha esposa se arrumou em sua poltrona e categoricamente respondeu.
— Fizemos o que nosso coração mandou, Daves — disse simplesmente, chamando o apresentador pelo primeiro nome, coisas de Lua.
— Todos tinham nos massacrado, ninguém nos deu o beneficio da dúvida ou ao menos o da defesa antes de julgarem e condenarem. A mídia hoje só gera o lucro, não se dando o trabalho de investigar a notícia lhe passada. Ela apenas visa à audiência. Essa, que hoje fará seu programa alavancar os índices por estar comigo e ainda citando esse assunto — suspirou fazendo-me sorrir involuntariamente da destreza da minha mulher.
— A The Democratic não teve medo de perder uma notícia por não publicar calúnias, ela apenas foi inteligente esperando os fatos serem apurados e por isso foi escolhida, obtendo a melhor resposta, a da verdade.
O apresentador respirou fundo, tentando sair daquela saia justa da melhor forma possível e então sorriu, voltando seus olhos para Lua que não havia se alterado em nenhum momento, uma perfeita diplomata.
— O que mais nos chamou atenção nessa história, Lua Maria, foi o apoio da população aos Scott. Eles sempre foram muito queridos por seu povo, podendo ver isso claramente nas vigílias diárias em frente ao hospital e em todo o mundo, enquanto seu marido esteve internado, mesmo depois da publicação da matéria.
Sorri me lembrando do carinho do meu povo durante toda minha internação, porém me concentrei na resposta de Lua.
— Essa é a questão, Daves, confiança... Ou você tem ou você não tem... E a população confiou, por conhecer o trabalho dos Scott há mais de quarenta anos.
Eles estiveram ao nosso lado o tempo inteiro e isso me emociona muito até hoje.
— Para concluir nossa excelente e esclarecedora entrevista, você acha que esse carinho emanado por todo o mundo pode levar o Senador Scott para a Casa Branca, já que Obama já declarou sua preferência por seu nome?
— Arthur sempre fez um excelente trabalho em toda sua carreira política e isso o levará ao topo. Fazendo junção com sua autenticidade e autoridade contra a corrupção terá todos os argumentos para se chegar à Casa Branca.
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